28.6.21

Faz tempo...

Faz tempo que por aqui não passava... Muito, demasiado!

Estou cansada, farta de muito entregar e não ter reconhecimento. 

Grata pela família, pelos amigos, pelo que tenho, pelo que consegui fazer. Pelo que entrego.

Grata pela incrível equipa que tenho comigo. Que trabalha com brio, motivados, entregam. E que mereciam bem mais respeito, reconhecimento.

Não, não é por continuarmos em teletrabalho. 

Estão a pagar por eu me recusar a ser lambe-botas, a não querer ir picar o ponto só porque o Dir gosta, a não ir para os longos almoços bem bebidos que só denigrem a imagem da Direcção. 

Quem mais entrega é quem está sempre mais em falta. Quem não se vai mostrar está em 'teledescanso', não trabalha, não faz nada, está de férias.

Só não tentei sair antes por respeito à fantástica equipa que tenho. Ao muito que entregaram, ao muito que fazem.  E porque gosto do que faço!

Estou-lhes muito grata, mesmo.

Mas hoje, talvez pelo cansaço acumulado, dei por mim à procura de emprego. 

Posso não sair mas vou tentar. Tenho de tentar, a bem da minha sanidade mental!

Quanto ao mais, Mr. Faj agora não fala. Não vou dar o que não quero dar. Não percebe a luta que interior que tudo representa. "Tenho de aproveitar", "a vida são 2 dias". "choninhas". Seja. Tudo isso e muito mais. Tenho de me respeitar, e isso é o mais importante! Se não percebem isso, se não aceitam isso, se não o respeitam, não servem para meus amigos. Por tudo o que houve, tenho muita pena. Mas são opções, minhas e do Mr. Faj. Pelos vistos já as fizemos. Adeus!

E o Twin. Não falamos como antes - o teletrabalho e as constantes reuniões não deixam. Mas está tudo bem. Saudades das conversas profundas que tínhamos, do contacto, dos cafés  diários.

Quero chorar, preciso de chorar, de aliviar a alma. 

Preciso de uma luz, de uma força que me diga se devo continuar a aguentar o trabalho ou sair. Porque cada vez está mais difícil aguentar o anormal do Dir...






   


 

23.4.19

Estou triste...

Hoje precisava de 'colinho'. De me abrigar num ombro,     de ser abraçada, que me dissessem que estava tudo bem (ou que só me deixassem chorar).

Lembro-me da história (já com uns aninhos...) da caixa de chocolates Quality Street. Today as back then, some things aparently never change. For better or worse.

Gostava, precisava que hoje tivessem sido diferentes.

Se deixar de perguntar, de me preocupar, alguém dará por isso? Alguém sentirá a falta?

Não posso dizer que receio a resposta porque sei à partida qual será.

Quality Street. Always there, always available, no matter what.
A propósito de um almoço com o P que mais uma vez mostrou... o que (não) é!





10.2.19

Queixo-me mas... tenho é de dar graças a Deus!

Queixo-me muito do excesso de trabalho, de não ter férias de sei lá mais o quê. É normal, acho. Mas no fundo (e não é preciso ser muito no fundo) eu sei que se tenho muito trabalho é porque confiaram em mim e me deram mais responsabilidade. E, claro, porque tenho um emprego.

De não ter férias? Sim, estou cansada, mas gosto do que faço, gosto dos desafios.

Tenho de dar Graças a Deus, de agradecer pelos Pais que tenho, pela saúde que têm, por ainda terem cabeça para me darem na cabeça e pelas discussões. Quer dizer que estão bem e que se importam comigo.

Pela família mais próxima e pela mais afastada. Pelos amigos. Por quem me atura no trabalho.

Pelos dassafions que me vão sendo colocados todos os dias.

Por ter saúde. Por ter tecto(s). 

Pelo País fantástico onde tive a felicidade de nascer. 

Pelas cores fantásticas do nascer do sol que se vê da minha janela. Pelas coisas mais pequeninas que este mundo nos oferece e que mostram o cuidado e o Amor com que foi criado.

Por respirar. Por estar viva. Por estar aqui, agora. 


27.10.17

Nem me aturo...!

Tenho andado que nem me aturo...! Sem paciência, sem vontade de estar, sem apetecer responder sempre às mesmas coisas das mesmas pessoas. Nada muda, não há expectativa de que as coisas mudem a nível profissional. Tenta-se enganar, esconder, adiar ao máximo, trabalhar o mínimo.

