23.4.19

A propósito de um almoço com o P que mais uma vez mostrou... o que (não) é!





10.2.19

Queixo-me mas... tenho é de dar graças a Deus!

Queixo-me muito do excesso de trabalho, de não ter férias de sei lá mais o quê. É normal, acho. Mas no fundo (e não é preciso ser muito no fundo) eu sei que se tenho muito trabalho é porque confiaram em mim e me deram mais responsabilidade. E, claro, porque tenho um emprego.

De não ter férias? Sim, estou cansada, mas gosto do que faço, gosto dos desafios.

Tenho de dar Graças a Deus, de agradecer pelos Pais que tenho, pela saúde que têm, por ainda terem cabeça para me darem na cabeça e pelas discussões. Quer dizer que estão bem e que se importam comigo.

Pela família mais próxima e pela mais afastada. Pelos amigos. Por quem me atura no trabalho.

Pelos dassafions que me vão sendo colocados todos os dias.

Por ter saúde. Por ter tecto(s). 

Pelo País fantástico onde tive a felicidade de nascer. 

Pelas cores fantásticas do nascer do sol que se vê da minha janela. Pelas coisas mais pequeninas que este mundo nos oferece e que mostram o cuidado e o Amor com que foi criado.

Por respirar. Por estar viva. Por estar aqui, agora. 


27.10.17

Nem me aturo...!

Tenho andado que nem me aturo...! Sem paciência, sem vontade de estar, sem apetecer responder sempre às mesmas coisas das mesmas pessoas. Nada muda, não há expectativa de que as coisas mudem a nível profissional. Tenta-se enganar, esconder, adiar ao máximo, trabalhar o mínimo.

Prazos a cumprir? O que é isso?

Horários a cumprir? Para quê?

...

Tenho de me agarrar ao meu projecto, ao livro que gostava de escrever. A ver se é desta...

3.7.17

Acabou

Acabou. É natural, teria de acontecer.

A Lisa recebeu ontem e-mail do amigo. Queixas de falta de interesse, de demora na resposta e comentário a links ou fotos que mandava. Queria mais, esperava mais, merecia mais após 10 anos de muita paciência e de escrupuloso cumprimento dos limites definidos no início.

Nunca reclamara, até agora. Até há uns meses.

Insinuações de que devia testar novos limites. De que seria muito bom. De que gostaria muito.

Mas há limites que continuam a ser intransponíveis.  Difíceis de imaginar, causam repulsa.  E isso é difícil de ultrapassar.

Continuo a achar que não se é obrigado a fazer TUDO. Que pode, que é natural que haja limites. Até ao limite do confortável.

E sei que, apesar de alguns limites (pelo menos um deles) difícil de explicar e de aceitar, outros foram passados. Outros que nem todos passam. Diria até que só uma pequena parte passa.

Acabou.

Que se salve a amizade - afinal, o mais importante!

30.10.16

Desencantamento

É esta a palavra que me vem à cabeça agora, a que melhor descreve o meu estado de espírito.

Estou a atingir o limite que 'aguento' num sítio, em termos profissionais. Sem poder fazer o que queria, sem recursos humanos nem financeiros, incompetência, o não assumir de acções e de erros... Não, isto não é mesmo para mim!


29.8.16

And now, the Lady of the Caves!

Afinal ainda é bem pior do que pensava...! Não é só não tem interesse nenhum: é ter parado no tempo, há pelo menos 60 anos! Qualquer coisa que vê é uma vivência ("uma estrada... e ali outra... para onde vão?"ou "Em que estrada estamos? A8? O que é isso? Porque é que puseram números e não chamam só AE do Norte e do Sul? Para onde é que esta vai?"). Placas lidas em voz alta, como se fosse tudo uma descoberta, como se não nunca tivesse ouvido falar em alguns dos mais importantes bairros periféricos da capital.  E a lentidão com que faz tudo... 

