14.1.10

Estou tão farta de discussões...!

Acabei de chegar a casa, Cansada, estoirada, farta de me levantar cedíssimo, de fazer quilómetros de carro (quase 900 em 2 dias; na semana passada foram mais de 1200).  Reuniões chatas, muita coisa para fazer.  Passei por casa dos meus Pais fazer ver como estavam e, claro, a minha Mãe abriu logo uma discussão. Sem sentido, porque sim, porque não me via há 2 dias (e sim, já percebi que quando estamos uns tempos sem me ver o reencontro é sempre com discussões).  E foi de tal modo injusta a de hoje que até o meu Pai veio em minha defesa!
 
Estou farta, estou cansada, estou farta que me exijam sempre que pense nos outros, que cuide dos outros, que me sacrifique pelos outros. Quero pensar em mim, quero ser egoísta. Acima de tudo, que (gostava) que alguém pensasse em mim...
 
Hoje chorei, chorei mesmo. Estava a precisar de desanuviar. (Ou isto ou passear junto ao mar).  Fez-me bem...

11.1.10

Não percebo nada de nada!

Cada vez percebo menos disto, juro!  Ou melhor, do PalopMan.  Depois das queixas que fez, que me pareceram 'estruturais' em qualquer relação, nunca pensei que reatassem. Ou melhor, não tenho a certeza que tenha acontecido, mas que estão bem, não há dúvida.  E na semana passada convidou-me para ir ao cinema... Já nem sei o que pensar! Se quero alguém assim? Não, não mesmo!  Mas... serão ciúmes? Não quero que sejam...

3.1.10

(Des)prendimento?

"I kind of see this all love as this, escape for two people who don't know how to be alone. People always talk about how love is this totally unselfish, giving thing, but if you think about it, there's nothing more selfish.", Jesse [Wallace] (Ethan Hawke) in "Before Sunrise"

E é isto

"It is so nice when you can sit with someone and not have to talk.", Harry Burns (Billy Crystal) in "When Harry Met Sally"

Dias úteis

Não sei se já tinha aqui falado no blog do Pedro Ribeiro, "Dias úteis".  Sou visita assídua, e de vez em quando deixo um comentário.  Tem muitos textos lindos, dos que vêm cá de dentro, do coração, e não raras vezes dou por mim a rir a bom rir ou a chorar com o que lá escreve. Ou as duas coisas ao mesmo tempo.
O post de hoje (http://osdiasuteis.blogs.sapo.pt/439006.html?page=2#comentarios) é dos textos mais bonitos que escreveu.  E que me fez chorar, claro! E me fez pensar em pessoas e em coisas que me rodeiam e que fazem parte da minha vida, quer queira, quer não, e que são peças do puzzle que sou.
E fez-me ter pena de não ter a meu lado ninguém com quem partilhar tudo isso, com quem chorar e rir, com quem fazer este exercício, escrever um texto assim, a 2...
Mas o Pedro tem, e fico muito feliz por ele!  

30.12.09

Status talks

Ontem, dia de jam session (sessão anual, como tem acontecido ultimamente...). Bem tentei mas não consegui chegar lá (ele bisou!). Sei que isso o frustra e bem tento, mas é mesmo problema meu.
Mas foi muito bom, muito calmo, com muita conversa à mistura.  Com direito a jantar e tudo (uma pizza do  PD e uma cola partilhadas)!  Ele falou, falou, falou muito. Vi que estava a gostar de me contar tudo aquilo, na empresa, as vantagens e desvantagens das últimas novidades tecnológicas.  E eu estava a gostar de o ouvir gostar de falar. Piscar o olho Ícone Expressivo  No fim disse que afinal o radio silence desta vez talvez não fosse necessário.  Não sei como o interpretar (e quero fazê-lo?): as jam sessions deixaram de ter o impacto de outrora ou não queria perder o canal que se abriu (e seria preciso?) com a status talk?  Ou nada disto?
Entretanto, pensei muito nos 2 M. Talvez mais no PalopMan.  Estamos a passar da fase de sms para a de telefonar.  E gosto de falar com ele, gosto de falar com ambos.  Gosto do cuidado que agora tem.  Mas não sei qual a sua situação actual. É estranho, muito estranho...
Primeiro, não sei o que quero.  Se o quero, e como o quero. Ou melhor, sei como NÃO o quero (servir para ajudar a esquecer, ou como baby sitter).  Não quero dar esperanças, não quero cortar. Estou a fazer coisas que não tenha feito com outras pessoas?  Ça depends... das pessoas! 
Os próximos dias serão elucidativos, espero.  Até porque está apalavrado um ch´´a para breve...

