5.5.06

'How lucky am I?'

Your Luck Quotient: 62%

You have a high luck quotient.
More often than not, you've felt very lucky in your life.
You may be randomly lucky, but it's probably more than that.
Optimistic and open minded, you take advantage of all the luck that comes your way.

3.5.06

Timshel

"Any writing which has influenced the thinking and the lives of innumerable people is important. Now, there are many millions in their sects and churches who feel the order, ‘Do thou,’ and throw their weight into obedience. And there are millions more who feel predestination in ‘Thou shalt.’ Nothing they may do can interfere with what will be. But 'Timshel! Thou mayest’! Why, that makes a man great, that gives him stature with the gods, for in his weakness and his filth and his murder of his brother he has still the great choice. He can choose his course and fight it through and win.”

in "East of Eden", by John Steinbeck

Desde que li pela primeira vez que li John Steinbeck que me apaixonei pela sua escrita. E isto significa devorar todos os seus livros. Devo ter lido "A Leste do Paraíso" há uns vinte anos, e desde então tem sido O meu livro! 'Timshel' - Thou shalt'. As vezes que me lembro desta palavra e de tudo o que ela representa...! Cada um de nós tem de facto a hipótese de escolher o seu caminho, e são essas escolhas que determinam a nossa Grandeza. Perante os próprios e perante o mundo.

'Timshel' - Thou shalt'. Todos os dias faremos escolhas. Será que tenho feito as escolhas correctas? Não sei, não...

Oh, como eu gostava de ser Grande...

1.5.06

"O Costa do Castelo"

Num zapping esta tarde, tive a sorte de dar com o "Costa do Castelo" mesmo a começar na RTP1. É o que chama hora de sorte! Porque é sempre um prazer rever os clássicos do cinema português: "O Pai Tirano", "O Pátio das Cantigas", "O Leão da Estrela", "A Canção de Lisboa", "A Menina da Rádio", este. O nível dos actores (com António Silva, Vasco Santana e Ribeirinho à cabeça, ou ainda Maria Matos, Hermínia Silva, Milú, Beatriz Costa, Laura Alves, Curado Ribeiro, Lopes Barroso, Óscar Acúrcio). A naturalidade da representação, os textos, os trocadilhos, os duplos sentidos (sãos, sempre, muito ricos). E o partido que os actores tiravam do seu corpo (Ribeirinho, por exemplo, mestre nesta arte). A imaginação e a riqueza das cenas... A magia do preto e branco, o reviver uma parte da História do país, como se vivia, os objectos, as relações e convenções sociais...

Arthur Duarte, António Lopes Ribeiro, Cottinelli Telmo, Francisco Ribeiro (Ribeirinho), mestres maiores desta arte. Realizadores sem igual.

Histórias divertidas, que nos agarram ao sofá, queremos que não acabem. Bem vistas as coisas, não são ainda muito actuais? Quantas vezes não damos por nós, ainda hoje, a repetir frases destes filmes, ou recordamos cenas? O monólogo de Vasco Santana com o candeeiro em "O Pátio das Cantigas", ou ainda a ginástica matinal dele e do Ribeirinho, ou o furo na parede da adega, as contas de António "Evaristo" Silva, alfaiate em "A Canção de Lisboa" nas costas de um seu cliente, os inesquecíveis "Ó Evaristo, tens cá disto...?" ou "Chapéus há muitos..." do quase-médico Vasco Santana, o enredo e os disfarces, o "assalto" à casa dos ensaios, o "Não tem pastéis de bacalhau? Então pode ser um copinho de vinho branco" n'"O Pai Tirano", o "Viúva Clicquót" bebido no Porto no "Leão da Estrela", o jogo, os preparativos, ...

Ainda hoje me surpreendo a ver estes filmes. E já perdi a conta às vezes que os vi! Lembro-me de muitos pormenores, de frases, mas é sempre uma descoberta. Destes, não consigo escolher o meu favorito... O que sei é que nunca me canso de os ver e de rir com eles!

