5.2.10

Então é assim:

Gostava de gostar de quem gosta de mim
ou melhor:
Gostava que de quem eu gosto também gostasse de mim.
É isto, tenho dito.
É pedir muito? Parece que sim...

Festas no ego

Almoço com FM, o 'espanhol'. Não me apetecia muito, estou engripada, e ter de fazer conversa com alguma cerimónia... Acabou por correr melhor do que contava. Percebi - aliás, disse-o claramente, e por várias vezes - que gostava de mim, e sei que se tivesse dito algo, estaria interessado em qualquer coisa mais. Elogiou-me muito, várias vezes, demasiado. Sabe bem ouvir, mas senti-me mal. Porque sei que esperava mais, que queria mais. Porque já percebeu que não vai acontecer aquilo que queria. Porque está sozinho e as coisas lhe estão a correr mal, difíceis. É simpático, mas não vai haver nada do que pretende. Ainda me lembro do seu livro, e só de imaginar algumas coisas causa-me arrepios!
 
Ofereci-lhe o almoço, e não reclamou. Achei que o devia fazer... Espero que encontre que procura, e projectos que o motivem e o animem!  Bem precisa...!

14.1.10

Estou tão farta de discussões...!

Acabei de chegar a casa, Cansada, estoirada, farta de me levantar cedíssimo, de fazer quilómetros de carro (quase 900 em 2 dias; na semana passada foram mais de 1200).  Reuniões chatas, muita coisa para fazer.  Passei por casa dos meus Pais fazer ver como estavam e, claro, a minha Mãe abriu logo uma discussão. Sem sentido, porque sim, porque não me via há 2 dias (e sim, já percebi que quando estamos uns tempos sem me ver o reencontro é sempre com discussões).  E foi de tal modo injusta a de hoje que até o meu Pai veio em minha defesa!
 
Estou farta, estou cansada, estou farta que me exijam sempre que pense nos outros, que cuide dos outros, que me sacrifique pelos outros. Quero pensar em mim, quero ser egoísta. Acima de tudo, que (gostava) que alguém pensasse em mim...
 
Hoje chorei, chorei mesmo. Estava a precisar de desanuviar. (Ou isto ou passear junto ao mar).  Fez-me bem...

11.1.10

Não percebo nada de nada!

Cada vez percebo menos disto, juro!  Ou melhor, do PalopMan.  Depois das queixas que fez, que me pareceram 'estruturais' em qualquer relação, nunca pensei que reatassem. Ou melhor, não tenho a certeza que tenha acontecido, mas que estão bem, não há dúvida.  E na semana passada convidou-me para ir ao cinema... Já nem sei o que pensar! Se quero alguém assim? Não, não mesmo!  Mas... serão ciúmes? Não quero que sejam...

3.1.10

(Des)prendimento?

"I kind of see this all love as this, escape for two people who don't know how to be alone. People always talk about how love is this totally unselfish, giving thing, but if you think about it, there's nothing more selfish.", Jesse [Wallace] (Ethan Hawke) in "Before Sunrise"

E é isto

"It is so nice when you can sit with someone and not have to talk.", Harry Burns (Billy Crystal) in "When Harry Met Sally"

Dias úteis

Não sei se já tinha aqui falado no blog do Pedro Ribeiro, "Dias úteis".  Sou visita assídua, e de vez em quando deixo um comentário.  Tem muitos textos lindos, dos que vêm cá de dentro, do coração, e não raras vezes dou por mim a rir a bom rir ou a chorar com o que lá escreve. Ou as duas coisas ao mesmo tempo.
O post de hoje (http://osdiasuteis.blogs.sapo.pt/439006.html?page=2#comentarios) é dos textos mais bonitos que escreveu.  E que me fez chorar, claro! E me fez pensar em pessoas e em coisas que me rodeiam e que fazem parte da minha vida, quer queira, quer não, e que são peças do puzzle que sou.
E fez-me ter pena de não ter a meu lado ninguém com quem partilhar tudo isso, com quem chorar e rir, com quem fazer este exercício, escrever um texto assim, a 2...
Mas o Pedro tem, e fico muito feliz por ele!  

30.12.09

Status talks

Ontem, dia de jam session (sessão anual, como tem acontecido ultimamente...). Bem tentei mas não consegui chegar lá (ele bisou!). Sei que isso o frustra e bem tento, mas é mesmo problema meu.
Mas foi muito bom, muito calmo, com muita conversa à mistura.  Com direito a jantar e tudo (uma pizza do  PD e uma cola partilhadas)!  Ele falou, falou, falou muito. Vi que estava a gostar de me contar tudo aquilo, na empresa, as vantagens e desvantagens das últimas novidades tecnológicas.  E eu estava a gostar de o ouvir gostar de falar. Piscar o olho Ícone Expressivo  No fim disse que afinal o radio silence desta vez talvez não fosse necessário.  Não sei como o interpretar (e quero fazê-lo?): as jam sessions deixaram de ter o impacto de outrora ou não queria perder o canal que se abriu (e seria preciso?) com a status talk?  Ou nada disto?
Entretanto, pensei muito nos 2 M. Talvez mais no PalopMan.  Estamos a passar da fase de sms para a de telefonar.  E gosto de falar com ele, gosto de falar com ambos.  Gosto do cuidado que agora tem.  Mas não sei qual a sua situação actual. É estranho, muito estranho...
Primeiro, não sei o que quero.  Se o quero, e como o quero. Ou melhor, sei como NÃO o quero (servir para ajudar a esquecer, ou como baby sitter).  Não quero dar esperanças, não quero cortar. Estou a fazer coisas que não tenha feito com outras pessoas?  Ça depends... das pessoas! 
Os próximos dias serão elucidativos, espero.  Até porque está apalavrado um ch´´a para breve...

16.12.09

Dia chato

Mais uma viagem à terra dos pastéis.  Ainda só fui 3 vezes 1/semana e começo a ficar farta... Reunião chata no cliente lá de cima. Descoberta de "surpresas" várias, informação em falta e que nos (me) "estraga as contas" para a estratégia.
 
O que eu mais queria, o que eu queria, era ter alguém em casa quando chegasse, alguém que me abraçasse e dissesse que tudo ía correr bem... Mas não tinha, não tenho. E é disto que sinto falta. 

10.12.09

Dia bom

Ainda tentei trabalhar alguma coisa de manhã, mas não consegui. E depois, almoço com PalopMan. Azar dos azares, parece que toda a empresa resolveu ir almoçar ao mesmo sítio!  Como de costume, a conversa fluiu, foi bastante agradável. Mais uma pizza dividida, e a conversa foi acontecendo, calma e naturalmente. Estava giro!  De fato (ou melhor, calças e camisa, cabelo p'ró comprido, como gosto (à homem, claro!, mas com tamanho suficiente para passar as mãos e brincar com ele...).  2 despedidas, porque depois da 1ª a conversa voltou a pegar. E de ambas tive de ser eu a dizer-lhe que eram horas de ele voltar.  Bem me apetecia continuar, mas afinal é suposto ser responsável qb, não é? Piscar o olho Ícone Expressivo
 
Prometemos ir falando, talvez combinar qualquer coisa para o fim-de-semana.  Era tão bom... não sei o que quero, não sei o que queremos ou o que pode dar. Mas sei que gostamos de conversar os 2, de estar juntos. Acho que sou um porto seguro, pelo menos quero acreditar que me vê assim.  
 
Depois, "perdi-me" nos presépios da feira de Natal da FIL. Hoje foram "só" 6... ;(
 
 
 
  

4.12.09

Mais uma para a banda sonora do meu funeral

Esta não podia faltar, de maneira nenhuma. Porque é a música que associo a um grande amigo, a um grande cúmplice. Porque felizmente tive muitos perfect days na minha vida. Porque a música é linda, gosto muito da voz do Lou Reed e me faz lembrar este amigo e todas as coisas bonitas que a vida me tem dado.
 
"Perfect Day", Lou Reed
 

1.12.09

Gostava de perceber o que se passa...

Depois da noitade de chá e conversa, troca de sms ao final da manhã. À noite, novo encontro no msn. Ontem, longo almoço (ou melhor, longo passeio até ao local onde - finalmente! - partilhámos uma pizza) e a meio da tarde, um longo café também. A conversa é agradável, sim, e ontem á tarde apanhei-o a olhar longamente para mim.  É frequente fazer isso, mesmo com outras pessoas, mas gostava de perceber o que lhe vai pela cabeça. Estes convites sabem bem, são simpáticos, mas pretende substituta?
 
Não sirvo para 'cura de males de amor', se é esse o objectivo. Queria tanto perceber... Não me quero magoar, não quero magoar ninguém.
 
Entretanto, continuo sem saber porque 'escondia' que tinha outra pessoa, porque me convidava para sair com os filhos sem ela, porque dizia sempre que não tinha apoio com eles, que achava que estar sozinho podia ser uma boa ideia, pelo menos por uns tempos... Porquê?
 
A ver se se faz luz brevemente...


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29.11.09

Noitada à conversa

Às 10 e tal da noite ontem "convidou-se" para cá vir a casa tomar chá. Ainda tentei desviar o local, mas acabou por ser cá. Até às 4 da matina! Muito pessoal, acho que às vezes perguntei coisas que não devia.  Mas faltavam-me alguns pormenores - importantes - para perceber melhor a história dos (des)amores. E compara-a comigo, o que não pode ser!  Não quero, não faz sentido...
 
Foi bom, foi agradável, mas continuo sem saber o que pretende, como me vê. Uma no cravo, outra na ferradura, claramente!  
 
E eu? 


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26.11.09

Vício confesso!

