18.9.14

Quem diria...?

Cruzámo-nos pela 1ª vez no início de Julho, acho. Quando comecei a ir à M às 8 da manhã. Durante umas semanas não falámos, mas íamos reparando um no outro (certamente como reparávamos noutras pessoas). Entretanto, começámos a sorrir. No início de Agosto pela 1ª vez dissemos um 'até amanhã' junto aos carros, nada mais. Numa sexta, respondeu ao meu 'até amanhã' com um 'agora só em Setembro que vou de férias'.

Esta semana perguntámos pelas férias um do outro, e a partir daí a conversa tem fluído. Ontem despedimo-nos com um beijo e perguntou-me o nome. Hoje trocámos contactos, estamos ligados no Linkedin, já me contou muito da família (eu não, como de costume...), do que faz, dos projectos, dos hobbies.  E faz anos no mesmo dia que eu (ele ainda não sabe...)!

O que é isto? Gosto, sinto-me bem, gosto da atenção, do carinho, da expectativa do encontro e da manhã que se segue. E acredito que ele também. Mas... não me posso esquecer de manter os pés na terra!

Aguardem os próximos episódios...;)

Que semana...!

Voltei esta semana de férias com mixed feelings em relação ao trabalho. Foi oficializada durante as férias a promoção, e a do J também. E eu estava com muito medo, pela relação complicada e de muitas discussões que desde há muito temos. E ficar com a R e a M a reportar a mim... Contente com a promoção, assustada com o desafio, com o trabalho que chega e com a gritante falta de recursos. E ter de reportar ao J revirava-me o estômago!

A verdade é que a 1ª semana correu muito melhor do que esperava. É simples: J e eu precisamos um do outro, e temos forçosamente de nos entender para as coisas resultarem. Engolindo sapos, elefantes ou o que seja, as coisas têm de funcionar entre nós, com respeito, diplomacia, profissionalismo. E ele está a surpreendenr-me pela maturidade que apresenta, pelas ideias, pela vontade de, paulatinamente, ir mudando as coisas como pretende sem entrar em choque com ninguém.

Mas vamos com calma, muita, porque a qualquer momento tudo pode descambar...

E 2ª volta R...

Aos poucos...

Passo a passo (ou melhor, passinho a passinho), os sinais de uma possível recuperação são cada vez mais visíveis. Não sabemos até onde poderá ir mas temos a certeza que será um processo lento. Com pequenos avanços e recuos, com dias em que fica difícil acreditar e outros em que (quase) tudo parece possível.

Há que ter fé, muita!, há que continuar a acreditar que, lá do alto, Ele não se esquece da T.

E rezar...


27.8.14

Dias non stop...

Agosto é um mês calmo? So they say, mas não tenho sentido. Mas gosto de dias cheios de acção, a mexer em muita coisa ao mesmo tempo. Gosto de ir 'fechando' gavetas enquanto outras se abrem. Gosto de ver resultados, de ver projectos a correr bem. Gosto de sentir que o que faço é de algum modo relevante para o bom funcionamento da 'engrenagem'. Gosto de sentir reconhecimento pelo que faço, gosto de falar com pessoas muito diferentes, de sentir que contribuí para lhes facilitar o dia.

Gosto de dias assim.

Mas agora queria mesmo era ir de férias...

18.8.14

Her body is a cage...

Continuo com fé, com esperança na recuperação. Só posso ter fé, muita! Porque os sinais de que Ele existe também têm sido muitos.
Dói muito ver a T assim, imóvel, com poucas reacções. Evito chorar quando estou com ela, mas sei que já fui várias vezes 'apanhada' em flagrante. 
Mas o que dói mais, é tentar imaginar o que estará a sofrer, presa no seu corpo, comunicando connosco apenas com o olhar, agora vivo e forte, penetrante, e apertando as mãos nas nossas.  Só assim.
Este fim-de-semana ficámos algum tempo apenas as duas. Chorei, rezei, apertei-lhe a mão. Várias vezes olhámo-nos, olhos nos olhos, por algum tempo, eu a tentar por tudo não começar a chorar. Por fim, um soluço, um encolher, sinais de que estava a conter o choro. E fechava os olhos, felizmente não vendo que eu chorava. 
Hoje terá sido um dia bom, que até supreendeu quem dela tratava.
T, és forte, muito, já o demonstraste... 
Luta, não desistas!