25.4.06

De castigo...

Estou de castigo, como se me tivesse portado mal e não pudesse ir brincar para a rua. Têm estado uns dias lindos, mas pela 1ª vez desde que comecei a trabalhar, já lá vão uns anos valentes, tive me meter baixa para não contagiar os meus colegas. E estou com problemas de consciência por isso, imaginem! São só uns diazitos, e por acaso até tinha trazido trabalho para casa neste feriado, por isso tenho com que me entreter. Mas custa-me ficar assim em casa...
Presunção e água benta..., é verdade, mas a penso que devo ser mesmo 'ave rara' neste nosso Portugal. Quantos não se degladiam por umas baixas fraudulentas? E oferecem qualquer coisa para um médico 'amigo' testemunhe que estão incapacitados para o trabalho? Ou arranjma todas as desculpas, por mais mirabolantes que possam ser, para faltar ao trabalho ou pelo menos encurtar o horário?
E eu com problemas de consciência por ter borbulhas que causam tanta comichão e que facilmente poderia pegar a outros...

21.4.06

"Since The Last Goodbye"

Gosto muito de Alan Parsons Project. Descobri-os há muitos anos, e esta é apenas uma das (muitas) razões que me fazem ouvir os seus CDs vezes sem conta, em casa, no carro ou no trabalho...

Since The Last Goodbye Lyrics
(Chris Rainbow - Lead Vocal

The hours, the minutes seem to fly
And since the last goodbye
You and I came a long way
The nights, too short to fill with sleep
Or falling in too deep
Seem so far away now

Memories, all we share between us
Everything we were, all that we remain
But memories somehow came between us
Breaking up two minds that were one and the same

The years are moments passing by
No time to wonder why
You and I went the wrong way
The days too short to fill with dreams
Or question what it means
Are a part of me now

Remember all the leaves were falling
Walking hand in hand, standing in the rain
Remember distant voices calling
Whispers in the dark, I can hear them again

Since the last goodbye
It's all the wrong way round
Since the last goodbye
It's all the wrong way round

Memories, all we share between us
Everything we were, all that we remain
But memories somehow came between us
Breaking up two minds that were one and the same

Since the last goodbye
It's all the wrong way round
Since the last goodbye
It's all the wrong way round

20.4.06

Todo o mundo aqui tão perto...!

Quem diria, há uns anos, que passaria um belo serão em amena cavaqueira via msn com um amigo que está a uns valentes milhares de km de distância. A matar saudades, a rir e trocar fotos, a trocar lembranças e estórias, planos e dúvidas. O mail já nos aproxima muito, mas pelo msn é 'imediato'. E com câmara...

Gosto de terminar assim um dia de trabalho. Sinto-me viva, acarinhada, próxima de quem está longe. E de quem gosto.

19.4.06

(Re)encontros

Por circunstâncias várias, ontem e hoje reencontrei pessoas que há muito não via. Afastamentos mais ou menos intencionais, mais ou menos conscientes, mas que se traduziram num corte radical de qualquer contacto (num caso) ou nos contactos a cingirem-se a trocas de mails e telefonemas (nunca tão regulares quanto seria desejado), nos outros. Mas o tempo passa, e se nuns casos se tratou apenas de meses, noutros a separação foi mesmo de anos!

Gosto de rever amigos (ou simplesmente conhecidos). Relembram-me tudo o que já fiz, locais por onde passei, tudo o que aprendemos juntos. As alegrias partilhadas mas também as desilusões. E mostram-me o que mudei, o que mudámos. Ou não. O giro do almoço de ontem é que estamos todos na mesma, na aparência e entre nós! E a conversa fluiu alegremente, fácil. Foi tudo tão fácil que até parece que o relógio ganhou asas e correu mais depressa! No final, as inevitáveis promessas de repetição do reencontro a 4 num futuro próximo. Mas como em tudo, “futuro próximo” pode querer dizer tanta coisa (ou melhor, tanto tempo)...