Confesso, sim: de quando em vez gosto de pegar no telefone e esquecer distâncias entre amigos que tenho noutros países. Quase meia hora de telemóvel para telemóvel o que representará a não ser o enorme prazer de falar de novo (desta vez) com o H?  Fiquei mais bem disposta, claro, e quero acreditar que também gostou da surpresa.  Pelo menos foi o que pareceu no seu tom de voz. 
 
Mas que bem que sabe surpreender assim os amigos, falar como se fosse hábito (quase) diário. Mas que orgulho poder dizer que o (pouco) tempo passado naquele longínquo país há tantos anos nos aproximou destas forma...!
 
Obrigada, H, fazes-me tão bem...!
 
(Arrependo-me de um abraço que me pediste e eu, timidamente, erradamente, estupidamente, disse que era melhor não... Tive medo de não aguentar!  Como me arrependo de não ter aceite - e dado! - esse abraço, há tantos anos...!)

Sabe tão bem...!

Ontem, mais um jantar da 1ª empresa onde trabalhei "à séria".  Foi tão bom relembrar algumas estórias pela enésima vez, deixar a conversa sair naturalmente, sentir que o velho espírito de equipa e de amizade que nos une se mantém, vivo como sempre.  E que alguns colegas que nem sempre puderam estar presentes em outros jantares se nos juntaram.  Ver como tempo (não) passa por nós. Cruzar vidas, caminhos percorridos, vontade de estarmos juntos.
 
Ficaram no ar promessas de mais jantares, mais estórias revividas para breve.  Votos (sentidos) de que tudo corra pelo melhor a cada um de nós.
 
E a certeza de que até ao próximo "jantar grande", como este, muitos outros jantares haverá, muitas conversas serão travadas, muitas conversas haverá. E eu, com outras pessoas, continuaremos a nãp cosneguir conter as lágrimas ao recordar quão intensos, quanto nos fizeram crescer os anos passados juntos.
 
E a agradecer a Alguém o facto de nos termos cruzado, a sorte que todos e cada um de nós tem por Alguém ter feito este puzzle...

25.11.09

Estou como o tempo...!

Este tempo cinzentão, chuvoso, deixa-me com uma neura...!  E se o trabalho não corre também como esperado (ou se o chefe é demasiado crítico - e até mesmo injusto, por vezes), não ajuda...
 
Esta semana tem sido simpática com o PalopMan. Na 2ª, mais de 3 horas de um chat muito animado (e pessoal) no msn.  Divertido, intimista q.b. Demasiado para quem tem companhia?  Não é problema meu (por enquanto).
 
A questão é se eu quero que venha a ser. E, caso a resposta seja não, quando é que o famoso balde de água fria será lançado. Mas eu gosto destes jogos, da caçada, de caçar e ser caçada, deste teasing.
 
Muito que pensar, muito que aproveitar?
 
 

22.11.09

Um bálsamo para a alma

Fantástico o jantar de ontem em casa da AL!  O jantar em si foi soberbo, como não podia deixar de ser, mas o melhor foi voltar a estar entre amigos (neste caso amigas, que 'eles' ficaram em casa...). Pessoas de quem gostamos e com quem nos sentimos à vontade.  Confissões, receios, sonhos partilhados. Histórias, cumplicidades vividas. 
 
A frase "Este jantar faz bem à alma" foi repetida várias vezes. Talvez acrescente: um jantar destes, com estas pessoas tão especiais, faz bem a tudo! 
 
Um verdadeiro hino à amizade!  E há coisa melhor?
 

18.11.09

Não consigo perceber...!

Ontem o dia correu tão bem!  Ida ao Porto, clientes interessados em trabalhar connosco, tempo óptimo, um belo almoço no Cais de Gaia...
 
E hoje, meio murcha, cansada, com dor de cabeça permanente, aparentemente com má cara (tais os comentários dos colegas!), péssimo humor...!
 
Vá lá, "safou-se" um café e longa conversa com MC Hammer...
 
Que raio de signo o meu, bolas!
 
 

16.11.09

I've got a feeling...

Não, não é canção dos Black Eyes Peas, mas por acaso descobri que tinha no laptop uma canção de Barclay James Harvest com o mesmo nome.  Soube tão bem recordá-la...! Canção fantástica, calma, com uma letra bonita como é costume neles. 
 
Mais tarde ponho aqui o link para a ouvirem também. 

15.11.09

As músicas do meu funeral

Pode parecer sórdido, macabro, mas há muito que pensava nisto... Quando morrer, gostava que se ouvissem algumas no meu funeral. Ou no velório, como música de fundo.

(Há uns dias, na TSF ouvi Pedro Marques Lopes, do Eixo do Mal, falar nisto. Tinha já, inclusivé, gravado um CD com as músicas da sua vida e explicado à família como gostaria que procedessem. Ainda não cheguei à fase de gravação mas quero fazê-lo em breve! Afinal há mais doidos com esta 'panca'!)

O Adagio in G minor, de Albinioni, fez-me pensar nisto pela primeira vez.  Ouço-a em repeat nas alturas de limite, de stress, em que tenho a cabeça a mil e preciso acalmar.


Tem o condão de me fazer chorar sempre que a ouço, e isso é talvez a melhor terapia que posso fazer. E penso, a todas as vezes, nesta frase "quando morrer, gostavam que tocassem isto".

Esta vai ser a primeira da banda sonora do meu funeral.

E agora, se não te importam, tenho de ali que me entrou uma coisa para o olho...

14.11.09

Ups... tanto pedi...!

Ainda há uns dias me queixava que ninguém estava disposto a passar as barreiras, a querer conhecer-me, e eis que ontem, sexta-feira, 13, fui surpreendida por uma mensagem de um colega de trabalho no msn: "queria perguntar-te se querias jantar comigo um dia destes".  Fiquei admirada, muito! Aparentemente há 9 ou 10 meses que andava 'numa agonia', como explicou, e a arranjar desculpas para passar perto de mim... Confesso que não reparei em nada! 

Não faz o meu género, nada!  Nunca me tinha apercebido de nada, e era das pessoas mais improváveis para isso acontecer. Fiquei a saber um pouco mais pelo msn (por acaso tinha-me pedido há poucos dias para me adicionar...).

Quer conhecer-me, sim. Propus almoço, respondeu-me que não daria e seria melhor jantar; haveria mais tempo para nos conhecermos. 

Não faz o meu género, nada!  Não quero criar expectativas que já sei que irei gorar. Chamem-me pretenciosa, convencida, "esquisita", o que quiserem. Gostava de ter alguém, sim. Mas somos de 2 mundos tão diferentes, tão sem nada em comum (julgo...). Ao que sei, tem vida mais ou menos "complicada", quase cinquentão, já homem feito, família (des)feita, crescida.  Não, não é isto que quero.

Uma coisa sei: temos mesmo de conversar, esclarecer as coisas.

Ok, estava a pedi-las. Peço, recebo e queixo-me?

E ainda me admiro se estou sozinha...?  

P.S. - Quando "pedi" referia-me a alguém com quem tivesse afinidades, mais ou menos da mesma idade, alguém por quem fisicamente sentisse algo. Não é de todo o caso!

10.11.09

Esquecer o tempo quando se está com amigos

Neste caso, com um amigo, FR. Apesar de nos conhecermos há mais de 20 anos, temos-nos vindo a aproximar nos últimos tempos. Começámos a fazer almoços a 2 e não com companhia, e isso fez ponte para que as conversas passassem para o foro íntimo, como ele hoje me dizia. No pasa nada, de aprte a parte - para o bem e para o mal não fazemos nada o género um do outro! -, e ele é um bem sucedido chefe de família.

Tudo começou com um teaser dele para almoçarmos. "Confia e deixa-me tratar de ti", disse. E cumpriu-se hoje. O restaurante era fantástico, só para nós (aconteceu...). E a conversa desenrolou-se, soltou-se, no meio de muitas gargalhadas e confissões.  'Estórias' sobre nós, revelações, divagações.

Soube bem, muito bem. É tão bem quando uma boa conversa, com alguém de quem gostamos, nos faz esquecer o tempo e perceber que o mehor da vida está nisso, nessa pausa, nesse tempo parado, nas pessoas, nos afectos, nas relações.  E quão pouca importância damos aos outros no dia-a-dia, no corre-corre...

Obrigada, FR!

6.11.09

Mais (ou menos?) um...

As separações de amigos não páram!  Agora foi a vez da D. e do H. Verdade seja dita, não foi surpresa, infelizmente... Coitada dela!

E ainda me perguntam porque é que continuo sozinha... Arre!  

5.11.09

Onda má, esta...

... a pairar à volta dos meus amigos!

Os problemas sucedem-se, aparentemente sem perspectivas de melhoria para breve. Casamentos tremidos, grassa a insatisfação em casa e no trabalho. Ouço, vou ouvindo, mas sinto-me impotente porque nada mais posso fazer. 

Pelo que vejo à volta, bem me posso considerar uma felizarda! E tão raramente dou o devido valor à família e aos amigos...!

I can't figure out why...

... why so many people prefer to live unhappily together than happier alone!


The fear of loneliness can be such a frightening thought!

2.11.09

O dia começou bonito mas...



… falta-me qualquer coisa, estou inquieta, há qualquer coisa que não está bem.

Estou ansiosa porque não sei como vai ser o futuro em termos de trabalho.  Nos últimos dias tenho sentido de forma particular um ombro por perto.

