31.8.06

Cântico Negro (José Régio)

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

25.8.06

Um café e um chá de maçã e canela...

É tão bom quando nos podemos dar ao luxo de perder a noção do tempo à conversa com amigos...! Faz maravilhas à alma e ao estado de espírito.

24.8.06

Pequenas grandes alegrias

Esta semana resolvi matar saudades de amigos que fui fazendo lá por fora. Na terça, o telemóvel levou-me até à Finlândia. Estive à conversa com uma amiga que conheci há precisamente 15 anos, e com que fui mantendo contacto. Há cerca de 4 anos voltamos a ver-nos, e a conversa fluiu como se tivéssemos mantido, ao longo do tempo, um recionamento próximo. Casou, é Mãe, e o fim-de-semana que passei com ela e família dela foi simplesmente fantástico. Há 2 dias foi mais um 'matar saudades' durante largos minutos... Soube tão bem, fiquei feliz!

Ontem fiquei-me pela Polónia. Quase meia-hora à conversa. A relembrar histórias antigas, amigos comuns. Pequenas grandes aventuras em que nos metemos. Promessas que fizemos e ainda por cumprir, algumas. Também há precisamente 15 anos, quando nos conhecemos. E há 3 ou 4 anos, quando nos voltámos a ver. Já pai. Conheci a família quando cá vieram passar uns dias, uma simpatia.

Traçámos planos para um reencontro, 'our' 15th anniversary. De preferência com todos os amigos de então. A A., o doido do S., o tímido V., que parecia incapaz de 'partir a loiça' e que já correu meio mundo, o down under J. que queria ser político e a quem infelizmente perdemos o rasto, meu ombro amigo e confidente durante tantas noites, o H., claro!, o flying Dutchman, a S., minha companheira de apartamento que não comia para não engordar e para não me ver jantar se fechava todos os dias no quarto a comer batatas fritas e gomas, o A. e a sua namorada T., o D. que vivia numa cidade próxima, o K., o tal do "Light my fire" e tantos, tantos outros que fizeram daqueles meses os mais loucos e divertidos da minha vida.

20.8.06

Uma viagem como gosto...

Resolvi fazer uma surpresa aos meus Pais e apareci sem avisar ontem à hora de almoço em casa da minha avó. 2 horitas de caminho, mas a antecipação da alegria que (esperava) iria causar ajudaram a levantar a tempo e horas!

Animação não faltou nos 2 dias, com sobrinhos a ajudar à festa, e hoje, depois do almoço, foi hora de regresso. Tenho o pé pesdo, mas felizmente pouco depois de começar a viagem 'encontrei um carro' com um ritmo semelhante ao meu. E assim viemos praticamente toda a viagem, ora eles à frente, ora eu, mas íamo-nos aocmpanhanhando. E assim pareceu mais fácil (e foi sem dúvida uma viagem rápida!). Música russa e R.E.M. 'viajaram' comigo e desta vez nem chegou a 2 horas de viagem.

Ah, e à partida, ainda tempo para um belo gelado com o BB nas recém-inauguradas 'Docas'...

16.8.06

Hummm...

...este cheiro a terra molhada é único!  Estas primeiras chuvas, já com selo de Outono, são fabulosas pelo ‘rasto’ que deixam!

15.8.06

Detesto 'surpresas'!

Para que não entendam mal: gosto até muito de ser surpreendida, mas não por este género de 'surpresas', com as que os meus Pais (em especial a minha Mãe) tanto gostam de fazer...Passo a explicar:

Hoje dei por mim mais do que uma vez a pensar que estava muito contente por estar viva, por ter a família que tenho, tenho amigos, tenho trabalho, já viajei um bocado, etc, etc. E que tinha muita sorte, não me podia queixar!
Estava há algum tempo à espera de um orçamento para um móvel para a minha casa nova, e praticamente já tinha desistido da pessoa a quem o pedi porque estava a demorar séculos! Os meus Pais estão a ajudar-me a tratar destas coisas, e ao final da tarde perguntei-lhes se sabiam se ele não o que ria fazer já que nunca mais dava o orçamento. A minha Mãe riu, nervosa, e percebi que algo não estava bem... Eis senão quando me diz que o vão montar... amanhã! passei-me! Não sei quanto vai custar (os meus Pais querem oferecer-mo, já vi...), não vi o desenho final do armário (e já sei que este senhor é perito em mudar tudo o que combinámos à última da hora, e depois apresenta-me as coisas como facto consumado, algo que pura e simplesmente detesta e me irrita sobremaneira!). Disse aos meus Pais que sem desenho nem orçamento não havia armário montado. E que se vinha amanhã, bem o podiam desmarcar...

E agora? Arrisco-me a ficar em casa com um armário que não foi escolhido por mim, não sendo propriamente algo que mude todos os anos? Seria um daqueles armários a tapar toda uma parede... E da primeira (e única) vez que falei com o senhor sobre isto, já há uns largos meses, havia diferenças de opinião significativas entre nós, por isso se ficou a versão da minha Mãe 'apimentada' com a dele, não sei, não...

Eu já tinha avisado os meus Pais que desta vez não queria surpresas de nenhuma espécie, porque já há uns anos me arranjaram um '31' com algo parecido, umas obras que mandaram fazer na minha outra casa quando eu estava fora, e que me deram muitas dores de cabeça com os vizinhos...
Bolas, bolas, bolas!!!

9.8.06

"Rainy Night In Georgia"

Rainy Night In Georgia
(Words and Music by Tony Joe White )

Hoverin' by my suitcase, tryin' to find a warm place to spend the night
Heavy rain fallin', seems I hear your voice callin' "It's all right."
A rainy night in Georgia, a rainy night in Georgia
It seems like it's rainin' all over the world
I feel like it's rainin' all over the world

Neon signs a-flashin', taxi cabs and buses passin' through the night
A distant moanin' of a train seems to play a sad refrain to the night
A rainy night in Georgia, such a rainy night in Georgia
Lord, I believe it's rainin' all over the world
I feel like it's rainin' all over the world

How many times I wondered
It still comes out the same
No matter how you look at it or think of it
It's life and you just got to play the game

I find me a place in a box car, so I take my guitar to pass some time
Late at night when it's hard to rest I hold your picture to my chest and I feel fine
(minor scat) But it's a rainy night in Georgia, baby, it's a rainy night in Georgia

I feel it's rainin' all over the world, kinda lonely now
And it's rainin' all over the world

Oh, have you ever been lonely, people?
And you feel that it was rainin' all over this man's world
You're talking 'bout rainin', rainin', rainin', rainin', rainin', rainin', rainin',
rainin', rainin' rainin', rainin', rainin'


Sempre gostei desta canção. Talvez porque goste de chuva, por sentir que me 'limpa a alma'. E porque gosto da melodia. E por lembrar daquele fantástico cheiro a terra molhada...

Ouvi-a ao vivo há uns anos, tocada por Guitar Shorty no Blues' Café. Foi uma noite mágica! Foi numa das "Quintas-feiras de Blues" que o Blues' tinha. Tive o prazer de falar com o grupo, em especial com Guitar Shorty e com o guitarrista. Fabuloso! Muito simpáticos e tocavam magistralmente! É engraçado... ao ouvi-los tocar senti que a tocavam só para mim. Emociono-me sempre que me lembro daquela noite, daquela Rainy Night in Georgia.

"How many times I wondered
It still comes out the same
No matter how you look at it or think of it
It's life and you just got to play the game"

Será...?

7.8.06

Ele há coisas...

Depois do post desta tarde, quando já tinha saído do trabalho, uma grande surpresa: um telefonema de uma amiga minha que foi trabalhar lá para fora (estranho é ela estar muito tempo no mesmo país!). Soube tão bem! Falámos um bom bocado, 'apalavrámos' viagens. E fiquei mais bem disposta!

Nem que não fosse verdade...

... gostava que alguém hoje me abraçasse e dissesse que gostava de mim.

3.8.06

Fui injusta...

Sent: terça-feira, 1 de Agosto de 2006 13:12
To: Grasnar
Subject: Fui injusta...

 

... com um amigo.  Porque reagi a quente.  Continuo a achar que tinha razão, mas como de costume perdi-a quando overreacted. I should have known better... Myself and my friend.  O mal está feito, mas passo a vida a cometer estes erros.  De palmatória, no meu caso!  Não posso reagir por impulso porque o resultado é sempre pior que mau!  Não tenho já idade para ter mais juízo, mais maturidade e, acima de tudo, para me conhecer sa mim própria 8e aos outros) o suficiente para não fazer semrpe a mesma m****?

1.8.06

É um daqueles dias...

Se um TIR me passasse hoje por cima, acho que nem daria por nada...

20.7.06

Não suporto gente estúpida!!!

Desculpem o desabafo, mas não tenho paciência para gente estúpida!  Erro meu, eu sei, afinal não têm culpa de ser assim.  Mas a verdade é que conseguem ‘torrar’ a paciência a um santo quando se lhes explica 50 vezes a mesma coisa com desenhos a cores e 3D, e voltam sempre à carga com as mesmas dúvidas e as mesmas reclamações.  E se à estupidez inata aliam uma dose substancial de arrogância, quando a mim, há 2 caminhos: ignorância (mas só tenho sangue quente até um certo ponto...) e depois, discussão certa e nada bonita!