A casa. A casa é assustadora! Sobre o lava-louça contei pelo menos 10 embalagens vazias de leite! Uma aberta com lixo lá dentro, que tinha ficado, assim, uma semana (pelo menos). Baldes por todo o lado. O quarto, pior que uma arrecadação. "Desculpa, a casa está assim porque saí à pressa quando me vieram buscar, tinha acabado de me levantar."  Às 5 da tarde! E a mobília, acho que já nem faria as delícias de nenhum antiquário.  

Não tem TV. Não tem frigorífico "porque se avariou e a bem dizer não precisa".   A verdadeira Mulher das Cavernas!

E no meio de tudo isto fala das viagens que fez ao outro lado do mundo, há muitos anos, de como a tratavam bem, dos hotéis de 5 estrelas onde ficava, dos "criados que gratificava".  E sim, para manter o padrão, de como se atrasava às excursões e acabava por não as fazer.

Parou no tempo. Cristalizou. Não vive. Não sei se alguma vez viveu.

26.8.16

Radio silence?

Não quero ser a primeira a dar notícias esta semana, mas estranho tanto tempo sem dizer nada. Não sei o que possa ter feito... Sim, precisamos de 'desmame'. Precisamos de não estar tão dependentes um do outro. Mas nem um 'olá, estás bem?'... 

A semana passou bem estou cansada, e sei que teria sido mais fácil se tivesse dado notícias.

Tentei perceber se teria acontecido alguma coisa mas sem sucesso.

Só queria saber se está bem. 


Gente que não vive

Tenho pena de quem respira sem viver. De quem só respira porque o faz sem pensar, mas não vive.

Estou a pensar num caso em concreto. Nos seus setentas, viajada q.b., foi professora de Inglês no secundário. Não tem TV em casa porque diz que não precisa. Solteirona, viveu muitos anos com uma empregada uns bons anos mais velha do que ela.  Está a leste do que se passa no mundo, não se interessa por nada. Não lê jornais, não lê livros. Cultura geral: zero. Dorme. Nada lhe suscita o mínimo interesse, nem uma actividade, nem um passeio. Dorme. 'Ursa'. Hiberna. Respira porque sim. Não vive. Não sei se alguma vez viveu. Conseguiu cortar relações com toda a família. 

Contam-se pelos dedos de uma mão (e ainda sobram...) as pessoas que se preocupam com ela, que lhe procuram fazer companhia. 

Tenho pena de gente assim, de gente que 'é coisa' por opção.

 

25.8.16

Back to the past

Como estou agora a retomar o bom velho (e demasiado intermitente) hábito de aqui vir deixar um grasnar, resolvi ler posts antigos, pelo menos até nos termos conhecido. Reli os propósitos, as lutas internas, os abrires de alma. E deu-me força para este 'desmame', para perceber o que é mesmo importante, o que quero, o que queremos.

Às vezes ir lá atrás ajuda tanto a andar para a frente pelo caminho correcto...! Que este seja o caso, para o bem de ambos! E que as 'meditações' dele também estejam a dar bons resultados!

Estou cansada. Muito. Mesmo.

É este o inconveniente de ir de férias tão tarde. À minha volta todos foram já ou estão de férias, e acaba sempre por sobrar para quem ainda não foi.

Saí tarde, para não variar, e precisei de ir ver o mar. Apetecia-me chorar; sei que me faria muito bem e que me 'aliviaria' por mais uns dias. Mas estou já naquela fase em que o cansaço acumulado é tanto que nem isso consegui fazer...

O que vale é que amanhã é já sexta!

Missing you...

Tenho saudades, sim. Das conversas, da companhia, de teclar durante o dia a saber como estás. Já sabia que o 'desmame' seria assim...

Estás bem, de férias, em família e com amigos, como gostas. E sabes onde e como me encontrar. Anytime. Quando quiseres.

Também me faz voltar a estar assim sozinha. A 'desintoxicar' de um vício bom. Que as vezes se tornava mau...

23.8.16

Ai ai ai ... (versão ano e meio depois)

Estive quase ano e meio sem escrever nada aqui mas posso começar este post exactamente da mesma maneira que comecei o último. Nada mudou, e no entanto tanto mudou...! 

