3.10.14

E assim vamos nós...

É incrível como numa semana as coisas podem evoluir tanto! 5 dias, 4 cafés (hoje não pôde ir, mas avisou ontem).  Agora já nos sentamos juntos (por acaso quem o fez 1º fui eu; na 4ª quando cheguei já lá estava, e acabei por ir ter com ele; ontem veio ele ter comigo).

Há sempre motivo para me tocar, seja pondo a mão nas costas, agarrando-me a mão no café, ou ontem apoiando-se no meu ombro para descer a escadaria porque tinha magoado um pé e coxeava. E os beijos, demorados, próximos da boca, cada vez mais.  

Pinta, e já me mostrou fotos de quadros que pintou. Tem umas aguarelas e uns retratos a sépia de que gostei muito, e outros que não me encheram tanto o olho.  Partilhou retratos da família.  Contou projectos que tem, de trabalho, de voluntariado. Coisas que gostaria de fazer. Saídas, desportos. 

E o Skype. Falamos durante o dia, cada vez mais próximos, com conversas mais intimistas. Chama-me "querida", mas isso não consigo fazer. Elogia-me, muito. 

Estarei a exagerar?  A imaginar o que não existe? Isto está a acontecer? Não sei o que pensar, juro que não sei!  Gosto? Sim, claro! E ao contrário do que seria normal, ao contrário do que já aconteceu tantas vezes antes, não quero fugir, não me intimida, sinto-me confortável. 

Deixo-me ir?  Sinceramente, acho que não tenho motivos para parar, e não quero fugir. Parar seria assumir, creio, que algo de errado se passa, ou que imagino que se vá passar. 

Faz-me bem, faz-nos bem. 

E sim, sinto-me muito bem!  Não sei se foi das férias, da promoção, do tratamento para dormir e das "conversas no divã" ou do P.  Provavelmente foi de tudo, mas o P. teve decerto um papel fundamental. Ontem fui almoçar com a J. e até ela acho que eu estava mais confiante, mais animada, que "brilhava"!





29.9.14

Não sei mesmo o que pensar...

Regressou hoje da semana 'sabática'. Animado, gostou muito. E trouxe-me uma prenda, uma '10'! Fiquei admirada, muito!  E muitos toques, muito à-vontade: braços, mãos, costas. Contou-me de um projecto que tem em mãos, muito interessante e muito relevante. E a conversa durou quase 45 m. Durante a tarde, algumas trocas de mensagens no FB. 

O que é isto? O que devo pensar? Como devo agir? Não quero confusões, para nenhum de nós. Só queria saber o que, para ele, isto é.

E já não sei quem estará mais carente...

26.9.14

I wish you were here...

Hoje tive saudades. Dia com reuniões (e direito a um grande elogio público, e logo à frente de quem interessava! ), almoço de despedida do R, notícias de mudanças, e-mails e pedidos de contacto a chegar e sem tempo para responder a um único!  No final ,discussão (a 1ª nas novas funções) com J.
 
Detesto a ideia de que 'cheguei, o que foi feito antes de mim estava mal, vamos mudar'.  Há sempre coisas a melhorar, claro!, e há sempre um cunho pessoal que é dado na forma de gerir e de interagir.  Mas isto não pode significar o rasgar de compromissos anteriores, o mudar só porque tem de se fazer diferente, sem um motivo, sem um objectivo, sem ponderação.  Fazê-lo é sinal de fraqueza, de falta de rumo, de falta de ponderação, de mente errática. 
 
J provou hoje que o é (como se dúvidas houvesse!). O que não se faz para se manter um cargo...!
 
E sim, tive saudades, tenho saudades. Imagino que o gémeo regresse amanhã.
 
Hoje só queria um toque, um abraço.
 
 

23.9.14

Mas o que é isto...?

Estou doida? Estou a passar-me?  Mas o que é que quero? Então estou a ficar com saudades do que não tenho, do que não existe, do que nunca tive nem nunca existirá?  Saudades de nada?  Can't help thinking about you, somewhere far away...

22.9.14

O cerco não me intimida...

É engraçado: normalmente o 'cerco' intimida-me, faz-me querer fugir, sinto-me invadida. Desta vez isso não está a acontecer; gosto da atenção, do interesse, do querer estar por perto.  E imagino conversas, muitas.
 
Será perigoso? Espero que não, que o bom-senso impere sempre.  Só pode!
 
 

20.9.14

Ai ai...

Não consigo evitar pensar nele; imagino já conversas, partilhas, confissões... Estarei assim tão carente, tão só que basta darem-me um pouco de atenção para ficar assim?  Mas é mútuo, disso não tenho dúvida. E gosto, do que vamos descobrindo, das parecenças, das coincidências, de tanta coisa em que concordamos ou pensamos da mesma maneira.  

Gostava de fazer fast forward para daqui a umas semanas e ver o que acontece. Não quero estragar isto, não quero que desapareça, faz-me bem. Ajuda-me. Também o ajudarei?