Quem me rodeia sabe que pode contar comigo e que tenho sempre ombro e tempo para os ouvir.  Mas – e acho que sou vítima do "teste" que resolvi fazer – por norma não falo de mim, dos meus problemas, evito até.  Estou à espera de encontrar quem de facto se interesse por  mim, quando não estou bem; alguém que queira realmente saber o que se passa, que me ajude. Que me queira conhecer e fazer MESMO parte da minha vida.  Amigos que se interessem, que não seja uma "amizade unívoca mas sim biunívoca".

E é por isso que se sinto vazia, sozinha… Estou a ser injusta?  Talvez… quando alguns (poucos, raros) perguntam como estou "chuto para canto"; é o mais fácil. Se calhar eu própria afugento. 

Mas não há ninguém que esteja disposto a passar a rebentação da ondas?  Desistem, páram na espuma da onda?

29.10.09

Há tanto tempo...

...que não vinha aqui!  E que falta me tem feito vir aqui "grasnar" um pouco... 

Neste intervalo, muita coisa aconteceu: mudei de casa, mudei de emprego, fiz novos amigos e sofri, claro, algumas decepções.  Até comecei a ir ao ginásio, vejam lá!  Mas tudo isto faz parte da vida, não é? 

Agora não quero perder este hábito saudável de por aqui passar de vez em quando. Faz bem, ajuda a clarificar ideias, a desanuviar. 


17.12.06

Sim, mas...

Fase boa, sim. Tenho andado animada, o espírito do Natal deixa-me sempre muito bem disposta. Até andava uma troca de mails muito 'caliente' com o F... Mas ontem uma simples palavra dele foi suficiente para arrefecer todo o mood. Foi para magoar, de propósito para me afastar (tenho pensado nesta hipótese muitas vezes, porque acontece normalmente quando estamos muito bem)? Já por diversas lhe pedi para me explicar porque é que achava que eu era isso e nunca foi capaz, nem um exemplo! Sei quem começou com essa ideia, e sinceramente nunca me preocupei em desmentir porque quem o fez não me merecia isso, que lhe desse assim tanta importância. Mas depois de todo este tempo o F. ir ainda atrás dessas coisas? Tanto que (lhe) dei de mim, que me mostrei, e nisto que acho que é tão básico continua a não me conhecer... Foi uma desilusão, um baque, não esperava...

12.12.06

Fase boa

Há alguns dias que não passava por aqui. mas tenho andado numa fase boa. No trabalho tudo ok, ando animada, tudo calmo em casa, já avancei bastante nas prendas de Natal, a troca de mails com F tem andado animada... Tenho pensado é muito no T, não sei se é pelo aproximar da época.

Gosto do Natal, do corropio e do ar alegre e ao mesmo tempo ansioso que se lê no rosto das pessoas. Gosto das decorações natalícias, da preparação do grande dia. Do 'cheiro' a festas e a Natal. De passear pelas ruas ao frio. Dos jantares e de rever amigos com quem não estou com frequência.

É Natal, está quase a chegar!

1.12.06

Diagnóstico preciso

O médico foi tão preciso quanto peremptório: tem 'a tripa inflamada'! E pronto, só me resta tentar aliviar o 'streck' (esse malvado...!), fazer uma ligeira dieta durante alguns dias, reduzir as chazadas e o café (mas do matinal não abdico, sob pena de andar a vegetar todo o dia), tomar umas 'drogazitas' e... esperar que 'a tripa' não volte a inflamar nos próximos tempos, que em poucas semanas já foram 2 crises...

29.11.06

E vão 3...!

Ainda não acabou Novembro é já tive 3 jantares de Natal! Com os que já estão apalavrados para Janeiro, não sei se terei algum em Dezembro... ;)

O bom do Natal...

... é que, para além do que representa e de tudo o resto, é um excelente motivo para jantares com amigos, colegas, peças de puzsles que já fomos. Hoje, foi o jantar da 1ª empresa onde trabalhei 'à séria' cá, depois do curso. Não via algumas pessoas há + de 12 anos, mas estamos todos na mesma. Muitas mudanças / saídas de emprego. Dificuldades e receios porque o BI atraiçoa. Histórias relembradas e comentadas. Passaram-nos vários anos pela memória, excelentes anos de convulsão e conturbação, mas muito divertidos, muito animados. Lembrámo-nos da vamp, da que inventou as histórias mais estrambólicas e que enganou toda a empresa, do engatatão de olhos claros, de tantos, de todos.

Pena que o Natal seja só de 365 em 365 dias...

21.11.06

Foi bom!

Foi bom voltar a falar contigo. Rir contigo. E para mais com um motivo tão bom para te ligar! Tenho saudades... Tenho tantas saudades...! Sinto um carinho enorme, uma vontade de estar, de conversar, de fazer o que nos apetecer... Com tempo. Sem culpas.

Há sonhos impossíveis. Este é um deles.

Boa sorte! :)

20.11.06

Finalmente!!!!

Que boas notícias! Finalmente arranjou emprego! Depois de tantos meses de espera, de angústia, de desilusões, de enganos, finalmente um sim! Fico contente, porque o merece, porque é bom no que faz. Só tenho pena que (muito provavelmente) esteja a ser comemorado far, far away...

Não foi nada mau...!

Senti-me forte, hoje, confiante, segura. Começaram por me dizer que estava diferente, bonita. Já me sentia assim quando saí de casa, e é incrível como esse pequeno pormenor faz tanta diferença! O meu casaco ameixa novo (muito ouvi por o ter comprado!), fica-me mesmo bem...!

Dia de reuniões, de stress, de pedidos de última hora. Comemos rapidamente uma tosta mista quase às 4 da tarde. Cheguei às 6 e tal estoirada, sem ter parado, sem ter adiantado nada mas tendo feito muito.

Saí cedo porque ainda quis vir brincar com o meu herdeiro mais pequeno, antes que saísse. Soube bem...

Só faltou ter notícias tuas... Estás zangado comigo, por causa da troca de opiniões no fim-de-semana? Religião, hábitos...

19.11.06

É assim...

Hoje vi o 1º episódio de Anatomia de Grey. Gostei. Em especial de algo que a Grey disse no final:

"Os limites que traçamos não impedem os outros de entrar; impedem-nos de viver, de experimentar a vida. A vida é complicada. Nós somos assim."

E continua: "Here's what I know. There are some lines too dangerous to cross. But there are others: if you're willing to throw caution to the wind and take a chance, the view from the other side is spectacular."

9.11.06

Sniff...Sniff...

Gosto muito do Pedro Ribeiro, da Comercial. Acho que é um excelente profissional, mas acima de tudo, é muito humano, deve ser uma excelente pessoa! Quando posso ouço-o de manhã (pena demorar só 10 m para o trabalho... :)), e habituei-me a "lê-lo" todos os dias no seu blog, em diasúteis.blogspot.pt. O post de ontem narrava uma conversa com o filho dele, antes de dormir. Como sempre, muito pessoal, muito sensível, muito carinhoso.

Ao lê-lo e ao passar por todos os muito comentários deixados, não pude deixar de pensar nas pouquíssimas vezes que tenho dito aos meus Pais o quanto gosto deles, e quão importantes são para mim (é algo que simplesmente não dizemos, e tenho pena...). E também que nunca vou ouvir essas palavras mágicas e que movem montanhas, mares, céus, ditas por um filho meu.

Eu, que sempre sonhei com uma família, não a vou ter. E sei que isso seria uma parte muito importante para eu ser completamente feliz. Nem tenho ninguém ao meu lado, e tenho pena... Gostava de partilhar a vida, as pequenas e as grandes coisas, alegrias e tristezas. Gostava...

5.11.06

Arrumações

Estou cansada... Passei o fim-de-semana em arrumações, em mudanças, não parei. Após vários anos (!) escondidos, já se eem de novo os cantos do meu quarto, e já consigo chegar facilmente à janela! :) Deixei fora quilos e quilos de papeladas e lixo, tenho dezenas de revistas para ver antes de seguirem idêntico destino, espalhei e arrumei caixas e papéis pelo corredor e hall da casa. Como é possível que tenha saído tanta coisa do meu quarto, tanta caixa, tanto livro? Juro, acho que tenho uma capacidade fabulosa de aproveitar todos os bocadinhos disponíveis!

A maior parte já está em minha casa, arrumado, praticamente no sítio final. Mas aqui ainda não acabou; ainda há coisas para acabar. E tenho de tirar tudo o que tenho em cima da cama...

Preciso rapidamente de uma banho retemperador...

2.11.06

De volta à normalidade

Voltamos a "escrever-nos". Nada de especial, nada sério e profundo, mas as larachas que vamos trocando ajudam-me a desanuviar e a andar mais bem-humorada. Ou não? :)

1.11.06

Contrasensos

Sou católica praticante e como eu, dizem, está a maioria da população portuguesa (bom, quanto à parte do praticante infelizmente não é verdade...). A religião católica, aliás, está-nos no sangue desde o início da nacioanlidade, e muitos episódios da nossa história foram fortemente marcados pelo peso que a religião (católica) sempre teve.

Um dos dogmas da religião católica é o de crermos na vida depois da morte, e é precisamente aqui que reside, para mim, um enorme contrasenso no mais básico da nossa cultura. Acreditamos - dizemos - que a morte é o início de uma vida muito maior, mas não nada isso que demonstramos. Vejam-se os cemitérios feios, inóspitos, abandonados que pululam por qualquer terra. Alguma vez poderão ser sinónimos de uma vida muito maior?

É mania minha, eu sei, e todos gozam e acham estranha esta minha "panca" (que outra coisa posso chamar?), mas a verdade é que quando vou lá fora gosto de ver e passear por cemitérios. Porque são, acima de tudo, jardins, locais aprazíveis e bonitos onde nos podemos encontrar connosco mesmos. Em especial os da Escandinávia e da Europa Central.