Sim.

"Estive uns tempos longe daqui. E muito aconteceu.

A Amizade foi-se estreitando, as confissões aprofundando. E o desejo também foi aumentando, muito. E sim, já aconteceu, algumas vezes, com os limites que - surpreendentemente - são os de ambos."

Só que, como ele ainda há uns dias referiu, o desejo tornou-se vício. E como todos os vícios, tem perigos.  Mas é tão bom quando acontece! 



10.2.15

Ai ai ai...

Estive uns tempos longe daqui. E muito aconteceu. 

A Amizade foi-se estreitando, as confissões aprofundando. E o desejo também foi aumentando, muito.  E sim, já aconteceu, algumas vezes, com os limites que - surpreendentemente! - são os de ambos: 'lá', no T1, hoje no T0, a seguir a um almoço ligeiro no sem cabelo.  Nenhum de nós tinha a intenção que houvesse alguma coisa, até porque ontem tínhamos definido novo propósito, ambicioso. Mas depois do almoço um convite para o T0 e a conversa foi correndo, e não foi só a conversa... 

Na semana passada, uma inovação: msg! E não é que nos portámos bem? Ficámos mesmo muito contentes, orgulhosos, confiantes. E hoje...

E por mais que ele diga 'se não falarmos algum dia não há problema', por norma é ele que toma a iniciativa de falar. E aos Domingos é habitual termos converseta à tarde.

Os almoços também têm sido mais frequentes. 4ª, 6ª no R, hoje ali...

Queremos, gostamos, desejamos. Muito. Mas ambos sabemos, dizemos, queremos, que a fortíssima Amizade, a confiança, a abertura sem filtros não seja ofuscada por esta adrenalina, este desejo tão animal. Que é bom, é muito bom! Mas não é, não pode ser, não queremos que seja o mais importante.

Queria não gostar de estar com contigo...Mas é tão difícil não querer!

8.11.14

E assim vamos andando

Bem podemos dizer que temos de nos controlar, mas a vontade de estarmos juntos e de conversarmos é bem mais forte. Quinta não nos vimos (não foi), mas ontem foi café de manhã e um longo café ao final do dia, no Parque. Encontrámo-nos na cidade, no caminho e acabámos por ir a falar ao telemóvel todo o caminho. E depois, mais 2 horas e meia juntos (!). Muita conversa, sobre carros, sobre nós. Muito sobre nós. Muitas confissões, coração aberto de par em par. O que somos um para o outro, o que queremos, o que podemos ter. Vontade de tocar, mas não só. E sim, voltaremos a estar juntos, porque gostamos, porque queremos. 

Disse-lhe que gostava que nos tivéssemos conhecido noutras circunstâncias. Ele também. Apesar de tudo isto, estou feliz por nos termos encontrado, apesar de todas as limitações que temos.  

Uma Amizade que cresce sem fim, dia a dia. 

30.10.14

:-)

E à saída estava à minha espera. :-) Que bela surpresa!
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29.10.14

Ironicamente agri-doce

Nunca acreditei que fosse possível ter uma identificação, uma ligação, uma cumplicidade tão forte, tão profunda com alguém.  E quando encontro alguém que me mostra que isso existe, surgem tantas limitações que nos obrigam em cada dia, em cada momento, a lutar e a tentar resistir. Com todas as nossas forças. 

Mas fico muito feliz por ter encontrado o meu chinês de 80 anos...

É um sentimento agri-doce. Muito, muito doce. Mas também muito agri.

Sinto-me como uma criança diabética numa loja de doces.

Tento entender.  Acho que Ele fez com que nos encontrássemos para que nos ajudássemos um ao outro neste processo difícil, nesta luta diária que já teve e continuará a ter quedas. Mas temos de ser fortes, temos de pensar não no momento mas no que queremos para ambos, no que será melhor para cada um de nós. Pensarmos no que será melhor para o Outro.