 

Quem saiu mal?  Eu, eu sei.  Porque sou mais velha, porque should have known better, porque (teoricamente) já deveria ter maturidade suficiente para saber lidar com gente assim, porque não posso deixar que uma pirralha estúpida e arrogante me deixe num estado de nervos com hoje aconteceu. Mas porem em causa o meu profissionalismo e empenho ou o de colegas só porque não percebem que quando dizemos que algo NÃO é possível ou não faz sentido e apresentamos argumentos não é para ‘sacudir a água do capote’ ou falta de empenho mas antes porque temos conhecimento do mercado e dos clientes para dizer isso, ISSO eu não suporto MESMO.  E foi a gota de água...

17.7.06

Tristes dias...

Está sol, o mar está com cores bonitas, as obras em casa estão praticamente prontas, tudo ok com a família, mas sinto-me triste, sozinha, muito sozinha mesmo. Queria fugir, viajar, começar tudo de novo. Estou bicho-do-mato, muito irritadiça, 'de estalo'. Mas iria adiantar? O problema está em mim, EU é que sou o problema, o peso para os ainda se dignam ligar-me alguma coisa. Na verdade não tenho razões para me queixar, mas sinto tanto a falta de um ombro amigo, de quem me ature... Com muita ou pouca gente à volta, sinto-me sozinha, muito sozinha. É engraçado: acho que passar umas férias a viajar on my own me ajudaria a reencontrar-me... com os outros!

12.7.06

"O Juramento do Árabe"

Baçus, mulher de Ali, pastora de camelas,
Viu de noite, ao fulgor das rútilas estrelas,
Vail, chefe minaz de bárbara pujança,
Matar-lhe um animal. Baçus jurou vingança,
Corre, célere voa, entra na tenda e conta
A um hóspede de Ali a grave e inulta afronta,

"Baçus, disse tranquilo o hóspede gentil,
Vingar-te-ei com meu braço, eu matarei Vail."

Disse e cumpriu.
Foi esta a causa verdadeira
Da guerra pertinaz, horrível, carniceira
Que as tribos dividiu. Na Luta fratricida,
Omar, filho de Anru, perdera o alento e a vida.

Anru, que lanças mil aos rudes prélios leva,
E que, em sangue inimigo, irado, os ódios ceva,
Incansável procura, e é sempre em balde, o vil
Matador de seu filho, o traidor Mualhil.
Uma noite, na tenda, a um moço prisioneiro,
Recém-colhido em campo, o indómito guerreiro
Falou, severo, assim:
" Escravo, atende e escuta:
Aponta-me a região, o monte, o plaino, a gruta,
Em que vive o tridor Mualhil, diz a verdade;
Dá-me que o alcance vivoi, e é tua a liberdade!"

E o moço perguntou:
"É por Alá que o juras?"
"Juro" - o chefe tornou -
"Sou o homem que procuras!
Mualhil é o meu nome, eu fui que espedacei
a lança de teu filho, e aos pés o subjuguei!"

E intrépido, fitava o atónito inimigo.

Anru volveu: "És livre, Alá seja contigo!"

Gonçalves Crespo, em "Nocturnos"

1.7.06

Grande Ricardo Coração de Leão!

O Mister

Toda a Selecção nos enche de orgulho, e é por eles, por todos nós, por Portugal, que o país, todos os cantos onde há portugueses estão em festa! Confesso que de início não gostava muito de Scolari, mas foi ele que nos fez voltar a acreditar que é possível ganhar, que nos fez ter tanto orgulho da nossa Selecção, ter vontade de mostrar a nossa bandeira, perder os medos e jogar sem complexos, querer contrair estatísticas (ganhar a Espanha, Inglaterra, Holanda,...? Impossível, era o que pensávamos A.S.).

Hoje, é o que se vê. Foi um jogo muito táctico, muito cauteloso, entre 2 equipas equilibradas mas muito diferentes. Não foi um jogo bonito, um daqueles que sabemos que os nossos rapazes sabem e gostam de jogar. Mas mostrámos ter calma, uma grande e muito unida equipa, bravura, vontade de vencer e de fazer história.

Este espírito de vencer muito o devemos a Scolari. Que uniu a Selecção, ousou quebrar tabus e fez valer a sua vontade até onde quis. E com isto nos uniu todos! E o bálsamo que esta fantástica campanha de Portugal no Mundial não tem sido para a alma lusa por esse mundo fora (como o tinha já sido no Euro 2004)!

Qualquer que seja o futuro de Scolari, ninguém nos pode já tirar as alegrias que, fruto do seu trabalho e inicações, a Selecção fez por nós. Se sair, que consigamos continuar o seu trabalho. Por tudo o que fez por nós. Mas, acima de tudo, por nós mesmos!

POR-TU-GAL, POR-TU-GAL !!!


Tanto orgulho, meu Deus!!!!

Obrigada!!!


É bom sofrer convosco e ver-vos sofrer e suar por todos nós!
Juntos, por Portugal!!!

18.6.06

Agora é que vai ser!

De regresso a casa após uns diazitos de férias, eis que percorro os meus vários e-mails em busca de notícias de amigos e não só. Numa dessas Inboxes, a que dedico às "chachas", tenho uma newsletter que me vaticina uma excelente período nos próximos meses. Será?

"Rest up while you can! On June 19, Uranus turns retrograde, bringing his flair for the unusual to a planet near you. Until the ruler of rebellion returns to direct motion on November 20, you may notice an increase in personality transformations or oddball news reports; indeed, the conventional wisdom for the next few months is 'Expect the unexpected.' Now, those of you with well-worn PDAs and perfectly up-to-date planners might find that advice less than reassuring. But the key to success these days is to go with the flow. That mind of yours is brimming with untapped talents and innovative ideas, and Uranus is bound and determined to set them free!

Uranus established his reputation as our solar system's renegade long ago. But this planet is very much a rebel with a cause, namely humanitarianism, creativity and breaking with tradition. During his retrograde journey, that energy -- which typically plays out on a more collective scale -- is focused inward. Is there a cause you want to get involved with? a pottery class you've had your eye on? a certain bohemian side of yourself that you haven't seen in a while? Seize this chance to celebrate your individuality and move beyond the status quo.

Reveal your full potential -- including talents that might surprise you!

Of course, a period known for erratic, unusual behavior might not be the best time to act on every brilliant idea. But these upcoming months are your golden opportunity to think outside the box in ways that the 9-to-5 world of convention doesn't always allow. Experiment with new modes of _expression to find the one that suits you best (pens, food, clothes, music ... no doubt you have ample tools all around you). By late November, you may find that you're ready to share what you've learned with the world."

5.6.06

Reunião de família

Ontem, reunião de família. Mais de 200 pessoas (faltaram muitas!), 6 ramos, já 7 gerações (5 vivas). Regularmente ou seja, mais ou menos de 2 em 2 anos juntamo-nos. É um dia em que distribuem beijos e abraços a torto e direito. Afinal, somos todos primos! ;) Na apresentação, dizemos o nome, o nome do Pai ou da Mãe, para + fácil identificação, e ainda a cor do nosso ramo. Sou dos azuis, o maior ramo!

É bom rever pessoas que não se vêem com muita frequência, espalhadas por todo o lado. Desta vez, até vieram uns primos do Brasil!

A par dos primos e tios-avós por quem tenho um carinho especial, gosto de ver a família a renovar-se. Todos os anos há muitas caras novas, mais bebés. Mas também há sempre notícias de alguém que nos deixou, de alguém que está muito doente. E custa ver os tios-avós a envelhecer, cada vez com mais dificuldade em andar, quase a não nos conhecerem.

É uma família grande (só primos direitos o meu Pai tem 51!), mas nem sempre muito unida. Mas nestes dias esquecem-se essas divisões, aproximamo-nos.

Há uns anos os mais novos (os sub-32) rsolveram continuar este espírito mais regularmente. Durante algum tempo organizámos jantares, mas a correria do dia-a-dia e as crianças a nascer tornou-os cada vez mais espaçados. No primeiro (o record!) éramos 38 primos em segundo-grau! Lembro-me da cara de surpresa do empregado do restaurante quando perguntou se não havia bolo de anos ou se o aniversariante o traria e lhe respondemos que ninguém fazia anos, que era 'só' um jantar de primos... Tantos?!

Pois é... somos muitos...!

30.5.06

A Igreja e os peditórios *

Escrevi isto há pouco no blog Dias Úteis, do Pedro Ribeiro, em resposta ao seu post...

"Tal como a Sendyourlove, também sou católica praticante. E também me custa muito ouvir estas coisas, porque dão azo a que cada vez mais pessoas critiquem a Igreja. Mas não podemos esquecer que a Igreja é feita por Homens, cada com coisas boas e más, com pecados e virtudes como qualquer humano. Felizmente, para além da Fé que sinto, conheço muitos exemplos de padres que me fazem continuar a acreditar nesta Igreja. Pelo seu exemplo, pela sua palavra, por me falarem ao coração, por serem tão diferentes do exemplo que contaste! Tenho pena que quem não vai regularmente à Missa ou não acredita em Deus não se tenha nunca cruzado com padres assim! Ou será porque é sempre + fácil pegar nos aspectos negativos para dar + força às críticas?