16.12.09

Dia chato

Mais uma viagem à terra dos pastéis.  Ainda só fui 3 vezes 1/semana e começo a ficar farta... Reunião chata no cliente lá de cima. Descoberta de "surpresas" várias, informação em falta e que nos (me) "estraga as contas" para a estratégia.
 
O que eu mais queria, o que eu queria, era ter alguém em casa quando chegasse, alguém que me abraçasse e dissesse que tudo ía correr bem... Mas não tinha, não tenho. E é disto que sinto falta. 

10.12.09

Dia bom

Ainda tentei trabalhar alguma coisa de manhã, mas não consegui. E depois, almoço com PalopMan. Azar dos azares, parece que toda a empresa resolveu ir almoçar ao mesmo sítio!  Como de costume, a conversa fluiu, foi bastante agradável. Mais uma pizza dividida, e a conversa foi acontecendo, calma e naturalmente. Estava giro!  De fato (ou melhor, calças e camisa, cabelo p'ró comprido, como gosto (à homem, claro!, mas com tamanho suficiente para passar as mãos e brincar com ele...).  2 despedidas, porque depois da 1ª a conversa voltou a pegar. E de ambas tive de ser eu a dizer-lhe que eram horas de ele voltar.  Bem me apetecia continuar, mas afinal é suposto ser responsável qb, não é? Piscar o olho Ícone Expressivo
 
Prometemos ir falando, talvez combinar qualquer coisa para o fim-de-semana.  Era tão bom... não sei o que quero, não sei o que queremos ou o que pode dar. Mas sei que gostamos de conversar os 2, de estar juntos. Acho que sou um porto seguro, pelo menos quero acreditar que me vê assim.  
 
Depois, "perdi-me" nos presépios da feira de Natal da FIL. Hoje foram "só" 6... ;(
 
 
 
  

4.12.09

Mais uma para a banda sonora do meu funeral

Esta não podia faltar, de maneira nenhuma. Porque é a música que associo a um grande amigo, a um grande cúmplice. Porque felizmente tive muitos perfect days na minha vida. Porque a música é linda, gosto muito da voz do Lou Reed e me faz lembrar este amigo e todas as coisas bonitas que a vida me tem dado.
 
"Perfect Day", Lou Reed
 

1.12.09

Gostava de perceber o que se passa...

Depois da noitade de chá e conversa, troca de sms ao final da manhã. À noite, novo encontro no msn. Ontem, longo almoço (ou melhor, longo passeio até ao local onde - finalmente! - partilhámos uma pizza) e a meio da tarde, um longo café também. A conversa é agradável, sim, e ontem á tarde apanhei-o a olhar longamente para mim.  É frequente fazer isso, mesmo com outras pessoas, mas gostava de perceber o que lhe vai pela cabeça. Estes convites sabem bem, são simpáticos, mas pretende substituta?
 
Não sirvo para 'cura de males de amor', se é esse o objectivo. Queria tanto perceber... Não me quero magoar, não quero magoar ninguém.
 
Entretanto, continuo sem saber porque 'escondia' que tinha outra pessoa, porque me convidava para sair com os filhos sem ela, porque dizia sempre que não tinha apoio com eles, que achava que estar sozinho podia ser uma boa ideia, pelo menos por uns tempos... Porquê?
 
A ver se se faz luz brevemente...


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29.11.09

Noitada à conversa

Às 10 e tal da noite ontem "convidou-se" para cá vir a casa tomar chá. Ainda tentei desviar o local, mas acabou por ser cá. Até às 4 da matina! Muito pessoal, acho que às vezes perguntei coisas que não devia.  Mas faltavam-me alguns pormenores - importantes - para perceber melhor a história dos (des)amores. E compara-a comigo, o que não pode ser!  Não quero, não faz sentido...
 
Foi bom, foi agradável, mas continuo sem saber o que pretende, como me vê. Uma no cravo, outra na ferradura, claramente!  
 