Que Ele nos ajude e dê forças!


E hoje pela 1ª vez chorei...

Já não nos vamos voltar a encontrar esta semana (não pode ir amanhã nem sexta). Mas combinámos ir falando por Skype ou mesmo - sugestão dele - por telefone.  Até que a conversa passou para o "se não falarmos um dia não há problema, isto não se pode sobrepor à nossa vida, às nossas agendas". Foi mais para mim ou para ele?  

Tem razão, tem toda a razão!  Temos de ir com calma, ser racionais, evitando fazer asneiras, algo que estrague o que temos. Eu sei que tem toda a razão, mas custa porque gosto, gostamos muito, sabemo-lo. Mas de facto não pode ser viciante; tem de ser uma relação saudável.

O dia também não foi fácil, com stresses do J, stresses para a R, discussões, uma noitada por lá minha e dela.  E a noite tinha sido má, com o estômago a mostrar-se em força.

Precisava de um abraço. Dele.

Ouvi Albinioni.


27.10.14

Outra vez...

Hoje aconteceu de novo. E foi tão, mas tão bom!  É atencioso, cuidadoso, carinhoso... Tudo começou com um vídeo totalmente soft que lhe tinha enviado. A brincadeira desenrolou-se, e a meio da manhã desafiou-me para novo 'almoço'.  

Como seria de esperar, à tarde, foi tudo bem dissecado. Gostámos ambos, muito, mas não queremos banalizar. Não é o mais importante, não queremos que o seja. E sabemos que nada poderá mudar nas nossas vidas com tudo isto. Mas podemos - e certamente iremos - ajudar-nos um ao outro a sermos melhores. 

Falámos do nosso  Amigo. Do quanto nos pode ajudar. O pior é que eu não consigo dizer de forma convicta que não quero voltar a 'almoçar', que estou arrependida.  É demasiado bom, e como ele diz, aproxima-nos ainda mais. Cada vez mais. 

A meio da tarde, enquanto teclávamos, perguntei-lhe a que hora tinha nascido. Perto da minha - e é de estranhar? ;)  Depois, fiz por brincadeira o teste de compatibilidade. Na mouche! 

A fasquia está muito alta. Não sabia que era possível ter uma empatia, um entendimento tão forte com alguém. Não precisamos falar, há uma total sintonia. Mesmo o que nos parece ser mais estranho, mais difícil de explicar, é facil e rapidamente percebido - e sentido - pelo outro.  Não acreditava que isto fosse possível mas aconteceu. Não creio ter a sorte de voltar a sentir isto, de encontrar outra pessoa por quem sinta esta ligação tão forte.

E não, não estou apaixonada nem nada parecido. Racional, pragmática. Tudo perfeitamente claro para mim. Para nós.


24.10.14

Está difícil...

... Muito!

Ontem conheci o escritório dele. Seria uma reunião de trabalho (falamos de trabalho, é verdade), com toques (dele) la pelo meio e eu com vontade mas sabendo que nada poderia acontecer.

Mas à despedida aconteceu. Beijos, mais toques. Um desejo imenso reprimido.
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20.10.14

The day after

Reencontrámo-nos hoje pela 1ª vez depois 'daquilo'. O programa normal: M, café, converseta durante o dia. Foi tudo dissecado, muito. Tentou saber do que mais tinha gostado, do que não tinha gostado. Porque tinha reagido desta ou daquela maneira. O porquê dos meus limites. Tentei saber do que mais tinha gostado, o que poderia melhorar.

Sei que também gostou. Foi de facto muito, muito bom!  

E sim, tenho a certeza que repetiremos. Porque queremos, porque gostámos, porque nos faz sentir bem. Porque sim.

E a T pôs-se de pé...;)

E finalmente, 3 meses e uns dias depois, a T pôs-se de pé! Quando cheguei a casa dos Pais, a Mãe estava ao telefone, emocionada, com a notícia que acabara de receber. Ficámos felizes, com mais confiança. E com a certeza de Alguém está de facto a olhar por nós, pela T. 