Querem exemplos de padres que não honram Deus? Também conheço; também poderia contar muitos... Mas prefiro agarrar-me aos outros casos, a todos os que me fizeram sentir muito melhor depois de os ouvir. Aos que verdadeiramente ajudam quem precisa.

Mas a Igreja também tem muita culpa em tudo isto. Por exemplo, ao permitir que pessoas sem Fé casem pela igreja ou baptizem os seus filhos só pela festa, para (se) poderem mostrar à família e aos amigos. Sem perceberem a importância desse gesto. E quantas das pessoas que tanto criticam a Igreja não casaram ou gostariam de casar com uma cerimónia religiosa? Isto é que é hipocrisia!
"

28.5.06

Comovo-me sempre...

... ao ouvir o Hino Nacional. Ontem ouvi (e cantei) enquanto o Roberto Leal o cantava na Praça do Giraldo, na cidade onde pouco depois Portugal jogaria um amigável com Cabo Verde. 4-1, bom treino para o Mundial. Coro afinadíssimo, a praça cheia a cantar com ele. Muitos braços no ar, muitos cachecois, muitas t-shirts da selecção. Sentia-se um apoio formidável aos nossos rapazes! E chorei, sim, chorei ao cantar o hino, ao ver a emoção com que era cantado. Gosto muito do nosso hino, e emociono-me sempre que o ouço. Mas entoado por uma multidão, onde o verde e o vermelho reinavam, isso 'arrasa' comigo!

Lembrei-me do que senti no Euro 2004, quando o cantei nas Docas, onde muitas gargantas (mais ou menos afinadas...) o cantámos em coro. A emoção que se sentia, o orgulho que se respirava são inesquecíveis! Estava acompanhada por um amigo de outro país, e recordo o respeito com que era escutado pelos estrangeiros que também ali estavam.

"A Portuguesa"
Música: Alfredo Keil

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

26.5.06

Há dias assim...

... em que o copo parece estar meio vazio, a caminhar rapidamente para o vazio. Em que, por mais ensolarado que esteja o dia, tudo parece cinzento: as pessoas, os lugares, os sonhos. Dizem que sou muito desconfiada, mas continuo a acreditar nas pessoas, a querer acreditar nelas, e depois... que valentes baldes de água fria com que nos presenteiam! Foi o caso, é o caso. Quero fugir, quero desaparecer, preciso de um abraço...

22.5.06

Faço anos!!!

I don’t particularly like birthdays. Nor mine, to be exact. I don’t recall the last time I had a birthday party, nor a birthday cake. I’m just one day older than yesterday, and one day younger than t’row, so what’s the big fuss? I never tell anyone it’s my birthday, still I like when friends or colleagues congratulate me. Feels so nice…

One of the reasons why I don’t like b’days (or mine) is because I always tend to think of all the projects I had planned to undertake, and all the ideas that are still well hidden in the shelves. And I tend to feel a bit (too) lonely.

I know a friend of mine knows the ‘gipsy guy’. For the 1st time I mentioned him to this friend of mine, who told me very nice things about him. I pretended I just knew ‘the gipsy’ slightly. He can’t guess how I feel. If ‘the gipsy’ called me, THAT would be a hell of a birthday gift!

And I keep on dreaming and dreaming… ;)

21.5.06

"My way"

Frank Sinatra - My Way
(P. Anka, J. Revaux, G. Thibault, C. Frankois)

[Recorded December 30, 1968, Hollywod]

And now, the end is here
And so I face the final curtain
My friend, I'll say it clear
I'll state my case, of which I'm certain
I've lived a life that's full
I traveled each and ev'ry highway
And more, much more than this, I did it my way

Regrets, I've had a few
But then again, too few to mention
I did what I had to do and saw it through without exemption
I planned each charted course, each careful step along the byway
And more, much more than this, I did it my way

Yes, there were times, I'm sure you knew
When I bit off more than I could chew
But through it all, when there was doubt
I ate it up and spit it out
I faced it all and I stood tall and did it my way

I've loved, I've laughed and cried
I've had my fill, my share of losing
And now, as tears subside, I find it all so amusing
To think I did all that
And may I say, not in a shy way,
"Oh, no, oh, no, not me, I did it my way"

For what is a man, what has he got?
If not himself, then he has naught
To say the things he truly feels and not the words of one who
kneels
The record shows I took the blows and did it my way!

[instrumental]

Yes, it was my way

19.5.06

Lembranças

Hoje, como ontem, continuo sem conseguir esquecer histórias antigas. Histórias inacabadas. Mal escritas. Mal percebidas. Já não vale a pena tentar perceber. Tentei, achava que tínhamos deixado tudo esclarecido, que tínhamos sido claros quando dissemos o que pensávamos e o que sentíamos. E o que tínhamos pensado e sentido uns anos antes, quando nos conhecemos. Concordámos que tinha havido uma série de mal-entendidos, e que na altura nenhum questionou. E que tinha ficado claro que queríamos tentar, que achávamos que valia a pena. Enganos, puros enganos. Pelo menos da minha parte...

Será que dizes a todas o que me disseste? Se sim, tiro-te o chapéu pela tua cara-de-pau... Mas isto não coincide com a imagem que tinha de ti, sério, íntegro, honesto. E tanta coisa me lembra de ti: vejo as tuas iniciais nas matrículas dos carros (parece que pelo menos metade dos carros que circulam por cá passeiam o teu nome!), vou em sobressalto quando o telemóvel toca, e há sempre algo de ti na rádio que ouço, imagino encontrar-te quando passo nas ruas por onde andámos, nos sítios onde fomos. Imagino conversas, viagens, momentos partilhados.

Mas nada disto faz sentido. É mesmo (e apenas) “panca”, por as coisas não terem sido ditas “pretas no branco”. Pela incoerência entre o que disseste, as mensagens que me deixavas e os teus actos. Já não quero nada, a sério! Queria apenas que tivesses tido a honestidade de me dizer, olhos nos olhos, que tinhas mentido de todas as vezes que afirmaste que tinhas muitas saudades minhas, que quando nos conhecemos só não avançaste porque achavas que eu tinha outra pessoa, que pensavas em mim, que gostavas de mim...

18.5.06

Será?

"Precisas de te libertar e de deixar fluir a relação". Será? Fiquei a pensar nisto. E no que arrisquei, há uns anos, e no rotundo fracasso que daí resultou. Será que isto explica o que aconteceu depois? Ou não passa de uma desculpa? Acho que tenho tido alguns maus timings na vida. Será? É sempre mais fácil culpar o mundo do que nós próprios, não é?

17.5.06

Bahhhhh...!!!

"Gostei muito de te ver." Bahhhhh...!!!!

Когда ты гоборишь мне по телефону? никогда!

13.5.06

Surpresa!

Hoje fizemos uma surpresa à L. Lembrei-me que fazia anos e combinámos entre nós fazer-lhe uma surpresa. Comprei-lhe um fio que achei que era "a cara dela" para o darmos entre todos. Como sempre, R. chegou um pouco atrasado, e à entrada, com a porta entreaberta, fez-me sinal de que trazia um bolo! Ela corou, atrapalhou-se, e não achou muita piada quando lhe dissemos que a aula acabaria mais cedo para lhe cantarmos os parabéns. Refilou mas não teve hipótese. Ainda tentou atrasar as coisas mas fomos implacáveis! :)

As fotografias são prova da alegria que sentiu quando viu o bolo, quando lhe cantámos os parabéns, quando viu o fio. E com a reacção de outras pessoas que estavam nas mesas ao lado. Gostamos todos muito dela, e acaho que também gosta de nós. Embora não estudemos tanto quanto ela gostaria, nem quanto nós precisaríamos...! Excepto R., que não sei o faz naquela aula, no nosso nível, quando sabe muito, mas mesmo muito mais do que nós! Mas somos um grupo divertido, animado, muito heterógereo, damo-nos muito bem e gostamos muito uns dos outros.

Fiquei feliz. Ou melhor, ficámos todos felizes! Porque gostámos de lhe ter feito a surpresa, gostámos de lhe mostrar que é importante para nós. Pelo que nos ensina mas, acima de tudo, por ser assim, muito correcta, muito tímida, muito carinhosa, sempre preocupada connosco. Porque é muito especial. Porque, mas importante do que o bolo ou o fio, foi o termos-lhe mostrado que gostamos todos muito dela e que somos todos amigos.

Parabéns, L.! :-) E obrigada por te podermos ir conhecendo um pouco mais a cada sábado.

Reencontros

Voltámos a encontrar-nos esta semana. Por acaso. Sem o esperar, acabei por ter uma semana muito animada em termos sociais (já sabia que no trabalho também seria...). Só quando estava num dos eventos e vi chegar alguns colegas dele (notavam-se a milhas!) é que me lembrei que poderia também aparecer. Um bocado depois lá apareceu, como sempre, animado, conversador, como eu me lembrava dele. A "destilar" charme, como sempre. Uns minutos mais tarde viu-me e fiz-lhe adeus. Falámos um bocadito, foi bom, estive descontraída.