Lembro-me amiúde de um que visitava com frequência, com um tapete verde lindo, com vários lagos (num deles viviam até alguns cisnes!), bancos de jardim, estátuas magníficas e canteiros com as flores mais bonitas que possam imaginar! Os amores-perfeitos mantinham-se lindos e tão coloridos no pino do Inverno! Era de uma beleza indescritível! E era um cemitério... Tinha placas verticais de granito branco "plantadas" na relva, todas iguais, sinal de que ali "habitava" alguém. Respeito absoluto. Sim, porque ali criam que a morte era de facto o fim, não havia vida para além do último suspiro. Muitas vezes desviava do caminho mais curto do emprego para casa para o atravessar, em busca de paz de espírito. E que calma transmitia! Não era raro encontrar pessoas sentadas nos bancos a ler (afinal não era a única)...

Isto sim, é um hino à vida, e à vida depois da morte. Sinal de que morrer não é desaparecer. Não consigo encontrar melhor exemplo de "convivência" física e espiritual entre mortos e vivos. E é uma forma de aprendermos a respeitar a morte, a conviver com ela, a percebermos que morrer não é o fim, não é sermos despejados num caixão para uma cova ou desaparecermos em cinzas.

Para um povo que se diz tão católico e a acreditar na vida para além da que temos agora, não há um contrasenso brutal entre isto e o que fazemos? Os nossos cemitérios afastam a vida, não ajudam ao recolhimento, não transmitem calma. Pelo contrário, afastam-nos, só vamos nas datas festivas (quando vamos...), inquietam-nos. Feios, sujos, desarrumados, com campas das mais diversas formas e feitios.

"Viajo" muitas vezes de volta a esse cemitério que me encantou. Como tantos outros na Escandinávia. Lembro-me de outro, pequenino, ao lado de uma capela perdida na montanha, com a vista mais fabulosa que possam imaginar! Esse sim, tão perto do céu...

Ou ainda aquele outro, antigo, também pequeno, que hoje é uma bonita praça da cidade. Atravessado todos os dias por muitas pessoas, que se abrigam do sol sob as árvores que conheceram o cemitério. Apenas as pedras que entrecortam o jardim nos lembram da principal função daquele jardim, há muitos anos...

1 de Novembro...

... eu eu ainda de manga curta! Mas que tempo este...! Bom, este ano também não nos podemos queixar de falta de chuva...

31.10.06

O sol de Cargaleiro

Gosto muito de Cargaleiro. Do traço, das cores. Dos tons azuis e acinzentados. Traços finos, minuciosos. Mas há uns tempos andei a 'namorar' um pôr-do-sol lindo, saído das mãos e do génio de Cargaleiro. Por ser tão diferente dos quadros dele de que tanto gostava, pela energia que transmitia. Durante meses caminhei para a galeria pequenina, perdida nos corredores apertados daquele centro comercial, o local mais improvável para aquele original. Lindo! O preço (que considerei elevadíssimo, claro), e a vontade de comprar casa impediram-me de o fazer. Hoje estou arrependida (a questão que se colocava era se comprava o quadro OU a casa...). Um Cargaleiro em casa, Aquele Cargaleiro, lindo, poder ficar horas a observá-lo. Que irradia de energia!

29.10.06

Porquê?

Hoje, no café do costume aos fins-de-semana, um dos empregados aproximou-se de mim e disse baixinho que na próxima semana estava de férias e gostava de tomar um café comigo. Pedi desculpa por não aceitar, mas fica a pergunta: porquê? E porque ele e não alguém com quem tenha afinidades? Alguém... diferente, como imagino, como gostava... Pensar nos disponíveis que atraí...

25.10.06

Não sei o que se passa...

A troca de mails quase diária parou há quase uma semana. Sim, é verdade que vão chegando daqueles de piadas, mas nem responde aos comentários que faço. Mas sei que vivo está! ;) Também é verdade que não tive a iniciativa de escrever... Ou melhor, tenho-me lembrado, mas como diz que me estou sempre a queixar e esta semana não tem sido fácil, é melhor nem arriscar e estar sossegadinha...!

Sou desconfiada, muito desconfiada. E sem motivos para tal, era só o que faltava! O que terei feito? Ou dito? A verdade é que me sabiam bem, muitas vezes excelentes elixires de boa disposição. E que faltam me têm feito estes dias...!

Mas pronto, tudo o que é bom acaba. I just wonder why, and why this way...

23.10.06

Que vazio...!

Sinto-me vazia, oca... Estou cada vez mais farta do meu trabalho, acima de tudo pelo tempo que perco a fazer coisas que não que o que deveria estar a fazer, por o meu chefe não ligar a mínima, por a empresa ser um caos, desorganizadíssima, pela enorme desilusão que algumas pessoas da empresa se revelaram. Por achar que posso dar e fazer muito mais do que o que estou a render agora.

Por os meus amigos terem praticamente todos família e (como é natural), não terem, agora, tempo para mim (também não disse a ninguém que precisava de um ombro amigo, e sem avisar, quem vai notar?)...

Na realidade, nem tenho motivos para estar assim; não me posso queixar do que vida me tem dado. E quando me lembro de algumas pessoas à minha volta, da situação de alguns amigos, então posso considerar-me uma sortuda. Mas mesmo assim...

Apetece-me "chover". Precisava de "chover" muito, para limpar esta angústia que me vai corroendo. Talvez siga o exemplo do que se passa na rua...

Só me apetece é ganir...!

Já vêem que isto não tem andado fácil, nada fácil mesmo...! Daqui a pouco começamos aqui na sala com uma 'ganidela' colectiva!

20.10.06

Semana chata...

Finalmente estou prestes a sair do escritório! Semana chata, estúpida. Perdi mais tempo a arranjar justificações de coisas de que nos queriam culpar (ao departamento) do que em trabalho de facto produtivo, a fazer o que é na realidade o meu trabalho! Faz parte, eu sei, mas gasta-se tanta energia nisto...!

Já terá saído o €Milhões? Eu não queria tudo para mim, só um bocadinho... ;)

 

16.10.06

E não é que é mesmo assim?

No teste "Head or heart", em www.tickle.com, deu-me isto:

"..., you follow your head when it comes to romance

Maybe you've been burned before, or maybe you're just too busy changing the world, but when it comes to your love life, you definitely look before you leap. While you might not be cautious in every aspect of your life, love is an area you tread on lightly. Let's face it, you'd rather have a little more control over your emotions, but they're sometimes hard to pin down. So rather than get lost in them, you, and many of us, probably prefer to focus on other aspects of your life.It's not that you don't want love to wash over you so you feel all warm and fuzzy inside. It's just that you'd probably like to fall in love when it best fits into your calendar. Still, with your smarts, you're probably able to sense when you're up for a little romancing and when you're not. Just remember, if you're ever on the fence, you want to fall off on the side where someone's going to catch you. Especially if he's tall, dark, and handsome."

Como é que sabiam?

10.10.06

:(

Acordei com dor de estômago. Era um misto de estômago vazio com um 'fogo' intenso (como daquela vez que resolvi tomar uma aspirina. Meu Deus, que noite!). Mas ontem jantei normalmente, e bebi como de costume um iogurte antes de me deitar. Espero que não seja o regresso da "minha" úlcera, que felizmente tem andado desaparecida há algum tempo. Em vez da bica hoje estive a chá de camomila, e já me abasteci de Ulcermins e Kompansans. Logo à tarde vou ao médico...

Mas já ontem estava muito "chocha" à noite. Aquela sensação de que se um TIR me passasse por cima, acho que nem daria por isso...
 

8.10.06

Ontem estava com este espírito...

..."It's easier to leave than to be left behind". Grande frase de uma grande canção de um grande grupo, os REM, que tive a sorte de ver ao vivo no ano passado na Pavilhão Atlântico. Michael Stipe no seu melhor! A canção toda reza assim:

"Leaving New York"

It's quiet now
And what it brings
Is everything

Comes calling back
A brilliant night
I'm still awake

I looked ahead
I'm sure I saw you there

You don't need me
To tell you now
That nothing can compare

You might have laughed if I told you
You might have hidden A frown
You might have succeeded in changing me
I might have been turned around

It's easier to leave than to be left behind
Leaving was never my proud
Leaving New York, never easy
I saw the light fading out

Now life is sweet
And what it brings
I tried to take
But loneliness
It wears me out
It lies in way

And all not lost
Still in my eyes
The shadow of necklace
Across your thigh
I might've lived my life in a dream, but I swear
This is real
Memory fuses and shatters like glass
Mercurial future, forget the past
It's you, it's what I feel.

You might have laughed if I told you (it's pulling me apart)
You might have hidden a frown (change)
You might have succeeded in changing me (it's pulling me apart)
I might have been turned around (change)

It's easier to leave than to be left behind (it's pulling me apart)
Leaving was never my proud (change)
Leaving New York, never easy (it's pulling me apart)
I saw the light fading out
You find it in your heart, it's pulling me apart
You find it in your heart, change...

I told you, forever
I love you, forever
I told you, I love you
I love you, forever
I told you, forever
You never, you never
You told me forever

You might have laughed if I told you
You might have hidden the frown
You might have succeeded in changing me
I might have been turned around

It's easier to leave than to be left behind (it's pulling me apart)
Leaving was never my proud (change)
Leaving New York never easy (it's pulling me apart)
I saw the life fading out (change)
Leaving New York, never easy (it's pulling me apart)
I saw the light fading out (change)
Leaving New York never easy (it's pulling me apart)
I saw the life fading out (change)

4.10.06

E estamos quase no Natal...