E eu? 


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26.11.09

Vício confesso!

Confesso, sim: de quando em vez gosto de pegar no telefone e esquecer distâncias entre amigos que tenho noutros países. Quase meia hora de telemóvel para telemóvel o que representará a não ser o enorme prazer de falar de novo (desta vez) com o H?  Fiquei mais bem disposta, claro, e quero acreditar que também gostou da surpresa.  Pelo menos foi o que pareceu no seu tom de voz. 
 
Mas que bem que sabe surpreender assim os amigos, falar como se fosse hábito (quase) diário. Mas que orgulho poder dizer que o (pouco) tempo passado naquele longínquo país há tantos anos nos aproximou destas forma...!
 
Obrigada, H, fazes-me tão bem...!
 
(Arrependo-me de um abraço que me pediste e eu, timidamente, erradamente, estupidamente, disse que era melhor não... Tive medo de não aguentar!  Como me arrependo de não ter aceite - e dado! - esse abraço, há tantos anos...!)

Sabe tão bem...!

Ontem, mais um jantar da 1ª empresa onde trabalhei "à séria".  Foi tão bom relembrar algumas estórias pela enésima vez, deixar a conversa sair naturalmente, sentir que o velho espírito de equipa e de amizade que nos une se mantém, vivo como sempre.  E que alguns colegas que nem sempre puderam estar presentes em outros jantares se nos juntaram.  Ver como tempo (não) passa por nós. Cruzar vidas, caminhos percorridos, vontade de estarmos juntos.
 
Ficaram no ar promessas de mais jantares, mais estórias revividas para breve.  Votos (sentidos) de que tudo corra pelo melhor a cada um de nós.
 
E a certeza de que até ao próximo "jantar grande", como este, muitos outros jantares haverá, muitas conversas serão travadas, muitas conversas haverá. E eu, com outras pessoas, continuaremos a nãp cosneguir conter as lágrimas ao recordar quão intensos, quanto nos fizeram crescer os anos passados juntos.
 
E a agradecer a Alguém o facto de nos termos cruzado, a sorte que todos e cada um de nós tem por Alguém ter feito este puzzle...

25.11.09

Estou como o tempo...!

Este tempo cinzentão, chuvoso, deixa-me com uma neura...!  E se o trabalho não corre também como esperado (ou se o chefe é demasiado crítico - e até mesmo injusto, por vezes), não ajuda...
 
Esta semana tem sido simpática com o PalopMan. Na 2ª, mais de 3 horas de um chat muito animado (e pessoal) no msn.  Divertido, intimista q.b. Demasiado para quem tem companhia?  Não é problema meu (por enquanto).
 
A questão é se eu quero que venha a ser. E, caso a resposta seja não, quando é que o famoso balde de água fria será lançado. Mas eu gosto destes jogos, da caçada, de caçar e ser caçada, deste teasing.
 
Muito que pensar, muito que aproveitar?
 
 

22.11.09

Um bálsamo para a alma

Fantástico o jantar de ontem em casa da AL!  O jantar em si foi soberbo, como não podia deixar de ser, mas o melhor foi voltar a estar entre amigos (neste caso amigas, que 'eles' ficaram em casa...). Pessoas de quem gostamos e com quem nos sentimos à vontade.  Confissões, receios, sonhos partilhados. Histórias, cumplicidades vividas. 
 
A frase "Este jantar faz bem à alma" foi repetida várias vezes. Talvez acrescente: um jantar destes, com estas pessoas tão especiais, faz bem a tudo! 
 
Um verdadeiro hino à amizade!  E há coisa melhor?
 

18.11.09

Não consigo perceber...!

Ontem o dia correu tão bem!  Ida ao Porto, clientes interessados em trabalhar connosco, tempo óptimo, um belo almoço no Cais de Gaia...
 
E hoje, meio murcha, cansada, com dor de cabeça permanente, aparentemente com má cara (tais os comentários dos colegas!), péssimo humor...!
 
Vá lá, "safou-se" um café e longa conversa com MC Hammer...
 
Que raio de signo o meu, bolas!
 
 

16.11.09

I've got a feeling...