17.10.14

Aconteceu

E foi muito, muito bom! 3 voltas ao circuito, como disse? Para mim é record absoluto! :)
Fiquei, ficamos bem mais calmos.
E não pode estragar a Amizade que existe, de maneira nenhuma!

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15.10.14

1 mês depois...

Sim basicamente tudo começou... há apenas 1 mês!  Hoje, enquanto tomávamos café, recordámos 'a nossa história'. Recordações a dois, porque se lembra de tudo, de todos os detalhes, desde o 1º dia. O que dissemos, o que fizemos, onde estávamos. Sintonia perfeita! Gostei de saber que também recordava todos os pormenores 'de nós'.  Falei-lhe do meu chinês de 90 anos...

Confessou que nunca tinha sentido uma ligação tão forte com ninguém. Inexplicável?  E deixou escapar (ou quis eu ouvir?) que lamentava as circunstâcias em que nos tínhamos encontrado.  

Fossem outras e não tenho dúvida de que tudo (ou nada?) seria diferente...!

Almas gémeas? Sim, só pode ser isto!



14.10.14

Orgulho, respeito, cada vez mais!

Hoje a picardia subiu de tom e de condimentou-se qb via Skype.  Ao final do dia, tínhamos ambos reuniões relativamente perto e a acabar à mesma hora. Foi inevitável falarmos em combinar qualquer coisa. 

Como ele disse, estávamos ao rubro, e ambos preparados e cheios de vontade para o que desse e viesse (leia-se tudo o que fosse possível).

Liguei-lhe quando saí e rapidamente concordámos que seria um erro encontrarmo-nos, 'calientes' como estávamos. Acabámos por ficar a conversar mais de meia hora, eu no carro ainda parado, ele no trânsito.  

Dissemos o que ambos sabemos: a vontade é muita, o desejo aperta, mas mais importante do que tudo é o respeito, o que carinho que sentimos um pelo outro, esta vontade de fazer consolidar a Amizade que tão rapidamente cresceu.  

Nenhum de nós quer que o desejo se sobreponha à Amizade. Certamente tropeçaremos, acho que não temos dúvida. E estamos conscientes, quando o fizermos, que terá de ser apenas um adereço, a cereja no topo do bolo que é esta relação já tão forte, tão especial. 

O meu respeito por ele, já tamanho, cresceu ainda mais.  

A naturalidade com que falamos das coisas, com que EU consigo falar de tudo, 'sem espinhas'. As ideias tão alinhadas... É tão fácil conversar, não há discussões, pensamos de forma tão igual!

Que relação é esta, tão única?  (Tenho pensado se não será o meu chinês de 90 anos...)

Orgulho em nós, muito!

13.10.14

A cumplicidade vai crescendo...

Sim, estamos a brincar com o fogo. Mas a cumplicidade vai crescendo, e é por demais evidente. Pensamos da mesma maneira. Há coisas que nunca disse a ninguém que sentia, que aconteciam, e ele sente de igual modo essas mesmas coisas. Entendemo-nos tão bem...!  'Escalpelizámos' o que aconteceu, ao mais ínfimo pormenor. As frases, as respostas, as provocações ficaram gravadas.

Já não passamos o dia sem falar pelo Skype. Várias vezes por dia. Com provocações, piadas, dicas, links. Sempre com beijos e 'querido/a', muitos. Porque é isso que sentimos. No fim-de-semana foi 'à terra' e tirou várias fotos que me mandou à tarde, quando chegou. Mostrou-me imagens de onde trabalha - é gira 'a cova'.  

Já percebi que passa muito tempo sozinho, e isso proporciona as conversas, os cafés ao final do dia. 

Gosto, muito. E sei que é recíproco.  E isso é perigoso, muito, porque neste momento nenhum de nós é de confiança. 

Twin souls?