Hoje, o outro reencontro “forçado”. Dávamo-nos bem, éramos amigos, mas a vida às vezes prega partidas e há uns anos valentes afastámo-nos. Porque eu o quis, porque teve mesmo de ser. Mas sei que ele acabou por ser “enrolado” numa história muito mal contada, e o que fez e disse foi porque “como dizia um ex-colega meu” (e perdoem-me a linguagem), esse meu amigo, excelente pessoa e que tanto confiava nas pessoas,“emprenhava muito facilmente pelos ouvidos”, e acreditou na tal história mal contada e inventada. Apesar de tudo o que aconteceu, tenho pena que nos tenhamos separado, mas não há volta a dar! Da minha parte o corte foi radical, não só com ele mas com um grupo de amigos, com “o” até então meu grupo de amigos. Mas o que se passou foi demasiado grave para ser esquecido. Contudo, gostei de o rever. Já quando combinámos isto pelo telefone, há uns dias, gostei do “Olá!” vivo e muito caloroso com que me recebeu. Foi um reencontro rápido (tratámos do que tínhamos a tratar) mas falámos muito cordialmente, de forma simpática. Acho que tínhamos ambos vontade de retomar a nossa amizade, de falar e perguntar o que cada um andou a fazer estes anos. Mas nenhum deu o 1º passo...

17.4.06

Salada... russa!

Sou 'bloguista' nos tempos livres, como se vê; há tantos dias que não passava por aqui! Estou cada vez mais desanimada no trabalho, e nestas alturas sinto muito a falta de um ombro amigo, de um ombro amigo muito especial.

Penso em pessoas que foram muitos especiais para mim, no que estarão a fazer. No que estarás a fazer. Pergunto-me também o que será feito 'da minha pedra no sapato' (ainda hoje me lembro dele quando passo em alguns lugares, quando vejo alguns objectos que mo recordam). Se há misunderstandings na vida, este foi sem dúvida um deles. E a dobrar! Ainda hoje não consigo perceber o que se passou, se é que se passou alguma coisa...

Cada vez tenho mais vontade de fugir, de partir sem destino nem bilhete de regresso. Estou a 'emburrecer', todos os dias sinto que perco algumas células cinzentas, não as ginastico... a dois!

Num horóscopo qualquer lido 'em diagonal' dizia que estava prestes a encontar o amor da minha vida. Será que posso acreditar? E como é que o vou encontrar? Ah, talvez me mande um mail ou me venha bater à porta... ;)

10.4.06

Pe. Filipe

Ontem voltei aquela igreja. E já sei o nome do padre, é o Pe. Filipe. Só este nome traz memórias, mas não vou entrar por aí. Vou sim relembrar tudo o que sinto quando ouço este Pe. Filipe, a miríade de emoções que desperta, que me comove. Porque fala com o coração, porque ME fala ao coração. Porque tem o dom, como ninguém, de mostrar a cada um de nós como a Palavra de Deus tem a ver connosco, com as nossas vidas, com cada momento que vivemos. Fala pouco, mas fala tanto! E percebo que na assembleia o Pe. Filipe toca muita gente. Ao olhar em redor, vêem-se muitos olhos brilhantes ou marejados de lágrimas. Faz-me sentir viva, com Fé, com força. Faz-me sentir parte do Reino de Deus. Dá-me força para corrigir algumas coisas, mostra-me novos caminhos, outras formas de resolver problemas do dia-a-dia. Nem sempre é fácil ir ouvi-lo, mas venho de lá tão feliz, tão cheia de energia!

22.3.06

Que sentimento de vazio...!

É como me sinto, e cada vez mais... Cansada, "gasta", estoirada, sozinha, vazia. Apetece-me fugir, desaparecer, recomeçar longe.