Não, não é canção dos Black Eyes Peas, mas por acaso descobri que tinha no laptop uma canção de Barclay James Harvest com o mesmo nome.  Soube tão bem recordá-la...! Canção fantástica, calma, com uma letra bonita como é costume neles. 
 
Mais tarde ponho aqui o link para a ouvirem também. 

15.11.09

As músicas do meu funeral

Pode parecer sórdido, macabro, mas há muito que pensava nisto... Quando morrer, gostava que se ouvissem algumas no meu funeral. Ou no velório, como música de fundo.

(Há uns dias, na TSF ouvi Pedro Marques Lopes, do Eixo do Mal, falar nisto. Tinha já, inclusivé, gravado um CD com as músicas da sua vida e explicado à família como gostaria que procedessem. Ainda não cheguei à fase de gravação mas quero fazê-lo em breve! Afinal há mais doidos com esta 'panca'!)

O Adagio in G minor, de Albinioni, fez-me pensar nisto pela primeira vez.  Ouço-a em repeat nas alturas de limite, de stress, em que tenho a cabeça a mil e preciso acalmar.


Tem o condão de me fazer chorar sempre que a ouço, e isso é talvez a melhor terapia que posso fazer. E penso, a todas as vezes, nesta frase "quando morrer, gostavam que tocassem isto".

Esta vai ser a primeira da banda sonora do meu funeral.

E agora, se não te importam, tenho de ali que me entrou uma coisa para o olho...

14.11.09

Ups... tanto pedi...!

Ainda há uns dias me queixava que ninguém estava disposto a passar as barreiras, a querer conhecer-me, e eis que ontem, sexta-feira, 13, fui surpreendida por uma mensagem de um colega de trabalho no msn: "queria perguntar-te se querias jantar comigo um dia destes".  Fiquei admirada, muito! Aparentemente há 9 ou 10 meses que andava 'numa agonia', como explicou, e a arranjar desculpas para passar perto de mim... Confesso que não reparei em nada! 

Não faz o meu género, nada!  Nunca me tinha apercebido de nada, e era das pessoas mais improváveis para isso acontecer. Fiquei a saber um pouco mais pelo msn (por acaso tinha-me pedido há poucos dias para me adicionar...).

Quer conhecer-me, sim. Propus almoço, respondeu-me que não daria e seria melhor jantar; haveria mais tempo para nos conhecermos. 

Não faz o meu género, nada!  Não quero criar expectativas que já sei que irei gorar. Chamem-me pretenciosa, convencida, "esquisita", o que quiserem. Gostava de ter alguém, sim. Mas somos de 2 mundos tão diferentes, tão sem nada em comum (julgo...). Ao que sei, tem vida mais ou menos "complicada", quase cinquentão, já homem feito, família (des)feita, crescida.  Não, não é isto que quero.

Uma coisa sei: temos mesmo de conversar, esclarecer as coisas.

Ok, estava a pedi-las. Peço, recebo e queixo-me?

E ainda me admiro se estou sozinha...?  

P.S. - Quando "pedi" referia-me a alguém com quem tivesse afinidades, mais ou menos da mesma idade, alguém por quem fisicamente sentisse algo. Não é de todo o caso!

10.11.09

Esquecer o tempo quando se está com amigos

Neste caso, com um amigo, FR. Apesar de nos conhecermos há mais de 20 anos, temos-nos vindo a aproximar nos últimos tempos. Começámos a fazer almoços a 2 e não com companhia, e isso fez ponte para que as conversas passassem para o foro íntimo, como ele hoje me dizia. No pasa nada, de aprte a parte - para o bem e para o mal não fazemos nada o género um do outro! -, e ele é um bem sucedido chefe de família.

Tudo começou com um teaser dele para almoçarmos. "Confia e deixa-me tratar de ti", disse. E cumpriu-se hoje. O restaurante era fantástico, só para nós (aconteceu...). E a conversa desenrolou-se, soltou-se, no meio de muitas gargalhadas e confissões.  'Estórias' sobre nós, revelações, divagações.

Soube bem, muito bem. É tão bem quando uma boa conversa, com alguém de quem gostamos, nos faz esquecer o tempo e perceber que o mehor da vida está nisso, nessa pausa, nesse tempo parado, nas pessoas, nos afectos, nas relações.  E quão pouca importância damos aos outros no dia-a-dia, no corre-corre...

Obrigada, FR!