12.8.14

'Wish you were here...'

Hoje foi um 'daqueles' dias... ou melhor, a tarde não foi fácil.  Tentaram passar-me um atestado de estupidez (uma velha discussão de trabalho, do outro lado com argumentos cada vez mais fracos), jantar com L e provavelmente a mais consumidora de energia P (tudo gira à volta dela, ninguém mais fala, sempre opina com os seus hiper-brilhantes, ricos e fantásticos amigos). É terça e já estou cansada.

E estás de férias. Ao sol. Wish you were here, holding me tight. Embora saiba que não o farias, nunca o farás, nunca teremos uma relação assim. Já achei que as coisas podiam ser diferentes, mas há muito percebi que isso nunca aconteceria. Na verdade, não sei se queria que as coisas fossem diferentes; acho que estaríamos sempre de pé atrás, desconfiados um do outro. E isso para mim não serve, não chega. 

Mas hoje só queria um abraço, nada mais.

Às vezes acho que seria mais fácil recebê-lo de um estranho... 

31.7.14

Sobre a (não) bondade do voluntariado...

Estou a ouvir uma entrevista de Gonçalo Cadilhe na RTP1 e pela 1º vez, referindo-se à cultura indiana, ouço alguém partilhar a minha ideia sobre a (não) bondade do voluntariado (do serviço de missão, diria eu).

Sou católica, praticante. Mas isto de irmos mundo fora converter quem não vive na mesma dimensão religiosa que nós sempre me fez alguma confusão.  

Aceito, respeito as diferentes religiões e quem as vive (excepto as radicais que se alimentam de violência sem olhar a meios nem a quem). São distintos caminhos para, no fundo, cada um de nós chegar ao mesmo objectivo, a Deus, ser feliz, ter uma concepção da vida e da morte que lhe traga calma, paz, felicidade. Cada um tem direito a fazer as suas escolhas, a escolher o caminho que quer percorrer, e de que forma o que quer fazer.  

Eu escolhi um caminho que, creio, me leva a Deus. Mas não significa que seja o melhor. Este é o meu, mas desde que cada um seja feliz e se sinta bem com as escolhas que faz, porquê obrigá-lo a seguir o meu caminho só porque eu acredito que é o melhor... para mim?


28.7.14

Não gosto da expressão ...

... nunca gostei, mas a verdade é que "emprenhar pelos ouvidos" diz tudo! Há gente assim, que não pensa por si, que se limita a papaguear o que vai ouvindo, sem filtrar, sem ver se faz sentido ou não. Não tenho paciência, não consigo respeitar quem assim se comporta.

23.7.14

It's one of those days, again...

... when loneliness falls upon me...

Não fiz nada de que me arrependa. Fiz por que aprovassem uma ideia que há muito defendo, e em que há muito acredito. Não esperava é que os resultados fossem tao rápidos...
A reacção foi péssima. Faltou uma preparação prévia? Talvez, sim. Talvez este seja o único ponto que não correu bem.
Mas a verdade é que os maus (digo eu...) hábitos já se expandiram. E quanto menos fizerem, melhor (sim, que converseta e brincadeira estão acima de tudo!).
Tenho fé no novo...

E preciso de um ombro... Mas a verdade é que parece ser esta a vontade Dele, e portanto só tenho de pedir ajuda para entender e aceitar isto.

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22.7.14

I'm back!