É curioso, nunca consegui perceber o que (não) se passou... Temos um condão para nos reencontrarmos de tempos a tempos (leia-se anos), falamos, aparentemente gostamos de conversar um com o outro, mas depois puff...!: desaparece de circulação. É verdade que gostei, que sonhei, que achei que poderia acontecer qualquer coisa muito boa. Imaginei mil razões para o desaparecimento, recriminei-me, fechei-me ainda mais. Três vezes aconteceu isto. E acho que percebi bem quando ouvi que também gostava, que tinha reparado em mim, que gostava que tivesse havido acontecido algo entre nós, e que da primeira vez só não se aproximou porque achou que eu tinha alguém. Errado, não tinha, mas não também não tentou...

Lembro-me de como a voz dele me acalmava. Das desculpas mais ou menos profissionais que arranjava para lhe ligar quando as coisas no escritório não corriam bem, há uns anos (já lá vão 9 anos, será possível?!). Porque só de ouvir a sua voz, mesmo que falássemos do tempo, me fazia tão bem... E a eternidade que demorava a dar-me um beijo na cara... E a mão nas minhas costas, puxando-me para si. Moreno, bem moreno. Muito simpático, sorriso bonito. Vestia bem, gostava do estilo. E adora (e sabe) cozinhar, segundo diz, enquanto que o meu jeito para a cozinha roça o nulo...

Não vou começar a sonhar. Chega de (des)ilusões, já não quero nada. Só de lembrar episódios antigos... Não sei se está sozinho, já não me interessa. Disse que me ligaria para um almoço. Se calhar até liga, se calhar até vamos almoçar, se calhar até diz que tem pena que nos tenhamos afastado, se calhar até dirá que agora vai ser diferente, se calhar até dirá que podemos ser amigos, e muito provavelmente voltará a desaparecer... até novo (re)encontro, daqui a uns anos.

Não há duas sem três, haverá 3 sem 4?

5.5.06

'How lucky am I?'

Your Luck Quotient: 62%

You have a high luck quotient.
More often than not, you've felt very lucky in your life.
You may be randomly lucky, but it's probably more than that.
Optimistic and open minded, you take advantage of all the luck that comes your way.

3.5.06

Timshel

"Any writing which has influenced the thinking and the lives of innumerable people is important. Now, there are many millions in their sects and churches who feel the order, ‘Do thou,’ and throw their weight into obedience. And there are millions more who feel predestination in ‘Thou shalt.’ Nothing they may do can interfere with what will be. But 'Timshel! Thou mayest’! Why, that makes a man great, that gives him stature with the gods, for in his weakness and his filth and his murder of his brother he has still the great choice. He can choose his course and fight it through and win.”

in "East of Eden", by John Steinbeck

Desde que li pela primeira vez que li John Steinbeck que me apaixonei pela sua escrita. E isto significa devorar todos os seus livros. Devo ter lido "A Leste do Paraíso" há uns vinte anos, e desde então tem sido O meu livro! 'Timshel' - Thou shalt'. As vezes que me lembro desta palavra e de tudo o que ela representa...! Cada um de nós tem de facto a hipótese de escolher o seu caminho, e são essas escolhas que determinam a nossa Grandeza. Perante os próprios e perante o mundo.

'Timshel' - Thou shalt'. Todos os dias faremos escolhas. Será que tenho feito as escolhas correctas? Não sei, não...

Oh, como eu gostava de ser Grande...

1.5.06

"O Costa do Castelo"

Num zapping esta tarde, tive a sorte de dar com o "Costa do Castelo" mesmo a começar na RTP1. É o que chama hora de sorte! Porque é sempre um prazer rever os clássicos do cinema português: "O Pai Tirano", "O Pátio das Cantigas", "O Leão da Estrela", "A Canção de Lisboa", "A Menina da Rádio", este. O nível dos actores (com António Silva, Vasco Santana e Ribeirinho à cabeça, ou ainda Maria Matos, Hermínia Silva, Milú, Beatriz Costa, Laura Alves, Curado Ribeiro, Lopes Barroso, Óscar Acúrcio). A naturalidade da representação, os textos, os trocadilhos, os duplos sentidos (sãos, sempre, muito ricos). E o partido que os actores tiravam do seu corpo (Ribeirinho, por exemplo, mestre nesta arte). A imaginação e a riqueza das cenas... A magia do preto e branco, o reviver uma parte da História do país, como se vivia, os objectos, as relações e convenções sociais...

Arthur Duarte, António Lopes Ribeiro, Cottinelli Telmo, Francisco Ribeiro (Ribeirinho), mestres maiores desta arte. Realizadores sem igual.

Histórias divertidas, que nos agarram ao sofá, queremos que não acabem. Bem vistas as coisas, não são ainda muito actuais? Quantas vezes não damos por nós, ainda hoje, a repetir frases destes filmes, ou recordamos cenas? O monólogo de Vasco Santana com o candeeiro em "O Pátio das Cantigas", ou ainda a ginástica matinal dele e do Ribeirinho, ou o furo na parede da adega, as contas de António "Evaristo" Silva, alfaiate em "A Canção de Lisboa" nas costas de um seu cliente, os inesquecíveis "Ó Evaristo, tens cá disto...?" ou "Chapéus há muitos..." do quase-médico Vasco Santana, o enredo e os disfarces, o "assalto" à casa dos ensaios, o "Não tem pastéis de bacalhau? Então pode ser um copinho de vinho branco" n'"O Pai Tirano", o "Viúva Clicquót" bebido no Porto no "Leão da Estrela", o jogo, os preparativos, ...

Ainda hoje me surpreendo a ver estes filmes. E já perdi a conta às vezes que os vi! Lembro-me de muitos pormenores, de frases, mas é sempre uma descoberta. Destes, não consigo escolher o meu favorito... O que sei é que nunca me canso de os ver e de rir com eles!

25.4.06

De castigo...

Estou de castigo, como se me tivesse portado mal e não pudesse ir brincar para a rua. Têm estado uns dias lindos, mas pela 1ª vez desde que comecei a trabalhar, já lá vão uns anos valentes, tive me meter baixa para não contagiar os meus colegas. E estou com problemas de consciência por isso, imaginem! São só uns diazitos, e por acaso até tinha trazido trabalho para casa neste feriado, por isso tenho com que me entreter. Mas custa-me ficar assim em casa...
Presunção e água benta..., é verdade, mas a penso que devo ser mesmo 'ave rara' neste nosso Portugal. Quantos não se degladiam por umas baixas fraudulentas? E oferecem qualquer coisa para um médico 'amigo' testemunhe que estão incapacitados para o trabalho? Ou arranjma todas as desculpas, por mais mirabolantes que possam ser, para faltar ao trabalho ou pelo menos encurtar o horário?
E eu com problemas de consciência por ter borbulhas que causam tanta comichão e que facilmente poderia pegar a outros...

21.4.06

"Since The Last Goodbye"

Gosto muito de Alan Parsons Project. Descobri-os há muitos anos, e esta é apenas uma das (muitas) razões que me fazem ouvir os seus CDs vezes sem conta, em casa, no carro ou no trabalho...

Since The Last Goodbye Lyrics
(Chris Rainbow - Lead Vocal

The hours, the minutes seem to fly
And since the last goodbye
You and I came a long way
The nights, too short to fill with sleep
Or falling in too deep
Seem so far away now

Memories, all we share between us
Everything we were, all that we remain
But memories somehow came between us
Breaking up two minds that were one and the same

The years are moments passing by
No time to wonder why
You and I went the wrong way
The days too short to fill with dreams
Or question what it means
Are a part of me now

Remember all the leaves were falling
Walking hand in hand, standing in the rain
Remember distant voices calling
Whispers in the dark, I can hear them again

Since the last goodbye
It's all the wrong way round
Since the last goodbye
It's all the wrong way round

Memories, all we share between us
Everything we were, all that we remain
But memories somehow came between us
Breaking up two minds that were one and the same

Since the last goodbye
It's all the wrong way round
Since the last goodbye
It's all the wrong way round

20.4.06

Todo o mundo aqui tão perto...!

Quem diria, há uns anos, que passaria um belo serão em amena cavaqueira via msn com um amigo que está a uns valentes milhares de km de distância. A matar saudades, a rir e trocar fotos, a trocar lembranças e estórias, planos e dúvidas. O mail já nos aproxima muito, mas pelo msn é 'imediato'. E com câmara...

Gosto de terminar assim um dia de trabalho. Sinto-me viva, acarinhada, próxima de quem está longe. E de quem gosto.

19.4.06

(Re)encontros

Por circunstâncias várias, ontem e hoje reencontrei pessoas que há muito não via. Afastamentos mais ou menos intencionais, mais ou menos conscientes, mas que se traduziram num corte radical de qualquer contacto (num caso) ou nos contactos a cingirem-se a trocas de mails e telefonemas (nunca tão regulares quanto seria desejado), nos outros. Mas o tempo passa, e se nuns casos se tratou apenas de meses, noutros a separação foi mesmo de anos!