19.9.14

Hoje ... :-)

Hoje chegou cedo, antes de mim, e estava a mexer no porta-bagagens a fazer tempo. Quando cheguei, cumprimentámo-nos e subimos juntos. Lá dentro, ficámos lado a lado.  À saída, claro que a conversa pegou e convidou-me para tomar café. A conversa flui, é muito agradável, não há tempos mortos.  

Na próxima semana estará fora. Disse que quando voltasse daria notícias, contaria as novidades. 

É confusão minha ou os beijos na cara são mais 'próximos' e demorados?  Mão nas costas, mão no braço quando se despediu...  Nada de mal, muito respeito. 

Não sei o que pensar...

18.9.14

Quem diria...?

Cruzámo-nos pela 1ª vez no início de Julho, acho. Quando comecei a ir à M às 8 da manhã. Durante umas semanas não falámos, mas íamos reparando um no outro (certamente como reparávamos noutras pessoas). Entretanto, começámos a sorrir. No início de Agosto pela 1ª vez dissemos um 'até amanhã' junto aos carros, nada mais. Numa sexta, respondeu ao meu 'até amanhã' com um 'agora só em Setembro que vou de férias'.

Esta semana perguntámos pelas férias um do outro, e a partir daí a conversa tem fluído. Ontem despedimo-nos com um beijo e perguntou-me o nome. Hoje trocámos contactos, estamos ligados no Linkedin, já me contou muito da família (eu não, como de costume...), do que faz, dos projectos, dos hobbies.  E faz anos no mesmo dia que eu (ele ainda não sabe...)!

O que é isto? Gosto, sinto-me bem, gosto da atenção, do carinho, da expectativa do encontro e da manhã que se segue. E acredito que ele também. Mas... não me posso esquecer de manter os pés na terra!

Aguardem os próximos episódios...;)

Que semana...!

Voltei esta semana de férias com mixed feelings em relação ao trabalho. Foi oficializada durante as férias a promoção, e a do J também. E eu estava com muito medo, pela relação complicada e de muitas discussões que desde há muito temos. E ficar com a R e a M a reportar a mim... Contente com a promoção, assustada com o desafio, com o trabalho que chega e com a gritante falta de recursos. E ter de reportar ao J revirava-me o estômago!

A verdade é que a 1ª semana correu muito melhor do que esperava. É simples: J e eu precisamos um do outro, e temos forçosamente de nos entender para as coisas resultarem. Engolindo sapos, elefantes ou o que seja, as coisas têm de funcionar entre nós, com respeito, diplomacia, profissionalismo. E ele está a surpreendenr-me pela maturidade que apresenta, pelas ideias, pela vontade de, paulatinamente, ir mudando as coisas como pretende sem entrar em choque com ninguém.

Mas vamos com calma, muita, porque a qualquer momento tudo pode descambar...

E 2ª volta R...

Aos poucos...

Passo a passo (ou melhor, passinho a passinho), os sinais de uma possível recuperação são cada vez mais visíveis. Não sabemos até onde poderá ir mas temos a certeza que será um processo lento. Com pequenos avanços e recuos, com dias em que fica difícil acreditar e outros em que (quase) tudo parece possível.

Há que ter fé, muita!, há que continuar a acreditar que, lá do alto, Ele não se esquece da T.

E rezar...


27.8.14

Dias non stop...

Agosto é um mês calmo? So they say, mas não tenho sentido. Mas gosto de dias cheios de acção, a mexer em muita coisa ao mesmo tempo. Gosto de ir 'fechando' gavetas enquanto outras se abrem. Gosto de ver resultados, de ver projectos a correr bem. Gosto de sentir que o que faço é de algum modo relevante para o bom funcionamento da 'engrenagem'. Gosto de sentir reconhecimento pelo que faço, gosto de falar com pessoas muito diferentes, de sentir que contribuí para lhes facilitar o dia.

Gosto de dias assim.

Mas agora queria mesmo era ir de férias...

18.8.14

Her body is a cage...

Continuo com fé, com esperança na recuperação. Só posso ter fé, muita! Porque os sinais de que Ele existe também têm sido muitos.
Dói muito ver a T assim, imóvel, com poucas reacções. Evito chorar quando estou com ela, mas sei que já fui várias vezes 'apanhada' em flagrante. 
Mas o que dói mais, é tentar imaginar o que estará a sofrer, presa no seu corpo, comunicando connosco apenas com o olhar, agora vivo e forte, penetrante, e apertando as mãos nas nossas.  Só assim.
Este fim-de-semana ficámos algum tempo apenas as duas. Chorei, rezei, apertei-lhe a mão. Várias vezes olhámo-nos, olhos nos olhos, por algum tempo, eu a tentar por tudo não começar a chorar. Por fim, um soluço, um encolher, sinais de que estava a conter o choro. E fechava os olhos, felizmente não vendo que eu chorava. 
Hoje terá sido um dia bom, que até supreendeu quem dela tratava.
T, és forte, muito, já o demonstraste... 
Luta, não desistas!

12.8.14

'Wish you were here...'