O tempo voa...! E parece que cada vez mais passa mais rapidamente! Agora é que se impõe mesmo a frase que digo tantas vezes: "tenho de começar a pensar nas prendas de Natal"...

24.9.06

Um dos meus quadros favoritos...

... é este Starry Night, de Vincent Van Gogh. Ele é, aliás, o meu pintor de eleição. Pelos traços, pelas cores, pelo seu país, pela sua loucura, porque gostei muito do seu Museu, em Amsterdam, e porque tenho em casa uma cópia deste quadro, grande, oferecida por um amigo muito especial.

Setembro

Gosto muito deste mês. Pelo regresso da chuva e pelos cheiros, pelos bons dias de praia que ainda se conseguem quando o sol nos visita, pelas cores das árvores, e por todo um retomar de rotinas, após as férias. Inerente a isto está o voltar a encontrar amigos, colegas, conhecidos, vizinhos.

Ontem foi um desses casos: voltei às aulas de R., e não me canso de dizer que estou a estudar entre amigos. A começar pela professora, a L., da minha idade. E há o nosso génio, o R., também ele professor mas de contas, a B., a E., o C., o A., o F. , a C. E os que já forma passando, como o M. É um grupo muito heterogéneo, quer em termos de idades, quer de origens e de vivências. Mas acho que já não conseguimos passar uns sem os outros! Foi tão bom revê-los!

Ontem, depois da aula, a conversa foi-se prolongando. A L. perguntou-me se tinha tempo para um café na esplanada nova; percebi que queria falar. Estava fechada (azar!, que o dia estava bonito e solarengo), e acabámos por ficar no átrio a conversar. Do trabalho e dos problemas que tinha (como nós gostamos de abusar dos estrangeiros que optam por viver entre nós!), das suas férias de regresso a casa, da família. Ficámos quase 2 horas na conversa! Felizmente não tinha ninguém à minha espera para almoçar...

Até há poucos meses, como as aulas eram longas (3 horas), fazíamos um intervalo a meio e íamos até ao bar. Sabia tão bem...! E foi também isso que nos aproximou, tenho a certeza. Nos últimos meses passaram a ser de apenas 2 horas, e aí deixámos de fazer o intervalo. Como a L. tinha aulas a seguir, nem podíamos ficar com ela. Este ano a L. decidiu não ter mais aulas depois da nossa podermos ir passear, almoçar, ou simplesmente ficar por aí. Óptima ideia!

As aulas e a relação de amizade que nasceu entre todos nós são um excelente bálsamo! Também já não podia passar sem elas!

Acasos

Ontem calhou ser um dia de (re)encontros. Primeiro, o S. quando ía comprar o jornal. Já não o via há tanto tempo...! Amigo do meu irmão, conhecemo-nos há mais de 20 anos, e durante alguns anos, cada um há sua maneira, tivemos um papel (acho que importante) aqui no bairro. Meu Deus, passámos todos por tanta coisa...! Era um grupo grande (ou melhores, vários grupos que se cruzavam. Fizemos amigos, tornámo-nos amigos, apanhámos muita 'pancada', tivemos muitas desilusões, 'traições'. Conheci (descobri) , com ele e com tantos outros, uma outra faceta da I., negra, que preferia não ter conhecido. Mas até este momento tão complicado, em que os meus (os nossos) alicerces abanaram de forma tremenda, muito fizemos juntos, muito nos divertimos! As viagens que organizámos cá ou lá fora, as festas de angariação de fundos, tudo com um ponto, um elemento comum: a I.

Gostei tanto de o rever! O S. sempre foi uma pessoa sã que, como eu e felizmente mais alguns, nos revoltámos com as enormes injustiças de há alguns anos para com um amigo nosso. O preço disso? Quebrei o contacto com os meus maiores amigos até então, que não compreenderam a minha posição e tiveram atitudes verdadeiramente cruéis para connosco.

Casou há alguns anos com uma amiga nossa dessa data, de um desses grupos. 3 filhos. Mas o tempo não passa por ele nem pela A.! Ou melhor, está mais maduro, claro, mas continua com aquele sorriso lindo que alegra a alma. Sei que é feliz, nota-se, sente-se a milhas. Fico contente por ter passado por cima de tudo.

Estava com alguma pressa, e tive pena de não poder ficar mais à conversa com ele. Saí a correr, muito mais feliz depois daquele sorriso, e certa da paz e do equilíbrio que encontrou.

Quem me dera ter conseguido também isso...!

18.9.06

Regresso de férias

É sempre complicado voltar de férias. E logo a uma segunda-feira...! Queria já voltar aqueles dias sem horas para acordar, sabendo que a praia estava ali, à minha espera, com o areal quase só para mim. O sol a aquecer-me enquanto devoro (mais) um livro. O dia tão agradável que me esqueço das horas e do almoço, e passo o dia na praia, alimentada a Cornettos. E o mar calmo, que descansa ritmadamente na areia. Que me embala e faz viajar para longe, quando decido por fim fazer uma pausa no livro. Fecho os olhos e deixo-me ir, o pensamento voa, já nem sei onde estou...

31.8.06

Cântico Negro (José Régio)

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

25.8.06

Um café e um chá de maçã e canela...

É tão bom quando nos podemos dar ao luxo de perder a noção do tempo à conversa com amigos...! Faz maravilhas à alma e ao estado de espírito.

24.8.06

Pequenas grandes alegrias

Esta semana resolvi matar saudades de amigos que fui fazendo lá por fora. Na terça, o telemóvel levou-me até à Finlândia. Estive à conversa com uma amiga que conheci há precisamente 15 anos, e com que fui mantendo contacto. Há cerca de 4 anos voltamos a ver-nos, e a conversa fluiu como se tivéssemos mantido, ao longo do tempo, um recionamento próximo. Casou, é Mãe, e o fim-de-semana que passei com ela e família dela foi simplesmente fantástico. Há 2 dias foi mais um 'matar saudades' durante largos minutos... Soube tão bem, fiquei feliz!

Ontem fiquei-me pela Polónia. Quase meia-hora à conversa. A relembrar histórias antigas, amigos comuns. Pequenas grandes aventuras em que nos metemos. Promessas que fizemos e ainda por cumprir, algumas. Também há precisamente 15 anos, quando nos conhecemos. E há 3 ou 4 anos, quando nos voltámos a ver. Já pai. Conheci a família quando cá vieram passar uns dias, uma simpatia.

Traçámos planos para um reencontro, 'our' 15th anniversary. De preferência com todos os amigos de então. A A., o doido do S., o tímido V., que parecia incapaz de 'partir a loiça' e que já correu meio mundo, o down under J. que queria ser político e a quem infelizmente perdemos o rasto, meu ombro amigo e confidente durante tantas noites, o H., claro!, o flying Dutchman, a S., minha companheira de apartamento que não comia para não engordar e para não me ver jantar se fechava todos os dias no quarto a comer batatas fritas e gomas, o A. e a sua namorada T., o D. que vivia numa cidade próxima, o K., o tal do "Light my fire" e tantos, tantos outros que fizeram daqueles meses os mais loucos e divertidos da minha vida.

20.8.06

Uma viagem como gosto...

Resolvi fazer uma surpresa aos meus Pais e apareci sem avisar ontem à hora de almoço em casa da minha avó. 2 horitas de caminho, mas a antecipação da alegria que (esperava) iria causar ajudaram a levantar a tempo e horas!

Animação não faltou nos 2 dias, com sobrinhos a ajudar à festa, e hoje, depois do almoço, foi hora de regresso. Tenho o pé pesdo, mas felizmente pouco depois de começar a viagem 'encontrei um carro' com um ritmo semelhante ao meu. E assim viemos praticamente toda a viagem, ora eles à frente, ora eu, mas íamo-nos aocmpanhanhando. E assim pareceu mais fácil (e foi sem dúvida uma viagem rápida!). Música russa e R.E.M. 'viajaram' comigo e desta vez nem chegou a 2 horas de viagem.

Ah, e à partida, ainda tempo para um belo gelado com o BB nas recém-inauguradas 'Docas'...

16.8.06

Hummm...

...este cheiro a terra molhada é único!  Estas primeiras chuvas, já com selo de Outono, são fabulosas pelo ‘rasto’ que deixam!

15.8.06

Detesto 'surpresas'!

Para que não entendam mal: gosto até muito de ser surpreendida, mas não por este género de 'surpresas', com as que os meus Pais (em especial a minha Mãe) tanto gostam de fazer...Passo a explicar:

Hoje dei por mim mais do que uma vez a pensar que estava muito contente por estar viva, por ter a família que tenho, tenho amigos, tenho trabalho, já viajei um bocado, etc, etc. E que tinha muita sorte, não me podia queixar!
Estava há algum tempo à espera de um orçamento para um móvel para a minha casa nova, e praticamente já tinha desistido da pessoa a quem o pedi porque estava a demorar séculos! Os meus Pais estão a ajudar-me a tratar destas coisas, e ao final da tarde perguntei-lhes se sabiam se ele não o que ria fazer já que nunca mais dava o orçamento. A minha Mãe riu, nervosa, e percebi que algo não estava bem... Eis senão quando me diz que o vão montar... amanhã! passei-me! Não sei quanto vai custar (os meus Pais querem oferecer-mo, já vi...), não vi o desenho final do armário (e já sei que este senhor é perito em mudar tudo o que combinámos à última da hora, e depois apresenta-me as coisas como facto consumado, algo que pura e simplesmente detesta e me irrita sobremaneira!). Disse aos meus Pais que sem desenho nem orçamento não havia armário montado. E que se vinha amanhã, bem o podiam desmarcar...