It's scarry (?) to realise how alike we think! We end each other's sentences, we have so much in common! How can this be possible?
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10.10.14

Hoje passámos o risco

Foi ter comigo depois das aulas. A tarde não tinha sido fácil, achou-me irritadiça e muito telegráfica.
Mao curiosa, no braço, foi-se insinuando. Depois no ombro. Fui parando, atrasando, mas queria muito, muito mesmo. E tocou, brincou. Conversamos muito, das expectativas, dos limites, do que já fizemos e do que estamos dispostos a fazer. De nos, de outros.
E no final, o beijo. E os beijos. Como há vários dias vinha a ameaçar.
Não deixei avançar mais, embora tenha tentado. E depois, timidamente, retribuí o toque, na perna. Mas não deixei que me aproximasse a mao do alvo.
Gostei, muito. E sim, aproximou-nos. Sera apenas para nos sentirmos bem, mais próximos. Sem expectativas. Sem muitos avanços.
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9.10.14

As emoções quê...?

Nada! Tudo na mesma! Ou melhor, há uma diferença: falamos ainda mais abertamente das emoções, dos toques, dos contactos, das reacções, do que pode vir a acontecer, do que seria desejável que não acontecesse. Provocações mais 'directas'. Sim, tem muito a perder e não quer. Sim, sabe os riscos que corre. Sim, eu posso magoar-me e não quer que isso aconteça. Vai tentar não tropeçar e cair mas se acontecer... élas! Basicamente, mostrou-se disponível, caso queira que as descobertas continuem. 

Não fui ao café mas encontrámo-nos na M. Sentámo-nos quase colados. Espera que me sente para sentar bem perto.  Disse de novo que gosta de tocar, muito. Mão na cintura, à despedida agarrou-me a cara com as 2 mãos para o farewell kiss (closer and closer...). 

Tarde de cavaqueira no Skype. Sim, gosta de me provocar e ver como reajo. Gostou quando lhe disse que percebia os toques intencionais, as 'armadilhas' que me pregava. Gosta da forma como reajo. 

O fogo está cada vez mais aceso... Perigo, perigo!


8.10.14

And life goes on...

Como me disse, "as emoções estão a acalmar".  Sim, é isso.  E acho, acredito, quero que consigamos manter as coisas como estavam. Como Amigos, como Bons Amigos.

É estúpido, mas estou orgulhosa de nós, do que conversámos.

O que mais me deixa baralhada, confusa, sem saber o que pensar, é que se me tivessem dito há 3 semanas que hoje aqui estaria, a sentir isto, depois do carrossel de sentimentos, de conversas, de confissões dos últimos dias com alguém que acabara de conhecer eu não teria acreditado.  Eu?  Completamente impossível!

E a verdade é que o fiz, e que aqui estou a escrever isto. Eu, que não gosto de falar de mim - como lhe disse há poucos dias! -, falei abertamente e sem qualquer problema de coisas que nunca tinha contado a ninguém. A ninguém!  Como me disse há 2 ou 3 dias, parece que nos conhecemos "há bué". Mas mesmo assim, não me estou a reconhecer.

É bom? Estou a descobrir uma nova Eu, uma nova faceta que desconhecia. É bom sentir que posso, que consigo confiar. Que finalmente não tenho medo de falar abertamente, que me mostrar, sem medo de ser julgada. E só por isso já valeu a pena conhecê-lo.

E agora não queria perder isto. Acho que nenhum de nós quer.






Coração ao largo

Hoje não pude ir à M e a manha começou atribulada. Às 10 e tal já tinha mensagem dele e fomos falando toda a manha.

Abrimos o coração. Do que gostamos, porque gostamos. Os medos, as angustias. O 'jogo', os riscos. Quem tem mais a perder (ele), quem pode sair mais magoado (eu). Conversa muito franca, muito honesta, muito aberta.

Conversa de quem se gosta, de quem se respeita. De quem preza a Amizade que tao espontaneamente nasceu e tao rapidamente cresceu. De quem a quer manter, acima de tudo.

Porque me fez bem, me faz bem. E creio que a ele também.

Amizade sem provocações.