Tive saudades de aqui vir escrever, de contar o que me vai na alma. E como preciso...!
Pelo meio, muita coisa aconteceu e pouco ou nada mudou. 
Mais uma desilusão, mais uma esperança vã.  Quis crer que podia ser 'ele', mas na verdade sei que não é nem nunca será. Não seria bom para mim, não seria bom para nenhum de nós. Quis confiar, quis que fosse um apoio.
Houve uma altura em que acho que houve interesse. Por timidez de ambos (?), por não querermos misturar as coisas, não avançámos. Hoje creio que foi o melhor...
E o resto, o que experimentámos.  Sem dúvida um erro. Ou 2, tantas as vezes que aconteceu. (3?) Mas que souberam bem.  Com as tais regras a que não há forma de me habituar (já Palopman seguia uma, a mais difícil...). Mas também não quero. Gosto, é bom, mas não quero pensar que é um erro, que só servimos para isto.
Mereço mais, mereço muito mais!  Prefiro estar só a ser isto, assim. 
Gostava de ter um ombro. De ser um ombro. De ser a outra metade. 
Já não acredito. Não vou ter o meu velho chinês de 80 anos... Não vou ser a velha chinesa de 80 anos de ninguém.

21.2.12

Agora

Fecho os olhos e ouço o rio a deslizar para a foz. A noite cai lentamente sobre a cidade e acendem-se as primeiras luzes.
Penso no que tenho, no que sou. Esta difícil esquecer o Sub, continuo furiosa com o que fez, com a falta de respeito que teve (ou melhor, com as!). Preferia cortar todos os laços, mas a 'amiga' vai-mo lembrando... Não sei o que sabe, o que ele lhe terá contado. Coisa boa não foi de certeza...
Vou voltar a fechar os olhos e a ouvir a agua deste rio que acalma, enche a alma...
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20.6.11

E agora, seja o que Deus quiser...

Mandei o e-mail. Precisava de dizer o que há tanto me andava a consumir, precisava de dizer o que sentia, o quanto me tinha desiludido. Só para sentir (esperava!) algum alívio, para não guardar isto só para mim.
Foi um texto muito pensado, muito cortado, muito mudado. Que começou a ser escrito sexta-feira à tarde junto ao mar, em Carcavelos. Com algumas lágrimas pelo meio, claro!, com muito reviver de momentos bons e menos bons. Vieram-me à memória alguns dos instantes em que tive dúvidas, em que estranhei reacções ou evasivas.
Porque é que não quis ver? Porque é que me quis iludir? Era óbvio, era tão claro! Histórias mal contadas, desculpas esfarrapadas... E eu 'engoli' tudo isso, mostrei-me, dei tanto de mim...
É só mais uma desilusão, nada mais. Não foi a 1ª; não será certamente a última.
Mas está de férias, começou hoje. Que pontaria a minha! Só não queria ser gozada, não queria que o e-mail fosse lido por outras pessoas. Vou ser alvo de chacota, era só o que me faltava!
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16.5.11

Queria que fosse ao contrário...

Lembro-me muitas vezes de o ME ter dito que eu era como uma caixa de Quality Street (duvido que ele se lembre disso!). E apesar de o ter feito já há muitos anos (quase 20!), uso essa frase, essa imagem para descrever um estado de espírito muito particular. Normalmente pela negativa, quando estou farta de ser essa caixa de chocolates e quero, preciso eu que se lembrem de mim.
Hoje é um desses dias. Ultimamente tem sido uma fase dessas. Por mais que disfarce, ou que o tente fazer, o humor tem andado pior que mau, sem paciência para nada nem ninguém, muito crítica. O aproximar dos anos, o Sub e a ausência dele, tudo isso me magoa, me está a dar a volta à cabeça, me faz sentir muito sozinha.
Ei, estou aqui, olhem para mim, ouçam-me, ajudem-me.
(Não está a ser fácil, e nem Ele, nem o mar nem o reiki me têm valido como precisava... mea culpa, mea culpa).

3.3.11

Password mudada!