Gosto de rever amigos (ou simplesmente conhecidos). Relembram-me tudo o que já fiz, locais por onde passei, tudo o que aprendemos juntos. As alegrias partilhadas mas também as desilusões. E mostram-me o que mudei, o que mudámos. Ou não. O giro do almoço de ontem é que estamos todos na mesma, na aparência e entre nós! E a conversa fluiu alegremente, fácil. Foi tudo tão fácil que até parece que o relógio ganhou asas e correu mais depressa! No final, as inevitáveis promessas de repetição do reencontro a 4 num futuro próximo. Mas como em tudo, “futuro próximo” pode querer dizer tanta coisa (ou melhor, tanto tempo)...

Hoje, o outro reencontro “forçado”. Dávamo-nos bem, éramos amigos, mas a vida às vezes prega partidas e há uns anos valentes afastámo-nos. Porque eu o quis, porque teve mesmo de ser. Mas sei que ele acabou por ser “enrolado” numa história muito mal contada, e o que fez e disse foi porque “como dizia um ex-colega meu” (e perdoem-me a linguagem), esse meu amigo, excelente pessoa e que tanto confiava nas pessoas,“emprenhava muito facilmente pelos ouvidos”, e acreditou na tal história mal contada e inventada. Apesar de tudo o que aconteceu, tenho pena que nos tenhamos separado, mas não há volta a dar! Da minha parte o corte foi radical, não só com ele mas com um grupo de amigos, com “o” até então meu grupo de amigos. Mas o que se passou foi demasiado grave para ser esquecido. Contudo, gostei de o rever. Já quando combinámos isto pelo telefone, há uns dias, gostei do “Olá!” vivo e muito caloroso com que me recebeu. Foi um reencontro rápido (tratámos do que tínhamos a tratar) mas falámos muito cordialmente, de forma simpática. Acho que tínhamos ambos vontade de retomar a nossa amizade, de falar e perguntar o que cada um andou a fazer estes anos. Mas nenhum deu o 1º passo...

17.4.06

Salada... russa!

Sou 'bloguista' nos tempos livres, como se vê; há tantos dias que não passava por aqui! Estou cada vez mais desanimada no trabalho, e nestas alturas sinto muito a falta de um ombro amigo, de um ombro amigo muito especial.

Penso em pessoas que foram muitos especiais para mim, no que estarão a fazer. No que estarás a fazer. Pergunto-me também o que será feito 'da minha pedra no sapato' (ainda hoje me lembro dele quando passo em alguns lugares, quando vejo alguns objectos que mo recordam). Se há misunderstandings na vida, este foi sem dúvida um deles. E a dobrar! Ainda hoje não consigo perceber o que se passou, se é que se passou alguma coisa...

Cada vez tenho mais vontade de fugir, de partir sem destino nem bilhete de regresso. Estou a 'emburrecer', todos os dias sinto que perco algumas células cinzentas, não as ginastico... a dois!

Num horóscopo qualquer lido 'em diagonal' dizia que estava prestes a encontar o amor da minha vida. Será que posso acreditar? E como é que o vou encontrar? Ah, talvez me mande um mail ou me venha bater à porta... ;)

10.4.06

Pe. Filipe

Ontem voltei aquela igreja. E já sei o nome do padre, é o Pe. Filipe. Só este nome traz memórias, mas não vou entrar por aí. Vou sim relembrar tudo o que sinto quando ouço este Pe. Filipe, a miríade de emoções que desperta, que me comove. Porque fala com o coração, porque ME fala ao coração. Porque tem o dom, como ninguém, de mostrar a cada um de nós como a Palavra de Deus tem a ver connosco, com as nossas vidas, com cada momento que vivemos. Fala pouco, mas fala tanto! E percebo que na assembleia o Pe. Filipe toca muita gente. Ao olhar em redor, vêem-se muitos olhos brilhantes ou marejados de lágrimas. Faz-me sentir viva, com Fé, com força. Faz-me sentir parte do Reino de Deus. Dá-me força para corrigir algumas coisas, mostra-me novos caminhos, outras formas de resolver problemas do dia-a-dia. Nem sempre é fácil ir ouvi-lo, mas venho de lá tão feliz, tão cheia de energia!

22.3.06

Que sentimento de vazio...!

É como me sinto, e cada vez mais... Cansada, "gasta", estoirada, sozinha, vazia. Apetece-me fugir, desaparecer, recomeçar longe.

20.3.06

Ah, doença boa...!

Há c'anos que não sinto 'aquele' friozinho na espinha, as pernas bambas, as palavras tartameladas, os arrepios aos toques de pele. O imaginar a todo o instante o que estarás a fazer, em que estarás a pensar. O vestir-me a pensar em ti. Sonhar mil e uma conversas, 'desenhar' passeios na minha cabeça. O nervoso miudinho antes de qualquer encontro. Ter vontade de cantar, de sorrir, de dizer a todos que estou 'irremediavelmente doente'. Estar apaixonada. Que saudades de me sentir de novo 'teenager inconsciente'...! De me sentir viva! De sentir que há alguém muito especial que também me acha especial. Tenho saudades, oh se tenho...!


"Everybody Knows (Except You)" *
The Divine Comedy

I told the stars above
about the one I love
I told the morning sun,
yeah I'm telling everyone

I told my mum and dad,
they seemed to understand
And I'll get through to you
if it's the last thing that I do

Everybody knows that I love you
Everybody knows that I need you
Everybody knows that I do
except you

I told all of my friends
again and again and again
I drove them round the bend
so now you're my only friend

I told the passers by,
I made a small boy cry
And I'll get through to you
if it's the last thing that I do

Everybody knows I live for you
Everybody knows I adore you
Everybody knows that it's true
except you

* Esqueçam a versão 'tuga dos Delfins. Não tem NADA, mas é que não tem mesmo NADA a ver!

Gosto muito dos Divine Comedy ("apresentados" por um amigo que me chamava musicalmente inculta...), mas de todas as canções que conheço, esta cedo se tornou para mim na que melhor descreve essa 'doença', essa mistura de sentimentos tão fortes, tão intensos, tão agradáveis que vivemos quando estamos apaixonados.

Ora digam lá que não é assim...

19.3.06

Mais um fim-de-semana...

Mais um fim-de-semana se passou. Agitado (no bom sentido), agradável. Pena a chuvada de hoje. Ok, eu sei que faz falta, mas lá que tem chovido muito, tem! Tanto que encheu um dos terraços de casa, e fez entrar água para o corredor! Esta tarde lá andei eu de chinelos e calções no terraço a escoar a água e a limpá-lo. À espera de novas chuvadas... Aquilo até nem estava entupido, mas a intensidade da chuva deve ter sido tão grande que o ralo não deu vazão a tanta água.

Devia ter adiantado umas coisas de trabalho, mas ainda não lhes peguei. As últimas semanas têm sido complicadas, e não seria por trabalhar hoje que conseguiria sair a horas decentes nos dias que se avizinham. Ao menos descanso 'daquilo' no fim-de-semana, já não é mau.

E ainda tenho de fazer o IRS, e tenho de estudar...

16.3.06

Tenho de comprar uma bicicleta!

Tem mesmo de ser; desta é que é! Preciso de fazer exercício, preciso de arejar, de ver pessoas. Como tenho a sorte de morar num sítio bonito para andar de bicicleta, tenho de afastar a preguiça e disciplinar-me. Acho que me vai fazer bem à cabeça. Desta é que tem mesmo de ser!

14.3.06

Computadores

Como é que máquinas que nos permitem poupar tanto tempo e simplificar a vida nos conseguem também dar tantas dores de cabeca e atrasar o trabalho todo? E estamos já tão dependentes deles que se nos falham por uns minutos que seja ficamos 'às aranhas'!

13.3.06

Este ano não vou à neve...

...e tenho tanta pena!