Fiquei a sentir um carinho ainda maior.
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7.10.14

Ai ai...

Ontem, conversa franca pelo Skype.  Disse-me que por vezes estava retraída, que não sabia do que eu gostava, como gostava de ser tratada. Se gostava de toques ou não. Se preferia ouvir ou falar. Prometemos falar abertamente, sem rodeios, das dúvidas ou receios.  Sendo nós próprios, sem nos "anularmos" para agradar ao outro.

Picou-me, provocou-me. 

Hoje, café como de costume.  Desta vez cá fora, numa mesa ao canto, juntos, pernas a tocarem-se (eu não tinha como "fugir"!). Falei, falei muito. Ele também. Com muito à-vontade. Falámos de expectativas, que não temos.  Disse que se tratava de um flirt.  Falámos dos planos do dia e da hipótese de nos reencontrarmos mais tarde para novo café, pois eu tinha uma reunião no centro da cidade.  Quando nos levantámos, bateu-me na perna, como se fossemos grandes amigos. Novo teste, nova provocação. 

Durante o dia, Skype, claro!  Depois da reunião liguei-me e dei-lhe boleia das compras. Parámos para um café, simpático. Deixei-o perto de casa. 

Muitos beijos no Skype, e os beijos, tão próximos.  Porque é que suspeito que muito em breve vai mesmo acontecer?  E como reagirei?

Gostamos de estar juntos, não há dúvida. 

Embora cada um à sua maneira, acho que estamos ambos sós no meio da multidão...

6.10.14

Trying to read between the lines...

... but it is in a language I am not quite familiar with.
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Are things getting complicated?

Sat next to me. Coffee as usual.

As we were standing up, came to my neck and picked the necklace, the one with the single pearl. Then asked if it was real. And as we kissed good-bye, laid his hand on my side, just below my breast.

And asked me to confirm when I could not attend M...

Gosh, now I am wondering what this is all about.

I don't want any issues, and problems, I am ok now.
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5.10.14

E assim vamos nós (II)...

Começo a ficar sem títulos para estes posts, e as frases vão-se repetindo.  Não sei o que pensar. Estranho a rapidez que com nos vamos aproximando. Tenho medo (racional) e não tenho, gosto, quero continuar (emocional). A velha, a eterna luta em mim entre estas duas dimensões, estes dois "EUs".

Foi para fora no fim-de-semana e eu fui para a praia, sozinha. Fim-de-semana passado a ler e a tirar fotografias.  Calmo, soube muito bem.

Hoje quando cheguei a casa liguei o computador e resolvi entrar no Skype. Estava online, mas está sempre, por isso não me admirei. Nem dois minutos depois, mensagem dele. E durante mais de uma hora assim foi: partilhas, conversa pessoal, muito intimista. 

Falámos de nós, do que estava a acontecer, da rapidez com as coisas evoluíam, da forte empatia que sentíamos um pelo outro. Da confiança que sentimos crescer, do que nos podemos ajudar. De falarmos cada vez mais sobre nós, de haver conversas mais pessoais, de sentirmos que há de parte a parte (à-) vontade para que isso aconteça. De nos queremos conhecer melhor. E smileys de beijos lá pelo meio, vários, meus e dele.  

Sim, penso muito nele. E sei que é mútuo. Para mim, é pacífico. Para ele? Espero que sim! Tem de ser...

E assim vamos nós...

3.10.14

E assim vamos nós...

É incrível como numa semana as coisas podem evoluir tanto! 5 dias, 4 cafés (hoje não pôde ir, mas avisou ontem).  Agora já nos sentamos juntos (por acaso quem o fez 1º fui eu; na 4ª quando cheguei já lá estava, e acabei por ir ter com ele; ontem veio ele ter comigo).

Há sempre motivo para me tocar, seja pondo a mão nas costas, agarrando-me a mão no café, ou ontem apoiando-se no meu ombro para descer a escadaria porque tinha magoado um pé e coxeava. E os beijos, demorados, próximos da boca, cada vez mais.  