20.3.06

Ah, doença boa...!

Há c'anos que não sinto 'aquele' friozinho na espinha, as pernas bambas, as palavras tartameladas, os arrepios aos toques de pele. O imaginar a todo o instante o que estarás a fazer, em que estarás a pensar. O vestir-me a pensar em ti. Sonhar mil e uma conversas, 'desenhar' passeios na minha cabeça. O nervoso miudinho antes de qualquer encontro. Ter vontade de cantar, de sorrir, de dizer a todos que estou 'irremediavelmente doente'. Estar apaixonada. Que saudades de me sentir de novo 'teenager inconsciente'...! De me sentir viva! De sentir que há alguém muito especial que também me acha especial. Tenho saudades, oh se tenho...!


"Everybody Knows (Except You)" *
The Divine Comedy

I told the stars above
about the one I love
I told the morning sun,
yeah I'm telling everyone

I told my mum and dad,
they seemed to understand
And I'll get through to you
if it's the last thing that I do

Everybody knows that I love you
Everybody knows that I need you
Everybody knows that I do
except you

I told all of my friends
again and again and again
I drove them round the bend
so now you're my only friend

I told the passers by,
I made a small boy cry
And I'll get through to you
if it's the last thing that I do

Everybody knows I live for you
Everybody knows I adore you
Everybody knows that it's true
except you

* Esqueçam a versão 'tuga dos Delfins. Não tem NADA, mas é que não tem mesmo NADA a ver!

Gosto muito dos Divine Comedy ("apresentados" por um amigo que me chamava musicalmente inculta...), mas de todas as canções que conheço, esta cedo se tornou para mim na que melhor descreve essa 'doença', essa mistura de sentimentos tão fortes, tão intensos, tão agradáveis que vivemos quando estamos apaixonados.

Ora digam lá que não é assim...

19.3.06

Mais um fim-de-semana...

Mais um fim-de-semana se passou. Agitado (no bom sentido), agradável. Pena a chuvada de hoje. Ok, eu sei que faz falta, mas lá que tem chovido muito, tem! Tanto que encheu um dos terraços de casa, e fez entrar água para o corredor! Esta tarde lá andei eu de chinelos e calções no terraço a escoar a água e a limpá-lo. À espera de novas chuvadas... Aquilo até nem estava entupido, mas a intensidade da chuva deve ter sido tão grande que o ralo não deu vazão a tanta água.

Devia ter adiantado umas coisas de trabalho, mas ainda não lhes peguei. As últimas semanas têm sido complicadas, e não seria por trabalhar hoje que conseguiria sair a horas decentes nos dias que se avizinham. Ao menos descanso 'daquilo' no fim-de-semana, já não é mau.

E ainda tenho de fazer o IRS, e tenho de estudar...

16.3.06

Tenho de comprar uma bicicleta!

Tem mesmo de ser; desta é que é! Preciso de fazer exercício, preciso de arejar, de ver pessoas. Como tenho a sorte de morar num sítio bonito para andar de bicicleta, tenho de afastar a preguiça e disciplinar-me. Acho que me vai fazer bem à cabeça. Desta é que tem mesmo de ser!

14.3.06

Computadores

Como é que máquinas que nos permitem poupar tanto tempo e simplificar a vida nos conseguem também dar tantas dores de cabeca e atrasar o trabalho todo? E estamos já tão dependentes deles que se nos falham por uns minutos que seja ficamos 'às aranhas'!

13.3.06

Este ano não vou à neve...

...e tenho tanta pena!