Gosto da emoção dos preparativos, de rever o material, da viagem. De ver a neve aparecer lá ao longe, à medida que nos aproximamos do destino. Do cheiro frio, do ar gelado que nos enche por dentro. Da chegada, da compra dos forfaits, do aluguer dos skis e do experimentar das botas. Do levantar cedo, do correr para as cadeirinhas, da 1ª descida. E de todas as outras, das pistas que se vão descobrindo, das vistas fantásticas que nos passam pelos olhos. Por sentir a cabeça "limpa", o "disco formatado", como costumo dizer, ao fim de 5 minutos de skis nos pés. Da neve fofa, dos saltinhos. Das aulas, do que vou evoluindo, das descidas rápidas, das gargalhadas. De skiar de t-shirt, nos dias quentes. Das pistas junto a lagos ou ladeadas por árvores. De descansar ao sol, sentindo a neve trespassar o fato. Do almoço comido à pressa para não perder tempo, numa qualquer esplanada (há sempre tantas pistas por descer...!). De rematar o almoço com um chocolate quente (sempre pequeno e caríssimo, já sei!). Das quedas em neve fofa (quando acontecem; felizmente são cada vez mais raras). Das gargalhadas, das fotos, dos filmes que ficaram para a posteridade. Dos minutos passados no alto, apenas a olhar para as montanhas à volta, para o mundo lá em baixo, ao longe, pequenino... Do que isso me acalma. De me sentir livre e tão feliz ali! De correr para a cadeirinha que nos levará às pistas mais altas, para depois as descermos calmamente, até ao fim, e sermos os últimos - ou quase - a regressar. Da inevitável batalha de neve, pelo menos no último dia, após a última descida. De me sentir qual astronauta quando tiro as botas pesadas. De comer uma sopa quente no apartamento, ou de me deliciar com um belo crepe doce, numa café ou numa crêperie onde ficamos horas e horas na conversa, a contar as histórias do dia e planear o dia seguinte. Do jantar (ou não...), da desarrumação da casa, das trocas e baldrocas e confusões. Das discussões sobre quem lava a roupa e limpa a casa em cada dia. Das risadas, das cartadas e jogatanas que nunca faltam noite dentro. De me sentir completamente de rastos, cedíssimo para os padrões normais, e de me deitar a sonhar com as pistas, e os skis, e a neve. Das nódoas negras, dos músculos doridos, e do prazer que isso me dá! De pensar nas pistas que ainda vou descer. Da luta interior do último dia, entre o cansaço acumulado, a razão, que me dizem para descansar (com os joelhos já a dar sinal, é o costume), e o coração, a adrenalina, que me empurram para as pistas. Luta desigual, injusta: ganha sempre a emoção de voltar às pistas, de aproveitar até à última cadeirinha, ao último minuto, ao último segundo. E a tristeza de deixar tudo aquilo, aquela calma, aquela paz de espírito. E o arrumar as malas, as saudades que já apertam, os planos que se fazem para o ano seguinte. Do último olhar para as pistas, da última neve que se vê.
De ser tão feliz ali, no meio daquela imensidão, de me sentir tão pequenina ali no cimo da montanha, rodeada de branco e de árvores.

Este ano não vou à neve. (Mas pedi para descerem uma por mim.)

6.3.06

Grandes verdades!

Conversa no escritório, hoje, ao cair da noite:

- Ando a sair tão tarde que quando chego a casa já nem me apetece jantar, e mal vejo o meu marido!
- Pois tu ainda tens sorte, tens marido...
- Sim, falas de barriga cheia!
- Nós nem temos tempo para procurar um!
- ... quase nem brinco com a minha cadela...
- Só ele nos vier bater à porta: "Olá, boa noite, queres casar comigo"?
- Por isso é que há tantos casos com colegas de trabalho...
- ... não há tempo para ver outras pessoas!
- Podemos mandar um mail a toda a empresa, pode ser que haja interessados...
- Ou pomos um anúncio...
- Parece que o que está a dar é ir às compras sozinho com crianças...
- ... ou com cães, têm muita saída!
- Sim, começam logo a meter conversa!
- Emprestas-me a tua cadela?
- É o cutchie, cutchie, umas festinhas ao cão...
- Um amigo meu disse que "emprestava" a filha a amigos solteiros para ver se tinham mais saída...
- Então vou passear passear com a minha afilhada...
- Pronto, este fim-de-semana vou passear com os meus sobrinhos...
- ... o pior é que nem tenho tempo para a ir buscar!
(risos)

E assim se passaram uns minutos de boa disposição, de descontacção após (mais) 1 dia altamente stressante.

Amanhã há mais... um dia altamente stressante, claro!

5.3.06

Comunhão de sentimentos

Esta manhã fui à Missa a uma igreja a que não ía há largos meses. Há uns anos ía lá com muita regularidade, mas depois, por razões várias e se calhar pouco importantes acabei por passar a frequentar outra paróquia. De cujas celebrações também gosto muito.

1ª Domingo da Quaresma. A igreja, pequena, estava cheia. É bonita, uma sobrevivente nesta Lisboa.

À medida que a cerimónia ía decorrendo, perguntava-me como tinha sido possível passar tanto tempo sem ali voltar. A homilía foi curta mas daquelas que nos (me) "tocam". O sacerdote falou com o coração, pensava em voz alta, era igual a qualquer um de nós, os fiéis que nos deliciávamos com as suas palavras.

A cerimónia tem traços que a tornam diferente, única, mais pessoal e intimista do que muitas outras a que já assisti. O Pai Nosso, cantado, foi tão emotivo que não consegui acabar de o rezar. Umas lágrimas teimavam em aparecer. Bem olhei para cima, para baixo, tentei disfarçar. E foi então que a rapariga de cerca de 30 anos que estava ao meu lado se baixou, abriu a carteira e tirou um lenço de papel. Constipada? Não, mas também tinha os olhos molhados. Sorri. E eu a pensar que era uma 'mariquinhas', que chora por tudo e por nada. Afinal a cerimónia tinha-a "tocado" também. Éramos cúmplices, partilhávamos o mesmo segredo. Procurei também um lenço e tentei secar os olhos. Em vão... :) Ao Abraço da Paz trocámos um sorriso cúmplice e 2 beijos.

Todo o dia pensei nessa Missa e na forma simples e despretensiosa como decorreu. Mas mais eficaz teria sido difícil! Senti-me com vontade de mudar o mundo, de dar o meu melhor, com um elo muito forte com as pessoas que comigo tinham assistido às palavras sábias do sacerdote e que tinham partilhado dessa hora tão especial. Tão tocante... Senti-me com muita fé, como há muito não sentia. Não sei (ainda) o nome do sacerdote mas tenho a certeza que me vou lembrar por muito tempo de algumas das questões que nos (me) colocou do ambão e da cumplicidade com a minha "companheira" de banco...

E agradeço a Deus ter-me levado esta manhã de volta àquela igreja...

3.3.06

Injustiças!

Sinto-me triste, injustiçada, revoltada com a falta de respeito e de consideração que por aí grassa. Apetece-me bater, gritar, fugir. Mas sei que não adianta... E alternativas, nem vê-las...! Haja paciência e ironia q.b....

2.3.06

Estão a ver?

Eu não disse que não sabia há quantos anos tinha sido (ver post de dia 28)? Afinal foi só há 2 (dois!) anos! Como é que pude ter-me enganado desta maneira? Ai a minha cabeça...!

Tal como temia...

Pois é... tal como temia, a semana tem sido difícil! Mais uma viagem (ao menos correu bem), mas amanhã, lá estou de volta ao escritório. E que confusão por lá anda, não apetece nada! O que vale é que depois vem logo o fim-de-semana...

Apesar de tudo, há coisas que nos fazem sentir bem. Muito bem mesmo! Uma delas é saber que deixei amigos nos sítios por onde passei (ou melhor, onde trabalhei), e que ainda não apagaram o meu nº das agendas dos telemóveis! E se há vantagem em fazer viagens longas, é que se pode passar mais tempo a matar saudades dos amigos. Vivas a quem inventou os telemóveis!

28.2.06

Passeio retemperador

Esta manhã consegui deitar abaixo a inércia de ficar em casa a "borregar" e fui passear junto ao rio. Apesar de morar perto, raras vezes passeio até lá, assim calmamente, perdida no tempo... E como me soube bem...!

A manhã estava linda, céu muito azul, sol quente mas com um ventinho cortante. Muitos desportistas por ali (só de fim-de-semana?), dividindo-se entre a corrida ou simples passeio, a bicicleta ou umas futeboladas na relva. Muitos pais com filhos pequenos, alguns avós. E eu, sozinha, calma, descansada, ainda arrisquei algumas fotos a gaivotas que passeavam por perto. Maré-baixa, muito baixa mesmo, o rio morria longe. Luminosidade linda. Como se tudo e todos irradiassem calma, descontracção, mesmo felicidade.

Soube mesmo bem passear ali, ver o rio, a ponte, a relva, a vida. "Cheirar" o sol quente e o rio. Lembrar-me de como aquela zona era antes da Expo, um monte de sucata, "invisitável". O oposto do que é agora. Tento prometer a mim própria repetir este passeio matinal amiúde. Será que vou conseguir cumprir este propósito? Conhecendo-me como me conheço, não sei, não...

Enquanto passeava pensei nos meus últimos dias, no emprego, em conversas recentes, em ti. Nas coisas que já fiz na vida e que me enchem de orgulho. Em outras que gostaria de ter feito há 5, 10, 15 anos e que ainda não concretizei. Pensei que tudo tem um tempo para acontecer, e que há alturas em que não vale a pena forçar o destino.

Lembrei-me de um dos posts de ontem, o dos 3 anos. Acho que nunca vou esquecer a data, masmo que as coisas entre nós se tenham desvanecido (nunca esquecido!). Como foi acontecendo, naturalmente, como era de esperar que acontecessem, como tinham mesmo de acontecer. Foi muito bom, tem sido muito bom...

Foi há 3 anos...