E agora? Arrisco-me a ficar em casa com um armário que não foi escolhido por mim, não sendo propriamente algo que mude todos os anos? Seria um daqueles armários a tapar toda uma parede... E da primeira (e única) vez que falei com o senhor sobre isto, já há uns largos meses, havia diferenças de opinião significativas entre nós, por isso se ficou a versão da minha Mãe 'apimentada' com a dele, não sei, não...

Eu já tinha avisado os meus Pais que desta vez não queria surpresas de nenhuma espécie, porque já há uns anos me arranjaram um '31' com algo parecido, umas obras que mandaram fazer na minha outra casa quando eu estava fora, e que me deram muitas dores de cabeça com os vizinhos...
Bolas, bolas, bolas!!!

9.8.06

"Rainy Night In Georgia"

Rainy Night In Georgia
(Words and Music by Tony Joe White )

Hoverin' by my suitcase, tryin' to find a warm place to spend the night
Heavy rain fallin', seems I hear your voice callin' "It's all right."
A rainy night in Georgia, a rainy night in Georgia
It seems like it's rainin' all over the world
I feel like it's rainin' all over the world

Neon signs a-flashin', taxi cabs and buses passin' through the night
A distant moanin' of a train seems to play a sad refrain to the night
A rainy night in Georgia, such a rainy night in Georgia
Lord, I believe it's rainin' all over the world
I feel like it's rainin' all over the world

How many times I wondered
It still comes out the same
No matter how you look at it or think of it
It's life and you just got to play the game

I find me a place in a box car, so I take my guitar to pass some time
Late at night when it's hard to rest I hold your picture to my chest and I feel fine
(minor scat) But it's a rainy night in Georgia, baby, it's a rainy night in Georgia

I feel it's rainin' all over the world, kinda lonely now
And it's rainin' all over the world

Oh, have you ever been lonely, people?
And you feel that it was rainin' all over this man's world
You're talking 'bout rainin', rainin', rainin', rainin', rainin', rainin', rainin',
rainin', rainin' rainin', rainin', rainin'


Sempre gostei desta canção. Talvez porque goste de chuva, por sentir que me 'limpa a alma'. E porque gosto da melodia. E por lembrar daquele fantástico cheiro a terra molhada...

Ouvi-a ao vivo há uns anos, tocada por Guitar Shorty no Blues' Café. Foi uma noite mágica! Foi numa das "Quintas-feiras de Blues" que o Blues' tinha. Tive o prazer de falar com o grupo, em especial com Guitar Shorty e com o guitarrista. Fabuloso! Muito simpáticos e tocavam magistralmente! É engraçado... ao ouvi-los tocar senti que a tocavam só para mim. Emociono-me sempre que me lembro daquela noite, daquela Rainy Night in Georgia.

"How many times I wondered
It still comes out the same
No matter how you look at it or think of it
It's life and you just got to play the game"

Será...?

7.8.06

Ele há coisas...

Depois do post desta tarde, quando já tinha saído do trabalho, uma grande surpresa: um telefonema de uma amiga minha que foi trabalhar lá para fora (estranho é ela estar muito tempo no mesmo país!). Soube tão bem! Falámos um bom bocado, 'apalavrámos' viagens. E fiquei mais bem disposta!

Nem que não fosse verdade...

... gostava que alguém hoje me abraçasse e dissesse que gostava de mim.

3.8.06

Fui injusta...

Sent: terça-feira, 1 de Agosto de 2006 13:12
To: Grasnar
Subject: Fui injusta...

 

... com um amigo.  Porque reagi a quente.  Continuo a achar que tinha razão, mas como de costume perdi-a quando overreacted. I should have known better... Myself and my friend.  O mal está feito, mas passo a vida a cometer estes erros.  De palmatória, no meu caso!  Não posso reagir por impulso porque o resultado é sempre pior que mau!  Não tenho já idade para ter mais juízo, mais maturidade e, acima de tudo, para me conhecer sa mim própria 8e aos outros) o suficiente para não fazer semrpe a mesma m****?

1.8.06

É um daqueles dias...

Se um TIR me passasse hoje por cima, acho que nem daria por nada...

20.7.06

Não suporto gente estúpida!!!

Desculpem o desabafo, mas não tenho paciência para gente estúpida!  Erro meu, eu sei, afinal não têm culpa de ser assim.  Mas a verdade é que conseguem ‘torrar’ a paciência a um santo quando se lhes explica 50 vezes a mesma coisa com desenhos a cores e 3D, e voltam sempre à carga com as mesmas dúvidas e as mesmas reclamações.  E se à estupidez inata aliam uma dose substancial de arrogância, quando a mim, há 2 caminhos: ignorância (mas só tenho sangue quente até um certo ponto...) e depois, discussão certa e nada bonita!

 

Quem saiu mal?  Eu, eu sei.  Porque sou mais velha, porque should have known better, porque (teoricamente) já deveria ter maturidade suficiente para saber lidar com gente assim, porque não posso deixar que uma pirralha estúpida e arrogante me deixe num estado de nervos com hoje aconteceu. Mas porem em causa o meu profissionalismo e empenho ou o de colegas só porque não percebem que quando dizemos que algo NÃO é possível ou não faz sentido e apresentamos argumentos não é para ‘sacudir a água do capote’ ou falta de empenho mas antes porque temos conhecimento do mercado e dos clientes para dizer isso, ISSO eu não suporto MESMO.  E foi a gota de água...

17.7.06

Tristes dias...

Está sol, o mar está com cores bonitas, as obras em casa estão praticamente prontas, tudo ok com a família, mas sinto-me triste, sozinha, muito sozinha mesmo. Queria fugir, viajar, começar tudo de novo. Estou bicho-do-mato, muito irritadiça, 'de estalo'. Mas iria adiantar? O problema está em mim, EU é que sou o problema, o peso para os ainda se dignam ligar-me alguma coisa. Na verdade não tenho razões para me queixar, mas sinto tanto a falta de um ombro amigo, de quem me ature... Com muita ou pouca gente à volta, sinto-me sozinha, muito sozinha. É engraçado: acho que passar umas férias a viajar on my own me ajudaria a reencontrar-me... com os outros!

12.7.06

"O Juramento do Árabe"

Baçus, mulher de Ali, pastora de camelas,
Viu de noite, ao fulgor das rútilas estrelas,
Vail, chefe minaz de bárbara pujança,
Matar-lhe um animal. Baçus jurou vingança,
Corre, célere voa, entra na tenda e conta
A um hóspede de Ali a grave e inulta afronta,

"Baçus, disse tranquilo o hóspede gentil,
Vingar-te-ei com meu braço, eu matarei Vail."

Disse e cumpriu.
Foi esta a causa verdadeira
Da guerra pertinaz, horrível, carniceira
Que as tribos dividiu. Na Luta fratricida,
Omar, filho de Anru, perdera o alento e a vida.

Anru, que lanças mil aos rudes prélios leva,
E que, em sangue inimigo, irado, os ódios ceva,
Incansável procura, e é sempre em balde, o vil
Matador de seu filho, o traidor Mualhil.
Uma noite, na tenda, a um moço prisioneiro,
Recém-colhido em campo, o indómito guerreiro
Falou, severo, assim:
" Escravo, atende e escuta:
Aponta-me a região, o monte, o plaino, a gruta,
Em que vive o tridor Mualhil, diz a verdade;
Dá-me que o alcance vivoi, e é tua a liberdade!"

E o moço perguntou:
"É por Alá que o juras?"
"Juro" - o chefe tornou -
"Sou o homem que procuras!
Mualhil é o meu nome, eu fui que espedacei
a lança de teu filho, e aos pés o subjuguei!"

E intrépido, fitava o atónito inimigo.

Anru volveu: "És livre, Alá seja contigo!"

Gonçalves Crespo, em "Nocturnos"

1.7.06

Grande Ricardo Coração de Leão!

O Mister

Toda a Selecção nos enche de orgulho, e é por eles, por todos nós, por Portugal, que o país, todos os cantos onde há portugueses estão em festa! Confesso que de início não gostava muito de Scolari, mas foi ele que nos fez voltar a acreditar que é possível ganhar, que nos fez ter tanto orgulho da nossa Selecção, ter vontade de mostrar a nossa bandeira, perder os medos e jogar sem complexos, querer contrair estatísticas (ganhar a Espanha, Inglaterra, Holanda,...? Impossível, era o que pensávamos A.S.).

Hoje, é o que se vê. Foi um jogo muito táctico, muito cauteloso, entre 2 equipas equilibradas mas muito diferentes. Não foi um jogo bonito, um daqueles que sabemos que os nossos rapazes sabem e gostam de jogar. Mas mostrámos ter calma, uma grande e muito unida equipa, bravura, vontade de vencer e de fazer história.

Este espírito de vencer muito o devemos a Scolari. Que uniu a Selecção, ousou quebrar tabus e fez valer a sua vontade até onde quis. E com isto nos uniu todos! E o bálsamo que esta fantástica campanha de Portugal no Mundial não tem sido para a alma lusa por esse mundo fora (como o tinha já sido no Euro 2004)!

Qualquer que seja o futuro de Scolari, ninguém nos pode já tirar as alegrias que, fruto do seu trabalho e inicações, a Selecção fez por nós. Se sair, que consigamos continuar o seu trabalho. Por tudo o que fez por nós. Mas, acima de tudo, por nós mesmos!

POR-TU-GAL, POR-TU-GAL !!!


Tanto orgulho, meu Deus!!!!

Obrigada!!!