95% hopeless já não era suficiente, infelizmente...:( Estou triste, desapontada, por ter pensado que desta vez poderia ter sido diferente. Não foi, não o quis, lamento... Que seja(m) feliz(es).

2.3.11

Se dúvidas ainda houvesse...

... hoje ficaram desfeitas. Encontrei-os juntos, de carro, num semáforo. buzinei e fiz adeus. Alguém (que não só eu) ficou muito atrapalhado, e mal falou...
 
Seria o normal "só dar boleia"?  Mas quero continuar a enganar-me????  E o "temos de combinar um café para me contares da viagem" vai ficar para o dia de S. Nunca à tarde!
 
Engraçado... só pensei no 'Grandalhão', em contar-lhe.  A contar a alguém o que tinha acontecido, como me sentia, seria a ele. Por também ter partilhado tanto sobre a homónima, sobre a nova? Achei piada.
 
Fiquei triste. Depois do aconteceu no verão, achei que merecia mais. Uma explicação (mas há muitos meses; agora, se vier, já vem tarde). E lamento ter ficado a gostar ainda mais dele...
 
Como será daqui para a frente?  Entre o continuar tudo como até agora ou o desligar, acho que vai ser mesmo o desligar. Por mais que custe. Não vou ter a iniciativa para falar, claro. E tenho vontade de desligar mesmo; preciso de o fazer...

20.2.11

Simplesmente surreal...!

Há muito que não vinha aqui mas agora impõe-se. Nem cá vi falar das minhas férias asiáticas, da desilusão de ter sido (mais uma vez) "trocada", do almoço do '"belga" para pedir desculpas, enfim...
 
Impõe-se vir aqui por outro motivo. Julgo que chamar-lhe pesadelo, dizer que é surreal são eufemismos, conversa de crianças.
 
Na sexta fui almoçar com S. Há algum tempo que não falávamos "live" e tinha percebido, por 2 minutos de conversa quando voltei das férias, que algo de muito grave se passava e que precisava de falar.
 
Não, não são doenças dos filhos. Nem os problemas no trabalho (embora aquilo lá vá de mal a pior...).
 
É mais uma vez... sibling!  Mas agora ultrapassou todos os limites do imaginável, do razoável! Já num "point of no return", e sem que ninguém suspeitasse, sem que tivesse alguma vez dito qualquer coisa ou tido um comportamento que o indiciasse, foi anunciado à família, que vai... mudar de sexo!  Nem quero imaginar! Que abalo! É uma vida que se apaga e muitas outras entraram num verdadeiro tumulto, numa revolução sem fim!  E com fortíssimos impactos negativos, a todos os níveis, para todos!
 
Se eu não consigo deixar de pensar nisto, como estará a família?  Se S. pudesse fugir daqui... 

30.11.10

Ultrapassada, outra vez...

Mais uma confirmação daquilo de que já suspeitava: está com outra, desta vez com a indiana. A ausência, o silêncio das últimas semanas, o gaguejar quando me ligou na sexta-feira passada e propus que tomássemos um café para me contar as novidades, e agora um mail de uma antiga colega que me disse que tinha estado com eles... Sempre soube que gostava dela, mas quis iludir-me.
É que desta vez achei que podia ser diferente, que as coisas podiam resultar. E comecei mesmo a gostar dele, de muitas coisas dele, da atenção, do cuidado.
Já percebi que gosta mesmo de ser o mais velho lá de casa (mas 14 anos de diferença, ou lá o que é?!).
Só quero ter força para não ligar, para não ir atrás. Não quero servir só para passar o tempo, acho que mereço (bem) mais!
Quero resistir! Quero ter forças para o fazer!
E posso chorar sozinha, muito, mas que fique só para mim...
  

1.11.10

Dia difïcil...

Ha dias em que a solidao bate mais forte (pegando nas palavras ha poucos dias recebidas do 'reaparecido'. E hoje e um desses dias... Queria so um Ola teu, ja que nao posso ter o abraco de que tanto precisva.