... que tudo começou. 27 de Fevereiro, não me esqueço (atrasei-me nos posts esta noite, este já vai ficar com a data de 28). O ambiente estava a ficar "complicado", o nervoso miudinho quando te via ou sentia por perto, as trocas de olhares ou de mensagens com duplos sentidos. Até que num 27 de Fevereiro, lá pelas 10 da noite (lembro-me do local, de gestos e palavras tuas - ainda hoje tremo ao recordar tudo isso) arriscaste um beijo. Claro que a esse se seguiram muitos mais (e como beijas bem! Entre outras coisas em que também "dás cartas", bem entendido...) :)

Há 3 anos, será? O tempo voa...! Curioso: tenho a certeza do dia e da hora mas não posso jurar o ano. Ah, foi numa 6ª-feira; também tenho a certeza disto.

Muita coisa aconteceu entretanto, e apesar de tudo não mudaria nada, voltaria a embarcar nesta aventura contigo. Foi bom, foi mesmo muito bom, tem sido muito bom!

Fiquei feliz...

... com uma conversa espectacular que tive ao final da tarde, com quem não contava, num ambiente que esperava minimamente formal mas que se tornou como que numa conversa de desabafos e sonhos, intimista q.b., pessoal. Quase 3 horas voaram, esquecemos o tempo, a formalidade e soltámos a conversa. O tipo de conversa que poderia muito facilmente ter ocorrido entre amigos, num café ou numa esplanada; só faltava uma bebida. Foi apenas a 2ª vez que nos vimos, e era uma entrevista!
À saída senti-me "leve", e com a agradável sensação de que tinha sido, para ambos, um final de tarde inesperado e diferente. Um excelente início para uma semana que não se antevê nada fácil...

21.2.06

Que bom!

Chegar a casa tarde, cansada, "mais p'ra lá do que p'ra cá" e ver que tinha chegado um postal de uns amigos que estão na neve (que inveja!) e ter, entre outros, um e-mail bem divertido de um outro amigo. Já me vou deitar mais animada!

19.2.06

Mais uma semana...

...e eu sem pachorra nenhuma! Será do tempo? Não só mas também... É verdade que o meu estado de espírito e o meu humor variam de uma forma incrivelmente rápida, e muitas vezes por culpa da meteorologia. Por outro lado, tenho em mãos alguns projectos muito interessantes que quero "ver nascer", e portanto vou ter de trabalhar "à grande" para que isso aconteça. Será incentivo suficiente? Lá terá de ser...

9.2.06

Puff...!!!!

Era isto que gostava que me acontecesse agora: um estalar de dedos, Puff...! e apareço no outro lado do mundo. Tenho e fiz muita coisa de que me orgulho, mas falta qualquer coisa... Sei e não sei o que é... Insatisfação crónica? Não sei, mas acho que preciso mesmo de uma mudança radical na minha vida. Das boas, claro!

6.2.06

Já sonho com férias!

Sonho com voltar a sair de Lisboa com um bilhete de ida e volta com umas semanas de intervalo, sem plano definido, nada marcado, só uns bons guias (os da Lonely Planet são os meus favoritos) e o VISA. E os telemóveis, claro, para poder trocar mails e fotos com amigos. Conhecer novas paragens, novas pessoas, andar km e km por dia, levantar cedo e regressar ao hotel tarde, e de rastos, definir o meu plano minuto a minuto, tirar fotos sem parar, escrever, olhar, cheirar, sentir. Provar as iguarias (sólidas ou líquidas) do local. Recuperar energias numa qualquer igreja, deambular pelos jardins, perder-me nas avenidas e ruelas, aventurar-me por recantos, sentar-me a olhar para as pessoas, para a forma como vestem, como andam, como falam. Sentir-me próxima de pessoas que nunca mais verei. Esquecer que estou muito longe do trabalho, de problemas, ter saudades de casa, da família, imaginar todas as coisas que irei contar aos amigos. E fazer tudo isto on my own, passar férias comigo, perder-me para me descobrir.

São as MINHAS férias, a minha fonte de energia, em que me reencontro e me sinto EU. Sem pressões, à minha inteira responsabilidade. Ui, que risco! Mas que saudades de me voltar a sentir VIVA...! E de voltar a sentir que posso mudar o mundo... (ok, isto passa-me ao fim de pouco tempo!).

3.2.06

Uma viagem de trabalho...

... levou-me a Trás-os-Montes esta semana. Nos últimos tempos tenho lá ido com alguma frequência, e só me tenho apercebido do mal que conhecia aquela região. Linda, com pessoas muito hospitaleiras e simpáticas, com conversa solta e sempre prontos a fazer de tudo para nos sentirmos o melhor possível. E como se come por lá...! Cabrito, vitela, a bela posta mirandesa, os enchidos... e o vinho? Que maravilha! É um crime comer à pressa, não saborear todas as iguarias como merecem.

O regresso, contudo, foi um pouco mais complicado. As estradas novas aproximam as cidades e as gentes, mas a sinalização (quando a há!) deita tanto a desejar... E porquê? O objectivo é que as pessoas se percam e não consigam sair da região? Ou são pretextos para comprovarmos, uma vez mais, a simpatia das pessoas? Tabuletas escritas à mão, obstáculos em todo o lado, obras sem fim...

Uma sugestão para quem lá mora e tem responsabilidades no burgo: peguem no carro e andem uns km como se não fossem de lá, ponham-se nos pés dos viajantes. Aposto que ao fim de poucas centenas de metros se perderiam. Para quem conhece tudo é fácil, mas para quem é de fora, acreditem que isto faz perder muito tempo e desespera!

31.1.06

Ser Português...

Num outro blog que partilho com amigos ("Konsultorio do pecado") escrevi há momentos isto, no seguimento de uns comentários sobre a 'tuguice':

"Sabem que são precisamente todas as idiossincrasias dos 'tugas que me fazem gostar tanto de também o ser? Ok, muitas vezes desespero com o 'chico-espertismo' luso, com a ideia que nos corre no sangue que as todas as leis são para serem contornadas (sim, todas têm uma falta qualquer! Acho mesmo que os legisladores já o fazem de propósito para facilitar a vida aos seus compatriotas), com a preguicite crónica, com o nosso sangue quente, com o queixarmo-nos sempre de tudo, com a cusquice,...

Alturas houve em que achei que, como país, ainda poderíamos dar a volta por cima, mas hoje em dia acho impossível. Não que não tenhamos capacidade e recursos para tal, mas isso daria muito trabalho... Teríamos de ser mais sérios e honestos, de pagar os impostos, de sermos mais disciplinados, mas tudo isto vai contra o nosso 'âmago', seriam atitudes contranatura para os 'tugas.

Apesar de tudo isto, gosto destas nossas pequenas coisas de esquecermos todas as tristezas e dificuldades e irmos para a rua fazer bonecos de neve no capot dos carros com os primeiros flocos de neve que vimos em Lisboa. Ou da emoção que nos une à Selecção (embora sabendo que todos estão sujeitos a passar de bestiais a bestas e a bestiais novamente num piscar de olhos). Ou de nos queixarmos da falta de dinheiro mas enchermos tudo o que é festival de Verão e estádios de futebol nos jogos 'grandes' (ah, já para não falar da romaria ao Santo- Algarve-de-todos-os-sóis sempre que nos pudermos 'baldar' ao trabalho).

À nossa maneira, acho que somos a versão lusa de D. Quixote: vivemos de ilusões, somos capazes de mudar o mundo, dizemos das boas aos chefes ou ao vizinho que faz barulho até tarde, mas no dia seguinte lá andamos nós mansinhos, e ainda somos oferecemos "A Bola" ao chefe para ele ler as últimas do Glorioso. Ou convidamos o vizinho para ver a bola lá em casa.

E conhecem algum outro país onde se coma tão bem e tão variado como neste nosso outrora jardim à beira-mar plantado? Sempre bem regado, claro...

Temos muitos defeitos, mas gosto de nós assim! Embora reconheça que nalgumas coisas poderíamos fazer francos progressos..."

E o sentirmos o coração pequenino de saudades?

Já o Grande Fernando Pessoa dizia que "o português é capaz de tudo, logo que não lhe exijam que o seja, porque somos um grande povo de heróis adiados". Aliás, num jornal que já não existe (terá sido n'"A Tarde"?) foi feito há muitos anos uma trabalho que achei memorável: o(s) jornalista(s) (?) 'faziam' várias perguntas a que Fernando Pessoa respondia com extratos de obras suas. Lembro-me de ter achado tão interessantes essas 2 páginas de entrevista póstuma a Pessoa que as quis guardar religiosamente. E guardei-as tão bem... que nunca mais as encontrei! Esta frase vinha lá, e era o início de uma das respostas que é, recordo-me, a melhor descrição que já li sobre o que é Ser Português.

E olhem que não é qualquer um que pode ser 'tuga! É uma arte só nossa, 'impartilhável'...

30.1.06

Que saudades do mar...

Estou triste... por coisas que não valem a pena, eu sei, but can't help feeling like this. Blueish, quite blueish... Tenho saudades de passear junto ao mar, preciso de receber alguma da energia, gostava de estar agora a ouvir as ondas bater com força nas rochas...

Gostava de ter aqui por perto um ombro amigo, Aquele ombro amigo, o que ainda não conheço. Só gostava que Aquela voz me dissesse algo como "Não te preocupes, vai correr tudo bem, amanhã o dia será melhor". Ou qualquer outra mentira parecida, mas que dita pela sua voz me parecesse a verdade mais absoluta do mundo!