Prazos a cumprir? O que é isso?

Horários a cumprir? Para quê?

...

Tenho de me agarrar ao meu projecto, ao livro que gostava de escrever. A ver se é desta...

3.7.17

Acabou

Acabou. É natural, teria de acontecer.

A Lisa recebeu ontem e-mail do amigo. Queixas de falta de interesse, de demora na resposta e comentário a links ou fotos que mandava. Queria mais, esperava mais, merecia mais após 10 anos de muita paciência e de escrupuloso cumprimento dos limites definidos no início.

Nunca reclamara, até agora. Até há uns meses.

Insinuações de que devia testar novos limites. De que seria muito bom. De que gostaria muito.

Mas há limites que continuam a ser intransponíveis.  Difíceis de imaginar, causam repulsa.  E isso é difícil de ultrapassar.

Continuo a achar que não se é obrigado a fazer TUDO. Que pode, que é natural que haja limites. Até ao limite do confortável.

E sei que, apesar de alguns limites (pelo menos um deles) difícil de explicar e de aceitar, outros foram passados. Outros que nem todos passam. Diria até que só uma pequena parte passa.

Acabou.

Que se salve a amizade - afinal, o mais importante!

30.10.16

Desencantamento

É esta a palavra que me vem à cabeça agora, a que melhor descreve o meu estado de espírito.

Estou a atingir o limite que 'aguento' num sítio, em termos profissionais. Sem poder fazer o que queria, sem recursos humanos nem financeiros, incompetência, o não assumir de acções e de erros... Não, isto não é mesmo para mim!


29.8.16

And now, the Lady of the Caves!

Afinal ainda é bem pior do que pensava...! Não é só não tem interesse nenhum: é ter parado no tempo, há pelo menos 60 anos! Qualquer coisa que vê é uma vivência ("uma estrada... e ali outra... para onde vão?"ou "Em que estrada estamos? A8? O que é isso? Porque é que puseram números e não chamam só AE do Norte e do Sul? Para onde é que esta vai?"). Placas lidas em voz alta, como se fosse tudo uma descoberta, como se não nunca tivesse ouvido falar em alguns dos mais importantes bairros periféricos da capital.  E a lentidão com que faz tudo... 

A casa. A casa é assustadora! Sobre o lava-louça contei pelo menos 10 embalagens vazias de leite! Uma aberta com lixo lá dentro, que tinha ficado, assim, uma semana (pelo menos). Baldes por todo o lado. O quarto, pior que uma arrecadação. "Desculpa, a casa está assim porque saí à pressa quando me vieram buscar, tinha acabado de me levantar."  Às 5 da tarde! E a mobília, acho que já nem faria as delícias de nenhum antiquário.  

Não tem TV. Não tem frigorífico "porque se avariou e a bem dizer não precisa".   A verdadeira Mulher das Cavernas!

E no meio de tudo isto fala das viagens que fez ao outro lado do mundo, há muitos anos, de como a tratavam bem, dos hotéis de 5 estrelas onde ficava, dos "criados que gratificava".  E sim, para manter o padrão, de como se atrasava às excursões e acabava por não as fazer.

Parou no tempo. Cristalizou. Não vive. Não sei se alguma vez viveu.

26.8.16

Radio silence?

Não quero ser a primeira a dar notícias esta semana, mas estranho tanto tempo sem dizer nada. Não sei o que possa ter feito... Sim, precisamos de 'desmame'. Precisamos de não estar tão dependentes um do outro. Mas nem um 'olá, estás bem?'... 

A semana passou bem estou cansada, e sei que teria sido mais fácil se tivesse dado notícias.

Tentei perceber se teria acontecido alguma coisa mas sem sucesso.

Só queria saber se está bem. 


Gente que não vive

Tenho pena de quem respira sem viver. De quem só respira porque o faz sem pensar, mas não vive.

Estou a pensar num caso em concreto. Nos seus setentas, viajada q.b., foi professora de Inglês no secundário. Não tem TV em casa porque diz que não precisa. Solteirona, viveu muitos anos com uma empregada uns bons anos mais velha do que ela.  Está a leste do que se passa no mundo, não se interessa por nada. Não lê jornais, não lê livros. Cultura geral: zero. Dorme. Nada lhe suscita o mínimo interesse, nem uma actividade, nem um passeio. Dorme. 'Ursa'. Hiberna. Respira porque sim. Não vive. Não sei se alguma vez viveu. Conseguiu cortar relações com toda a família. 