É bom sofrer convosco e ver-vos sofrer e suar por todos nós!
Juntos, por Portugal!!!

18.6.06

Agora é que vai ser!

De regresso a casa após uns diazitos de férias, eis que percorro os meus vários e-mails em busca de notícias de amigos e não só. Numa dessas Inboxes, a que dedico às "chachas", tenho uma newsletter que me vaticina uma excelente período nos próximos meses. Será?

"Rest up while you can! On June 19, Uranus turns retrograde, bringing his flair for the unusual to a planet near you. Until the ruler of rebellion returns to direct motion on November 20, you may notice an increase in personality transformations or oddball news reports; indeed, the conventional wisdom for the next few months is 'Expect the unexpected.' Now, those of you with well-worn PDAs and perfectly up-to-date planners might find that advice less than reassuring. But the key to success these days is to go with the flow. That mind of yours is brimming with untapped talents and innovative ideas, and Uranus is bound and determined to set them free!

Uranus established his reputation as our solar system's renegade long ago. But this planet is very much a rebel with a cause, namely humanitarianism, creativity and breaking with tradition. During his retrograde journey, that energy -- which typically plays out on a more collective scale -- is focused inward. Is there a cause you want to get involved with? a pottery class you've had your eye on? a certain bohemian side of yourself that you haven't seen in a while? Seize this chance to celebrate your individuality and move beyond the status quo.

Reveal your full potential -- including talents that might surprise you!

Of course, a period known for erratic, unusual behavior might not be the best time to act on every brilliant idea. But these upcoming months are your golden opportunity to think outside the box in ways that the 9-to-5 world of convention doesn't always allow. Experiment with new modes of _expression to find the one that suits you best (pens, food, clothes, music ... no doubt you have ample tools all around you). By late November, you may find that you're ready to share what you've learned with the world."

5.6.06

Reunião de família

Ontem, reunião de família. Mais de 200 pessoas (faltaram muitas!), 6 ramos, já 7 gerações (5 vivas). Regularmente ou seja, mais ou menos de 2 em 2 anos juntamo-nos. É um dia em que distribuem beijos e abraços a torto e direito. Afinal, somos todos primos! ;) Na apresentação, dizemos o nome, o nome do Pai ou da Mãe, para + fácil identificação, e ainda a cor do nosso ramo. Sou dos azuis, o maior ramo!

É bom rever pessoas que não se vêem com muita frequência, espalhadas por todo o lado. Desta vez, até vieram uns primos do Brasil!

A par dos primos e tios-avós por quem tenho um carinho especial, gosto de ver a família a renovar-se. Todos os anos há muitas caras novas, mais bebés. Mas também há sempre notícias de alguém que nos deixou, de alguém que está muito doente. E custa ver os tios-avós a envelhecer, cada vez com mais dificuldade em andar, quase a não nos conhecerem.

É uma família grande (só primos direitos o meu Pai tem 51!), mas nem sempre muito unida. Mas nestes dias esquecem-se essas divisões, aproximamo-nos.

Há uns anos os mais novos (os sub-32) rsolveram continuar este espírito mais regularmente. Durante algum tempo organizámos jantares, mas a correria do dia-a-dia e as crianças a nascer tornou-os cada vez mais espaçados. No primeiro (o record!) éramos 38 primos em segundo-grau! Lembro-me da cara de surpresa do empregado do restaurante quando perguntou se não havia bolo de anos ou se o aniversariante o traria e lhe respondemos que ninguém fazia anos, que era 'só' um jantar de primos... Tantos?!

Pois é... somos muitos...!

30.5.06

A Igreja e os peditórios *

Escrevi isto há pouco no blog Dias Úteis, do Pedro Ribeiro, em resposta ao seu post...

"Tal como a Sendyourlove, também sou católica praticante. E também me custa muito ouvir estas coisas, porque dão azo a que cada vez mais pessoas critiquem a Igreja. Mas não podemos esquecer que a Igreja é feita por Homens, cada com coisas boas e más, com pecados e virtudes como qualquer humano. Felizmente, para além da Fé que sinto, conheço muitos exemplos de padres que me fazem continuar a acreditar nesta Igreja. Pelo seu exemplo, pela sua palavra, por me falarem ao coração, por serem tão diferentes do exemplo que contaste! Tenho pena que quem não vai regularmente à Missa ou não acredita em Deus não se tenha nunca cruzado com padres assim! Ou será porque é sempre + fácil pegar nos aspectos negativos para dar + força às críticas?

Querem exemplos de padres que não honram Deus? Também conheço; também poderia contar muitos... Mas prefiro agarrar-me aos outros casos, a todos os que me fizeram sentir muito melhor depois de os ouvir. Aos que verdadeiramente ajudam quem precisa.

Mas a Igreja também tem muita culpa em tudo isto. Por exemplo, ao permitir que pessoas sem Fé casem pela igreja ou baptizem os seus filhos só pela festa, para (se) poderem mostrar à família e aos amigos. Sem perceberem a importância desse gesto. E quantas das pessoas que tanto criticam a Igreja não casaram ou gostariam de casar com uma cerimónia religiosa? Isto é que é hipocrisia!
"

28.5.06

Comovo-me sempre...

... ao ouvir o Hino Nacional. Ontem ouvi (e cantei) enquanto o Roberto Leal o cantava na Praça do Giraldo, na cidade onde pouco depois Portugal jogaria um amigável com Cabo Verde. 4-1, bom treino para o Mundial. Coro afinadíssimo, a praça cheia a cantar com ele. Muitos braços no ar, muitos cachecois, muitas t-shirts da selecção. Sentia-se um apoio formidável aos nossos rapazes! E chorei, sim, chorei ao cantar o hino, ao ver a emoção com que era cantado. Gosto muito do nosso hino, e emociono-me sempre que o ouço. Mas entoado por uma multidão, onde o verde e o vermelho reinavam, isso 'arrasa' comigo!

Lembrei-me do que senti no Euro 2004, quando o cantei nas Docas, onde muitas gargantas (mais ou menos afinadas...) o cantámos em coro. A emoção que se sentia, o orgulho que se respirava são inesquecíveis! Estava acompanhada por um amigo de outro país, e recordo o respeito com que era escutado pelos estrangeiros que também ali estavam.

"A Portuguesa"
Música: Alfredo Keil

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

26.5.06

Há dias assim...

... em que o copo parece estar meio vazio, a caminhar rapidamente para o vazio. Em que, por mais ensolarado que esteja o dia, tudo parece cinzento: as pessoas, os lugares, os sonhos. Dizem que sou muito desconfiada, mas continuo a acreditar nas pessoas, a querer acreditar nelas, e depois... que valentes baldes de água fria com que nos presenteiam! Foi o caso, é o caso. Quero fugir, quero desaparecer, preciso de um abraço...

22.5.06

Faço anos!!!

I don’t particularly like birthdays. Nor mine, to be exact. I don’t recall the last time I had a birthday party, nor a birthday cake. I’m just one day older than yesterday, and one day younger than t’row, so what’s the big fuss? I never tell anyone it’s my birthday, still I like when friends or colleagues congratulate me. Feels so nice…

One of the reasons why I don’t like b’days (or mine) is because I always tend to think of all the projects I had planned to undertake, and all the ideas that are still well hidden in the shelves. And I tend to feel a bit (too) lonely.

I know a friend of mine knows the ‘gipsy guy’. For the 1st time I mentioned him to this friend of mine, who told me very nice things about him. I pretended I just knew ‘the gipsy’ slightly. He can’t guess how I feel. If ‘the gipsy’ called me, THAT would be a hell of a birthday gift!

And I keep on dreaming and dreaming… ;)

21.5.06

"My way"

Frank Sinatra - My Way
(P. Anka, J. Revaux, G. Thibault, C. Frankois)

[Recorded December 30, 1968, Hollywod]

And now, the end is here
And so I face the final curtain
My friend, I'll say it clear
I'll state my case, of which I'm certain
I've lived a life that's full
I traveled each and ev'ry highway
And more, much more than this, I did it my way

Regrets, I've had a few
But then again, too few to mention
I did what I had to do and saw it through without exemption
I planned each charted course, each careful step along the byway
And more, much more than this, I did it my way

Yes, there were times, I'm sure you knew
When I bit off more than I could chew
But through it all, when there was doubt
I ate it up and spit it out
I faced it all and I stood tall and did it my way

I've loved, I've laughed and cried
I've had my fill, my share of losing
And now, as tears subside, I find it all so amusing
To think I did all that
And may I say, not in a shy way,
"Oh, no, oh, no, not me, I did it my way"

For what is a man, what has he got?
If not himself, then he has naught
To say the things he truly feels and not the words of one who
kneels
The record shows I took the blows and did it my way!

[instrumental]

Yes, it was my way

19.5.06

Lembranças

Hoje, como ontem, continuo sem conseguir esquecer histórias antigas. Histórias inacabadas. Mal escritas. Mal percebidas. Já não vale a pena tentar perceber. Tentei, achava que tínhamos deixado tudo esclarecido, que tínhamos sido claros quando dissemos o que pensávamos e o que sentíamos. E o que tínhamos pensado e sentido uns anos antes, quando nos conhecemos. Concordámos que tinha havido uma série de mal-entendidos, e que na altura nenhum questionou. E que tinha ficado claro que queríamos tentar, que achávamos que valia a pena. Enganos, puros enganos. Pelo menos da minha parte...