Gosto da emoção dos preparativos, de rever o material, da viagem. De ver a neve aparecer lá ao longe, à medida que nos aproximamos do destino. Do cheiro frio, do ar gelado que nos enche por dentro. Da chegada, da compra dos forfaits, do aluguer dos skis e do experimentar das botas. Do levantar cedo, do correr para as cadeirinhas, da 1ª descida. E de todas as outras, das pistas que se vão descobrindo, das vistas fantásticas que nos passam pelos olhos. Por sentir a cabeça "limpa", o "disco formatado", como costumo dizer, ao fim de 5 minutos de skis nos pés. Da neve fofa, dos saltinhos. Das aulas, do que vou evoluindo, das descidas rápidas, das gargalhadas. De skiar de t-shirt, nos dias quentes. Das pistas junto a lagos ou ladeadas por árvores. De descansar ao sol, sentindo a neve trespassar o fato. Do almoço comido à pressa para não perder tempo, numa qualquer esplanada (há sempre tantas pistas por descer...!). De rematar o almoço com um chocolate quente (sempre pequeno e caríssimo, já sei!). Das quedas em neve fofa (quando acontecem; felizmente são cada vez mais raras). Das gargalhadas, das fotos, dos filmes que ficaram para a posteridade. Dos minutos passados no alto, apenas a olhar para as montanhas à volta, para o mundo lá em baixo, ao longe, pequenino... Do que isso me acalma. De me sentir livre e tão feliz ali! De correr para a cadeirinha que nos levará às pistas mais altas, para depois as descermos calmamente, até ao fim, e sermos os últimos - ou quase - a regressar. Da inevitável batalha de neve, pelo menos no último dia, após a última descida. De me sentir qual astronauta quando tiro as botas pesadas. De comer uma sopa quente no apartamento, ou de me deliciar com um belo crepe doce, numa café ou numa crêperie onde ficamos horas e horas na conversa, a contar as histórias do dia e planear o dia seguinte. Do jantar (ou não...), da desarrumação da casa, das trocas e baldrocas e confusões. Das discussões sobre quem lava a roupa e limpa a casa em cada dia. Das risadas, das cartadas e jogatanas que nunca faltam noite dentro. De me sentir completamente de rastos, cedíssimo para os padrões normais, e de me deitar a sonhar com as pistas, e os skis, e a neve. Das nódoas negras, dos músculos doridos, e do prazer que isso me dá! De pensar nas pistas que ainda vou descer. Da luta interior do último dia, entre o cansaço acumulado, a razão, que me dizem para descansar (com os joelhos já a dar sinal, é o costume), e o coração, a adrenalina, que me empurram para as pistas. Luta desigual, injusta: ganha sempre a emoção de voltar às pistas, de aproveitar até à última cadeirinha, ao último minuto, ao último segundo. E a tristeza de deixar tudo aquilo, aquela calma, aquela paz de espírito. E o arrumar as malas, as saudades que já apertam, os planos que se fazem para o ano seguinte. Do último olhar para as pistas, da última neve que se vê.
De ser tão feliz ali, no meio daquela imensidão, de me sentir tão pequenina ali no cimo da montanha, rodeada de branco e de árvores.

Este ano não vou à neve. (Mas pedi para descerem uma por mim.)

6.3.06

Grandes verdades!

Conversa no escritório, hoje, ao cair da noite:

- Ando a sair tão tarde que quando chego a casa já nem me apetece jantar, e mal vejo o meu marido!
- Pois tu ainda tens sorte, tens marido...
- Sim, falas de barriga cheia!
- Nós nem temos tempo para procurar um!
- ... quase nem brinco com a minha cadela...
- Só ele nos vier bater à porta: "Olá, boa noite, queres casar comigo"?
- Por isso é que há tantos casos com colegas de trabalho...
- ... não há tempo para ver outras pessoas!
- Podemos mandar um mail a toda a empresa, pode ser que haja interessados...
- Ou pomos um anúncio...
- Parece que o que está a dar é ir às compras sozinho com crianças...
- ... ou com cães, têm muita saída!
- Sim, começam logo a meter conversa!
- Emprestas-me a tua cadela?
- É o cutchie, cutchie, umas festinhas ao cão...
- Um amigo meu disse que "emprestava" a filha a amigos solteiros para ver se tinham mais saída...
- Então vou passear passear com a minha afilhada...
- Pronto, este fim-de-semana vou passear com os meus sobrinhos...
- ... o pior é que nem tenho tempo para a ir buscar!
(risos)

E assim se passaram uns minutos de boa disposição, de descontacção após (mais) 1 dia altamente stressante.