Contam-se pelos dedos de uma mão (e ainda sobram...) as pessoas que se preocupam com ela, que lhe procuram fazer companhia. 

Tenho pena de gente assim, de gente que 'é coisa' por opção.

 

25.8.16

Back to the past

Como estou agora a retomar o bom velho (e demasiado intermitente) hábito de aqui vir deixar um grasnar, resolvi ler posts antigos, pelo menos até nos termos conhecido. Reli os propósitos, as lutas internas, os abrires de alma. E deu-me força para este 'desmame', para perceber o que é mesmo importante, o que quero, o que queremos.

Às vezes ir lá atrás ajuda tanto a andar para a frente pelo caminho correcto...! Que este seja o caso, para o bem de ambos! E que as 'meditações' dele também estejam a dar bons resultados!

Estou cansada. Muito. Mesmo.

É este o inconveniente de ir de férias tão tarde. À minha volta todos foram já ou estão de férias, e acaba sempre por sobrar para quem ainda não foi.

Saí tarde, para não variar, e precisei de ir ver o mar. Apetecia-me chorar; sei que me faria muito bem e que me 'aliviaria' por mais uns dias. Mas estou já naquela fase em que o cansaço acumulado é tanto que nem isso consegui fazer...

O que vale é que amanhã é já sexta!

Missing you...

Tenho saudades, sim. Das conversas, da companhia, de teclar durante o dia a saber como estás. Já sabia que o 'desmame' seria assim...

Estás bem, de férias, em família e com amigos, como gostas. E sabes onde e como me encontrar. Anytime. Quando quiseres.

Também me faz voltar a estar assim sozinha. A 'desintoxicar' de um vício bom. Que as vezes se tornava mau...

23.8.16

Ai ai ai ... (versão ano e meio depois)

Estive quase ano e meio sem escrever nada aqui mas posso começar este post exactamente da mesma maneira que comecei o último. Nada mudou, e no entanto tanto mudou...! 

Sim.

"Estive uns tempos longe daqui. E muito aconteceu.

A Amizade foi-se estreitando, as confissões aprofundando. E o desejo também foi aumentando, muito. E sim, já aconteceu, algumas vezes, com os limites que - surpreendentemente - são os de ambos."

Só que, como ele ainda há uns dias referiu, o desejo tornou-se vício. E como todos os vícios, tem perigos.  Mas é tão bom quando acontece! 



10.2.15

Ai ai ai...

Estive uns tempos longe daqui. E muito aconteceu. 

A Amizade foi-se estreitando, as confissões aprofundando. E o desejo também foi aumentando, muito.  E sim, já aconteceu, algumas vezes, com os limites que - surpreendentemente! - são os de ambos: 'lá', no T1, hoje no T0, a seguir a um almoço ligeiro no sem cabelo.  Nenhum de nós tinha a intenção que houvesse alguma coisa, até porque ontem tínhamos definido novo propósito, ambicioso. Mas depois do almoço um convite para o T0 e a conversa foi correndo, e não foi só a conversa... 

Na semana passada, uma inovação: msg! E não é que nos portámos bem? Ficámos mesmo muito contentes, orgulhosos, confiantes. E hoje...

E por mais que ele diga 'se não falarmos algum dia não há problema', por norma é ele que toma a iniciativa de falar. E aos Domingos é habitual termos converseta à tarde.

Os almoços também têm sido mais frequentes. 4ª, 6ª no R, hoje ali...

Queremos, gostamos, desejamos. Muito. Mas ambos sabemos, dizemos, queremos, que a fortíssima Amizade, a confiança, a abertura sem filtros não seja ofuscada por esta adrenalina, este desejo tão animal. Que é bom, é muito bom! Mas não é, não pode ser, não queremos que seja o mais importante.

Queria não gostar de estar com contigo...Mas é tão difícil não querer!

8.11.14

E assim vamos andando

Bem podemos dizer que temos de nos controlar, mas a vontade de estarmos juntos e de conversarmos é bem mais forte. Quinta não nos vimos (não foi), mas ontem foi café de manhã e um longo café ao final do dia, no Parque. Encontrámo-nos na cidade, no caminho e acabámos por ir a falar ao telemóvel todo o caminho. E depois, mais 2 horas e meia juntos (!). Muita conversa, sobre carros, sobre nós. Muito sobre nós. Muitas confissões, coração aberto de par em par. O que somos um para o outro, o que queremos, o que podemos ter. Vontade de tocar, mas não só. E sim, voltaremos a estar juntos, porque gostamos, porque queremos. 