Hoje foi um 'daqueles' dias... ou melhor, a tarde não foi fácil.  Tentaram passar-me um atestado de estupidez (uma velha discussão de trabalho, do outro lado com argumentos cada vez mais fracos), jantar com L e provavelmente a mais consumidora de energia P (tudo gira à volta dela, ninguém mais fala, sempre opina com os seus hiper-brilhantes, ricos e fantásticos amigos). É terça e já estou cansada.

E estás de férias. Ao sol. Wish you were here, holding me tight. Embora saiba que não o farias, nunca o farás, nunca teremos uma relação assim. Já achei que as coisas podiam ser diferentes, mas há muito percebi que isso nunca aconteceria. Na verdade, não sei se queria que as coisas fossem diferentes; acho que estaríamos sempre de pé atrás, desconfiados um do outro. E isso para mim não serve, não chega. 

Mas hoje só queria um abraço, nada mais.

Às vezes acho que seria mais fácil recebê-lo de um estranho... 

31.7.14

Sobre a (não) bondade do voluntariado...

Estou a ouvir uma entrevista de Gonçalo Cadilhe na RTP1 e pela 1º vez, referindo-se à cultura indiana, ouço alguém partilhar a minha ideia sobre a (não) bondade do voluntariado (do serviço de missão, diria eu).

Sou católica, praticante. Mas isto de irmos mundo fora converter quem não vive na mesma dimensão religiosa que nós sempre me fez alguma confusão.  

Aceito, respeito as diferentes religiões e quem as vive (excepto as radicais que se alimentam de violência sem olhar a meios nem a quem). São distintos caminhos para, no fundo, cada um de nós chegar ao mesmo objectivo, a Deus, ser feliz, ter uma concepção da vida e da morte que lhe traga calma, paz, felicidade. Cada um tem direito a fazer as suas escolhas, a escolher o caminho que quer percorrer, e de que forma o que quer fazer.  

Eu escolhi um caminho que, creio, me leva a Deus. Mas não significa que seja o melhor. Este é o meu, mas desde que cada um seja feliz e se sinta bem com as escolhas que faz, porquê obrigá-lo a seguir o meu caminho só porque eu acredito que é o melhor... para mim?


28.7.14

Não gosto da expressão ...

... nunca gostei, mas a verdade é que "emprenhar pelos ouvidos" diz tudo! Há gente assim, que não pensa por si, que se limita a papaguear o que vai ouvindo, sem filtrar, sem ver se faz sentido ou não. Não tenho paciência, não consigo respeitar quem assim se comporta.

23.7.14

It's one of those days, again...

... when loneliness falls upon me...

Não fiz nada de que me arrependa. Fiz por que aprovassem uma ideia que há muito defendo, e em que há muito acredito. Não esperava é que os resultados fossem tao rápidos...
A reacção foi péssima. Faltou uma preparação prévia? Talvez, sim. Talvez este seja o único ponto que não correu bem.
Mas a verdade é que os maus (digo eu...) hábitos já se expandiram. E quanto menos fizerem, melhor (sim, que converseta e brincadeira estão acima de tudo!).
Tenho fé no novo...

E preciso de um ombro... Mas a verdade é que parece ser esta a vontade Dele, e portanto só tenho de pedir ajuda para entender e aceitar isto.

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22.7.14

I'm back!

Tive saudades de aqui vir escrever, de contar o que me vai na alma. E como preciso...!
Pelo meio, muita coisa aconteceu e pouco ou nada mudou. 
Mais uma desilusão, mais uma esperança vã.  Quis crer que podia ser 'ele', mas na verdade sei que não é nem nunca será. Não seria bom para mim, não seria bom para nenhum de nós. Quis confiar, quis que fosse um apoio.
Houve uma altura em que acho que houve interesse. Por timidez de ambos (?), por não querermos misturar as coisas, não avançámos. Hoje creio que foi o melhor...
E o resto, o que experimentámos.  Sem dúvida um erro. Ou 2, tantas as vezes que aconteceu. (3?) Mas que souberam bem.  Com as tais regras a que não há forma de me habituar (já Palopman seguia uma, a mais difícil...). Mas também não quero. Gosto, é bom, mas não quero pensar que é um erro, que só servimos para isto.
Mereço mais, mereço muito mais!  Prefiro estar só a ser isto, assim. 
Gostava de ter um ombro. De ser um ombro. De ser a outra metade. 
Já não acredito. Não vou ter o meu velho chinês de 80 anos... Não vou ser a velha chinesa de 80 anos de ninguém.

21.2.12

Agora

Fecho os olhos e ouço o rio a deslizar para a foz. A noite cai lentamente sobre a cidade e acendem-se as primeiras luzes.
Penso no que tenho, no que sou. Esta difícil esquecer o Sub, continuo furiosa com o que fez, com a falta de respeito que teve (ou melhor, com as!). Preferia cortar todos os laços, mas a 'amiga' vai-mo lembrando... Não sei o que sabe, o que ele lhe terá contado. Coisa boa não foi de certeza...
Vou voltar a fechar os olhos e a ouvir a agua deste rio que acalma, enche a alma...
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