Será que dizes a todas o que me disseste? Se sim, tiro-te o chapéu pela tua cara-de-pau... Mas isto não coincide com a imagem que tinha de ti, sério, íntegro, honesto. E tanta coisa me lembra de ti: vejo as tuas iniciais nas matrículas dos carros (parece que pelo menos metade dos carros que circulam por cá passeiam o teu nome!), vou em sobressalto quando o telemóvel toca, e há sempre algo de ti na rádio que ouço, imagino encontrar-te quando passo nas ruas por onde andámos, nos sítios onde fomos. Imagino conversas, viagens, momentos partilhados.

Mas nada disto faz sentido. É mesmo (e apenas) “panca”, por as coisas não terem sido ditas “pretas no branco”. Pela incoerência entre o que disseste, as mensagens que me deixavas e os teus actos. Já não quero nada, a sério! Queria apenas que tivesses tido a honestidade de me dizer, olhos nos olhos, que tinhas mentido de todas as vezes que afirmaste que tinhas muitas saudades minhas, que quando nos conhecemos só não avançaste porque achavas que eu tinha outra pessoa, que pensavas em mim, que gostavas de mim...

18.5.06

Será?

"Precisas de te libertar e de deixar fluir a relação". Será? Fiquei a pensar nisto. E no que arrisquei, há uns anos, e no rotundo fracasso que daí resultou. Será que isto explica o que aconteceu depois? Ou não passa de uma desculpa? Acho que tenho tido alguns maus timings na vida. Será? É sempre mais fácil culpar o mundo do que nós próprios, não é?

17.5.06

Bahhhhh...!!!

"Gostei muito de te ver." Bahhhhh...!!!!

Когда ты гоборишь мне по телефону? никогда!

13.5.06

Surpresa!

Hoje fizemos uma surpresa à L. Lembrei-me que fazia anos e combinámos entre nós fazer-lhe uma surpresa. Comprei-lhe um fio que achei que era "a cara dela" para o darmos entre todos. Como sempre, R. chegou um pouco atrasado, e à entrada, com a porta entreaberta, fez-me sinal de que trazia um bolo! Ela corou, atrapalhou-se, e não achou muita piada quando lhe dissemos que a aula acabaria mais cedo para lhe cantarmos os parabéns. Refilou mas não teve hipótese. Ainda tentou atrasar as coisas mas fomos implacáveis! :)

As fotografias são prova da alegria que sentiu quando viu o bolo, quando lhe cantámos os parabéns, quando viu o fio. E com a reacção de outras pessoas que estavam nas mesas ao lado. Gostamos todos muito dela, e acaho que também gosta de nós. Embora não estudemos tanto quanto ela gostaria, nem quanto nós precisaríamos...! Excepto R., que não sei o faz naquela aula, no nosso nível, quando sabe muito, mas mesmo muito mais do que nós! Mas somos um grupo divertido, animado, muito heterógereo, damo-nos muito bem e gostamos muito uns dos outros.

Fiquei feliz. Ou melhor, ficámos todos felizes! Porque gostámos de lhe ter feito a surpresa, gostámos de lhe mostrar que é importante para nós. Pelo que nos ensina mas, acima de tudo, por ser assim, muito correcta, muito tímida, muito carinhosa, sempre preocupada connosco. Porque é muito especial. Porque, mas importante do que o bolo ou o fio, foi o termos-lhe mostrado que gostamos todos muito dela e que somos todos amigos.

Parabéns, L.! :-) E obrigada por te podermos ir conhecendo um pouco mais a cada sábado.

Reencontros

Voltámos a encontrar-nos esta semana. Por acaso. Sem o esperar, acabei por ter uma semana muito animada em termos sociais (já sabia que no trabalho também seria...). Só quando estava num dos eventos e vi chegar alguns colegas dele (notavam-se a milhas!) é que me lembrei que poderia também aparecer. Um bocado depois lá apareceu, como sempre, animado, conversador, como eu me lembrava dele. A "destilar" charme, como sempre. Uns minutos mais tarde viu-me e fiz-lhe adeus. Falámos um bocadito, foi bom, estive descontraída.

É curioso, nunca consegui perceber o que (não) se passou... Temos um condão para nos reencontrarmos de tempos a tempos (leia-se anos), falamos, aparentemente gostamos de conversar um com o outro, mas depois puff...!: desaparece de circulação. É verdade que gostei, que sonhei, que achei que poderia acontecer qualquer coisa muito boa. Imaginei mil razões para o desaparecimento, recriminei-me, fechei-me ainda mais. Três vezes aconteceu isto. E acho que percebi bem quando ouvi que também gostava, que tinha reparado em mim, que gostava que tivesse havido acontecido algo entre nós, e que da primeira vez só não se aproximou porque achou que eu tinha alguém. Errado, não tinha, mas não também não tentou...

Lembro-me de como a voz dele me acalmava. Das desculpas mais ou menos profissionais que arranjava para lhe ligar quando as coisas no escritório não corriam bem, há uns anos (já lá vão 9 anos, será possível?!). Porque só de ouvir a sua voz, mesmo que falássemos do tempo, me fazia tão bem... E a eternidade que demorava a dar-me um beijo na cara... E a mão nas minhas costas, puxando-me para si. Moreno, bem moreno. Muito simpático, sorriso bonito. Vestia bem, gostava do estilo. E adora (e sabe) cozinhar, segundo diz, enquanto que o meu jeito para a cozinha roça o nulo...

Não vou começar a sonhar. Chega de (des)ilusões, já não quero nada. Só de lembrar episódios antigos... Não sei se está sozinho, já não me interessa. Disse que me ligaria para um almoço. Se calhar até liga, se calhar até vamos almoçar, se calhar até diz que tem pena que nos tenhamos afastado, se calhar até dirá que agora vai ser diferente, se calhar até dirá que podemos ser amigos, e muito provavelmente voltará a desaparecer... até novo (re)encontro, daqui a uns anos.

Não há duas sem três, haverá 3 sem 4?

5.5.06

'How lucky am I?'

Your Luck Quotient: 62%

You have a high luck quotient.
More often than not, you've felt very lucky in your life.
You may be randomly lucky, but it's probably more than that.
Optimistic and open minded, you take advantage of all the luck that comes your way.

3.5.06

Timshel

"Any writing which has influenced the thinking and the lives of innumerable people is important. Now, there are many millions in their sects and churches who feel the order, ‘Do thou,’ and throw their weight into obedience. And there are millions more who feel predestination in ‘Thou shalt.’ Nothing they may do can interfere with what will be. But 'Timshel! Thou mayest’! Why, that makes a man great, that gives him stature with the gods, for in his weakness and his filth and his murder of his brother he has still the great choice. He can choose his course and fight it through and win.”

in "East of Eden", by John Steinbeck

Desde que li pela primeira vez que li John Steinbeck que me apaixonei pela sua escrita. E isto significa devorar todos os seus livros. Devo ter lido "A Leste do Paraíso" há uns vinte anos, e desde então tem sido O meu livro! 'Timshel' - Thou shalt'. As vezes que me lembro desta palavra e de tudo o que ela representa...! Cada um de nós tem de facto a hipótese de escolher o seu caminho, e são essas escolhas que determinam a nossa Grandeza. Perante os próprios e perante o mundo.

'Timshel' - Thou shalt'. Todos os dias faremos escolhas. Será que tenho feito as escolhas correctas? Não sei, não...

Oh, como eu gostava de ser Grande...

1.5.06

"O Costa do Castelo"

Num zapping esta tarde, tive a sorte de dar com o "Costa do Castelo" mesmo a começar na RTP1. É o que chama hora de sorte! Porque é sempre um prazer rever os clássicos do cinema português: "O Pai Tirano", "O Pátio das Cantigas", "O Leão da Estrela", "A Canção de Lisboa", "A Menina da Rádio", este. O nível dos actores (com António Silva, Vasco Santana e Ribeirinho à cabeça, ou ainda Maria Matos, Hermínia Silva, Milú, Beatriz Costa, Laura Alves, Curado Ribeiro, Lopes Barroso, Óscar Acúrcio). A naturalidade da representação, os textos, os trocadilhos, os duplos sentidos (sãos, sempre, muito ricos). E o partido que os actores tiravam do seu corpo (Ribeirinho, por exemplo, mestre nesta arte). A imaginação e a riqueza das cenas... A magia do preto e branco, o reviver uma parte da História do país, como se vivia, os objectos, as relações e convenções sociais...

Arthur Duarte, António Lopes Ribeiro, Cottinelli Telmo, Francisco Ribeiro (Ribeirinho), mestres maiores desta arte. Realizadores sem igual.

Histórias divertidas, que nos agarram ao sofá, queremos que não acabem. Bem vistas as coisas, não são ainda muito actuais? Quantas vezes não damos por nós, ainda hoje, a repetir frases destes filmes, ou recordamos cenas? O monólogo de Vasco Santana com o candeeiro em "O Pátio das Cantigas", ou ainda a ginástica matinal dele e do Ribeirinho, ou o furo na parede da adega, as contas de António "Evaristo" Silva, alfaiate em "A Canção de Lisboa" nas costas de um seu cliente, os inesquecíveis "Ó Evaristo, tens cá disto...?" ou "Chapéus há muitos..." do quase-médico Vasco Santana, o enredo e os disfarces, o "assalto" à casa dos ensaios, o "Não tem pastéis de bacalhau? Então pode ser um copinho de vinho branco" n'"O Pai Tirano", o "Viúva Clicquót" bebido no Porto no "Leão da Estrela", o jogo, os preparativos, ...

Ainda hoje me surpreendo a ver estes filmes. E já perdi a conta às vezes que os vi! Lembro-me de muitos pormenores, de frases, mas é sempre uma descoberta. Destes, não consigo escolher o meu favorito... O que sei é que nunca me canso de os ver e de rir com eles!