Disse-lhe que gostava que nos tivéssemos conhecido noutras circunstâncias. Ele também. Apesar de tudo isto, estou feliz por nos termos encontrado, apesar de todas as limitações que temos.  

Uma Amizade que cresce sem fim, dia a dia. 

30.10.14

:-)

E à saída estava à minha espera. :-) Que bela surpresa!
Enviada do dispositivo sem fios BlackBerry®

29.10.14

Ironicamente agri-doce

Nunca acreditei que fosse possível ter uma identificação, uma ligação, uma cumplicidade tão forte, tão profunda com alguém.  E quando encontro alguém que me mostra que isso existe, surgem tantas limitações que nos obrigam em cada dia, em cada momento, a lutar e a tentar resistir. Com todas as nossas forças. 

Mas fico muito feliz por ter encontrado o meu chinês de 80 anos...

É um sentimento agri-doce. Muito, muito doce. Mas também muito agri.

Sinto-me como uma criança diabética numa loja de doces.

Tento entender.  Acho que Ele fez com que nos encontrássemos para que nos ajudássemos um ao outro neste processo difícil, nesta luta diária que já teve e continuará a ter quedas. Mas temos de ser fortes, temos de pensar não no momento mas no que queremos para ambos, no que será melhor para cada um de nós. Pensarmos no que será melhor para o Outro.

Que Ele nos ajude e dê forças!


E hoje pela 1ª vez chorei...

Já não nos vamos voltar a encontrar esta semana (não pode ir amanhã nem sexta). Mas combinámos ir falando por Skype ou mesmo - sugestão dele - por telefone.  Até que a conversa passou para o "se não falarmos um dia não há problema, isto não se pode sobrepor à nossa vida, às nossas agendas". Foi mais para mim ou para ele?  

Tem razão, tem toda a razão!  Temos de ir com calma, ser racionais, evitando fazer asneiras, algo que estrague o que temos. Eu sei que tem toda a razão, mas custa porque gosto, gostamos muito, sabemo-lo. Mas de facto não pode ser viciante; tem de ser uma relação saudável.

O dia também não foi fácil, com stresses do J, stresses para a R, discussões, uma noitada por lá minha e dela.  E a noite tinha sido má, com o estômago a mostrar-se em força.

Precisava de um abraço. Dele.

Ouvi Albinioni.


27.10.14

Outra vez...

Hoje aconteceu de novo. E foi tão, mas tão bom!  É atencioso, cuidadoso, carinhoso... Tudo começou com um vídeo totalmente soft que lhe tinha enviado. A brincadeira desenrolou-se, e a meio da manhã desafiou-me para novo 'almoço'.  

Como seria de esperar, à tarde, foi tudo bem dissecado. Gostámos ambos, muito, mas não queremos banalizar. Não é o mais importante, não queremos que o seja. E sabemos que nada poderá mudar nas nossas vidas com tudo isto. Mas podemos - e certamente iremos - ajudar-nos um ao outro a sermos melhores. 

Falámos do nosso  Amigo. Do quanto nos pode ajudar. O pior é que eu não consigo dizer de forma convicta que não quero voltar a 'almoçar', que estou arrependida.  É demasiado bom, e como ele diz, aproxima-nos ainda mais. Cada vez mais. 

A meio da tarde, enquanto teclávamos, perguntei-lhe a que hora tinha nascido. Perto da minha - e é de estranhar? ;)  Depois, fiz por brincadeira o teste de compatibilidade. Na mouche! 

A fasquia está muito alta. Não sabia que era possível ter uma empatia, um entendimento tão forte com alguém. Não precisamos falar, há uma total sintonia. Mesmo o que nos parece ser mais estranho, mais difícil de explicar, é facil e rapidamente percebido - e sentido - pelo outro.  Não acreditava que isto fosse possível mas aconteceu. Não creio ter a sorte de voltar a sentir isto, de encontrar outra pessoa por quem sinta esta ligação tão forte.

E não, não estou apaixonada nem nada parecido. Racional, pragmática. Tudo perfeitamente claro para mim. Para nós.