Amanhã há mais... um dia altamente stressante, claro!

5.3.06

Comunhão de sentimentos

Esta manhã fui à Missa a uma igreja a que não ía há largos meses. Há uns anos ía lá com muita regularidade, mas depois, por razões várias e se calhar pouco importantes acabei por passar a frequentar outra paróquia. De cujas celebrações também gosto muito.

1ª Domingo da Quaresma. A igreja, pequena, estava cheia. É bonita, uma sobrevivente nesta Lisboa.

À medida que a cerimónia ía decorrendo, perguntava-me como tinha sido possível passar tanto tempo sem ali voltar. A homilía foi curta mas daquelas que nos (me) "tocam". O sacerdote falou com o coração, pensava em voz alta, era igual a qualquer um de nós, os fiéis que nos deliciávamos com as suas palavras.

A cerimónia tem traços que a tornam diferente, única, mais pessoal e intimista do que muitas outras a que já assisti. O Pai Nosso, cantado, foi tão emotivo que não consegui acabar de o rezar. Umas lágrimas teimavam em aparecer. Bem olhei para cima, para baixo, tentei disfarçar. E foi então que a rapariga de cerca de 30 anos que estava ao meu lado se baixou, abriu a carteira e tirou um lenço de papel. Constipada? Não, mas também tinha os olhos molhados. Sorri. E eu a pensar que era uma 'mariquinhas', que chora por tudo e por nada. Afinal a cerimónia tinha-a "tocado" também. Éramos cúmplices, partilhávamos o mesmo segredo. Procurei também um lenço e tentei secar os olhos. Em vão... :) Ao Abraço da Paz trocámos um sorriso cúmplice e 2 beijos.

Todo o dia pensei nessa Missa e na forma simples e despretensiosa como decorreu. Mas mais eficaz teria sido difícil! Senti-me com vontade de mudar o mundo, de dar o meu melhor, com um elo muito forte com as pessoas que comigo tinham assistido às palavras sábias do sacerdote e que tinham partilhado dessa hora tão especial. Tão tocante... Senti-me com muita fé, como há muito não sentia. Não sei (ainda) o nome do sacerdote mas tenho a certeza que me vou lembrar por muito tempo de algumas das questões que nos (me) colocou do ambão e da cumplicidade com a minha "companheira" de banco...

E agradeço a Deus ter-me levado esta manhã de volta àquela igreja...

3.3.06

Injustiças!

Sinto-me triste, injustiçada, revoltada com a falta de respeito e de consideração que por aí grassa. Apetece-me bater, gritar, fugir. Mas sei que não adianta... E alternativas, nem vê-las...! Haja paciência e ironia q.b....

2.3.06

Estão a ver?

Eu não disse que não sabia há quantos anos tinha sido (ver post de dia 28)? Afinal foi só há 2 (dois!) anos! Como é que pude ter-me enganado desta maneira? Ai a minha cabeça...!

Tal como temia...

Pois é... tal como temia, a semana tem sido difícil! Mais uma viagem (ao menos correu bem), mas amanhã, lá estou de volta ao escritório. E que confusão por lá anda, não apetece nada! O que vale é que depois vem logo o fim-de-semana...

Apesar de tudo, há coisas que nos fazem sentir bem. Muito bem mesmo! Uma delas é saber que deixei amigos nos sítios por onde passei (ou melhor, onde trabalhei), e que ainda não apagaram o meu nº das agendas dos telemóveis! E se há vantagem em fazer viagens longas, é que se pode passar mais tempo a matar saudades dos amigos. Vivas a quem inventou os telemóveis!