Não que o dia tenha corrido particularmente mal, mas vejo tanta asneira à minha volta, gente que teoricamente deveria perceber mais das coisas do que eu, mas que são 'putos', parece que brincam com coisas sérias... Criticam, mas não têm noção das coisas, e quando faço perguntas olham para mim como se de um extra-terrestre se tratasse. O chefe não me pergunta como estão a correr as coisas, vou fazendo o meu trabalho (já consegui algumas vitórias, partilhadas com outros colegas!), mas quando mostro os bons resultados que obtive, olha com o ar mais indiferente que consegue pôr. Não há respeito! Espero semanas e semanas por uma resposta simples, que nunca chega... Prometem mundos e fundos, tenho de assumir objectivos e depois 'cortam' todos os recursos que me permitiriam atingi-los. E quando tento explicar porque é que foram apenas parcialmente atingidos, ninguém se lembra das mudanças erráticas de estratégia, da redução dos orçamentos, da resposta que nunca veio... às vezes é tão difícil ganhar dinheiro!

Sei que me estou a queixar de barriga cheia, ainda me sinto pior por estar a reclamar. Ao menos tenho emprego; tenho amigos, excelentes profissionais, com menos sorte do que eu.

E o €milhões que não me bate à porta...!

28.1.06

Francesinhas


As melhores Francesinhas do Porto estão aqui (sim, porque só no Porto é que há, o resto são imitações!) . A casa do Ramalde é numa ruela mesmo junto à Igreja. A não perder! Depois de virem aqui, esqueçam todas as outras casas afamadas; tenho a certeza que ficarão fiéis! Ah, já agora, as Francesinhas são ENORMES (uma dá para 2 pessoas). E o molho... Hummm, não vos digo nada....!

27.1.06

Um lavar de alma...

Esta semana tive de ir ao Porto. Bom, "tive" foi palavra mal escolhida... É sempre um prazer ir ao Porto, ir descobrindo a cidade e o rio a cada metro de ponte que atravessamos, apreciar a Ribeira vista de Gaia, comer uma bela francesinha ou outra das magníficas iguarias que só se encontram lá e, acima de tudo, as pessoas!

Apesar de lá ter estado menos de 24 horas, pude fazer um pouco de tudo isto: confirmar, quão calorosas as pessoas da cidade são; fazem-nos sentir em casa, "mimam-nos", dão-os o seu melhor. As francesinhas ("dieta" à base de francesinhas, foi o que fiz enquanto lá estive!). Saboreei um Vinho do Porto, em boa companhia... A juntar a tudo isto, a reunião de trabalho correu muito bem!

Mas o que verdadeiramente me "lavou" a alma foi um passeio que resolvi dar à noite, sozinha, junto ao rio. Fui até Gaia, ao Cais de Gaia, e por lá fiquei um bom bocado. A noite estava fresca, mas nem imaginam o bem que me soube estar aí, a sentir o vento frio na cara, a olhar para o serpenteado do Douro, para os barcos rabelos que ali estavam acostados, com um fundo simplesmente magnífico: luzinhas amarelas pontilhavam as casas pequeninas da Ribeira e toda a encosta e a ponte. Parecia a iluminação de uma casa de bonecas! As curvas do rio "aconchegam" a cidade, protegem-na sabe-se lá do quê ou de quem. Ou se calhar ajudam a manter o segredo que tornam o Porto e as suas gentes tão especiais...!
Os minutos que ali fiquei, a admirar aquele espectáculo foram um verdadeiro bálsamo, um "lavar de alma". O cansaço desapareceu por magia, algo me prendia ali ao chão, não queria ir embora...

22.1.06

A tradição já não é o que era...

Lembram-se de como eram as noites das eleições há uns anos? As projecções não eram imediatas, só uns minutos depois das 7, só na RTP (ainda sem cor) e na rádio, e os resultados íam sendo conhecidos noite dentro. Em várias noites eleitorais deitei-me quase de madrugada, na ânsia de não perder pitada... E muitas vezes só na manhã seguinte, ao acordar, ouvia os resultados mais ou menos finais. Havia um nervosismo, uma agitação, un suspense no ar por várias horas.

Hoje é tudo muito rápido (excepto quando o sistema informático do STAPE faz greve, uma verdadeira anedota!), o nervosismo e a agitação já não se comparam. O espectáculo é hoje o mais importante, tudo está preparado para as várias televisões. E a rádio tem já um papel completamente secundário. Sinais dos tempos? Claro que sim, é bom evoluir, ter acesso aos resultados tão rapidamente, poder ver e ouvir todos os vencedores e vencidos onde quer que estejam. E os comentadores (sim, que todos têm sempre qualquer coisa a dizer sobre tudo).


Tudo é diferente, tudo é mais rápido, mas aquelas noites eleitorais a preto e branco tinham magia...

19.1.06

Pequenos grandes prazeres...

Como de costume, cheguei cedo ao escritório. Como de costume, puxei os estores e abri as janelas de par em par, para entrar o ar (bem) fresco da manhã. (Já sei que as janelas e os estores se fecham quando começam a chegar os meus colegas.) O sol entrava direitinho à minha mesa! E assim fiquei, largos minutos, com o sol a bater-me na cara, enquanto ligava o computador e organizava o dia. Que luxo, que prazer saber que lá fora a manhã estava fria e ali estava eu, quentinha (estranhei o sol, estava mesmo quente! A brincar, ainda pensei que me arriscava a ficar com uma bochecha mais queimadinha...), e ao mesmo tempo sentia o ar fresco que ía enchendo a sala.

E pensei na sorte que tinha estar ali, assim... Senti-me feliz e de alma reconfortada, cheia. Agradeci-Lho.

Claro que com um início assim o meu dia só podia ter sido 'do melhor'! E foi mesmo!

17.1.06

Manhãs lindas...

Gosto destas manhãs frias de Inverno, com o céu muito azul, o sol laranja a começar a despontar sobre o rio, e do outro lado do céu a lua que se despede. Tem sido assim esta semana, a lua cheia a fugir do sol, o contraste do cinza da neblina com a luminosidade quente do sol.

Custa levantar cedo, sair do quentinho? Claro que sim! Mas um espectáculo tão magnífico só é prémio para os madrugadores...!

16.1.06

Radar 97.8

É isto que o visor dos meus rádios, seja em casa ou no carro, mostra quase sempre. 97.8 FM, a frequência da rádio Radar, a "minha" rádio.

Encontrámo-nos por acaso há uns largos meses, numa altura em que, zangada com uma estação, comecei a procurar outros poisos nas ondas hertezianas. Da minha parte, garanto que foi "amor à primeira vista"!

Foi lá que descobri Rufus Wainright e, mas recentemenre, Arcade Fire (o seu álbum Funeral tem sido companhia assídua no trabalho). Magnífico! É lá também que posso ouvir Divine Comedy (STB, ou Simply The Best!), entre muitos outros grupos menos comerciais de que gosto ou que vou conhecendo.

Para além da música, gosto da calma da estação, de recordar músicas antigas (Radar 20 Anos, por exemplo, onde se ouvem relíquias intemporais). Ou o Em Repeat, músicas que se escutam sem parar... Gosto que me surpreenda, como acontece todos os dias. "Respira-se música" na Radar, as palavras são apenas as necessárias e suficientes.

Não me canso de falar na Radar a quem partilha de gostos musicais parecidos. Ou a quem aprecia a sua calma.

E, claro, gera sempre alguma curiosidade se acaso levo no carro alguém que não tem ainda o prazer de a conhecer. A pergunta é invariavelmente algo como: "Radar? A bófia tem um radar por perto?"

É esta a Radar. Uma rádio com alma. A "minha" rádio. Encontramo-nos por lá?

15.1.06

"Ó mar salgado..."

Tempo de Inverno este, hoje. A verdade é que é altura da chuva e do frio, mas que temporal! Apanhando uma aberta, fui passear para a praia. O mar estava cinzento, lindo, forte, brilhante... Avizinhava-se nova chuvada, tão cinzentas estavam as nuvens que se aproximavam. O contraste deste céu negro com o sol que teimava em aparecer resultava numa luminosidade espectacular!

Os minutos que ali fiquei, em cima de uma escarpa, a olhar o mar, encheram-me a alma. O mar fustigava as rochas cada vez com mais força, saltava, a espuma salpicava-me a cara, apetecia não sair dali...

Enamorados e famílias passeavam também por perto, enfrentando o frio mas apreciando aquele belo espectáculo... Um pai procurava mostrar os seus dotes no domínio dos papagaios, mas que o vento teimava em contrariar...

Por momentos esqueci o mundo à volta e pedi ao mar alguma da sua força para mais uma semana de trabalho. Não sei se resultou, mas que voltei com muita mais energia e boa disposição, isso é garantido!
(Tive pena de não ter levado a máquina fotográfica. O que perdi! Por outro lado, sei que na máquina não poderia captar toda a magia daquele bocadinho. Assim, só me resta guardar a imagem e revivê-la. E nos próximos dias, quando precisar de recarregar baterias, volto aquela praia, aquele momento mágico...)