Pinta, e já me mostrou fotos de quadros que pintou. Tem umas aguarelas e uns retratos a sépia de que gostei muito, e outros que não me encheram tanto o olho.  Partilhou retratos da família.  Contou projectos que tem, de trabalho, de voluntariado. Coisas que gostaria de fazer. Saídas, desportos. 

E o Skype. Falamos durante o dia, cada vez mais próximos, com conversas mais intimistas. Chama-me "querida", mas isso não consigo fazer. Elogia-me, muito. 

Estarei a exagerar?  A imaginar o que não existe? Isto está a acontecer? Não sei o que pensar, juro que não sei!  Gosto? Sim, claro! E ao contrário do que seria normal, ao contrário do que já aconteceu tantas vezes antes, não quero fugir, não me intimida, sinto-me confortável. 

Deixo-me ir?  Sinceramente, acho que não tenho motivos para parar, e não quero fugir. Parar seria assumir, creio, que algo de errado se passa, ou que imagino que se vá passar. 

Faz-me bem, faz-nos bem. 

E sim, sinto-me muito bem!  Não sei se foi das férias, da promoção, do tratamento para dormir e das "conversas no divã" ou do P.  Provavelmente foi de tudo, mas o P. teve decerto um papel fundamental. Ontem fui almoçar com a J. e até ela acho que eu estava mais confiante, mais animada, que "brilhava"!





29.9.14

Não sei mesmo o que pensar...

Regressou hoje da semana 'sabática'. Animado, gostou muito. E trouxe-me uma prenda, uma '10'! Fiquei admirada, muito!  E muitos toques, muito à-vontade: braços, mãos, costas. Contou-me de um projecto que tem em mãos, muito interessante e muito relevante. E a conversa durou quase 45 m. Durante a tarde, algumas trocas de mensagens no FB. 

O que é isto? O que devo pensar? Como devo agir? Não quero confusões, para nenhum de nós. Só queria saber o que, para ele, isto é.

E já não sei quem estará mais carente...

26.9.14

I wish you were here...

Hoje tive saudades. Dia com reuniões (e direito a um grande elogio público, e logo à frente de quem interessava! ), almoço de despedida do R, notícias de mudanças, e-mails e pedidos de contacto a chegar e sem tempo para responder a um único!  No final ,discussão (a 1ª nas novas funções) com J.
 
Detesto a ideia de que 'cheguei, o que foi feito antes de mim estava mal, vamos mudar'.  Há sempre coisas a melhorar, claro!, e há sempre um cunho pessoal que é dado na forma de gerir e de interagir.  Mas isto não pode significar o rasgar de compromissos anteriores, o mudar só porque tem de se fazer diferente, sem um motivo, sem um objectivo, sem ponderação.  Fazê-lo é sinal de fraqueza, de falta de rumo, de falta de ponderação, de mente errática. 
 
J provou hoje que o é (como se dúvidas houvesse!). O que não se faz para se manter um cargo...!
 
E sim, tive saudades, tenho saudades. Imagino que o gémeo regresse amanhã.
 
Hoje só queria um toque, um abraço.
 
 

23.9.14

Mas o que é isto...?

Estou doida? Estou a passar-me?  Mas o que é que quero? Então estou a ficar com saudades do que não tenho, do que não existe, do que nunca tive nem nunca existirá?  Saudades de nada?  Can't help thinking about you, somewhere far away...

22.9.14

O cerco não me intimida...

É engraçado: normalmente o 'cerco' intimida-me, faz-me querer fugir, sinto-me invadida. Desta vez isso não está a acontecer; gosto da atenção, do interesse, do querer estar por perto.  E imagino conversas, muitas.
 
Será perigoso? Espero que não, que o bom-senso impere sempre.  Só pode!
 
 

20.9.14

Ai ai...

Não consigo evitar pensar nele; imagino já conversas, partilhas, confissões... Estarei assim tão carente, tão só que basta darem-me um pouco de atenção para ficar assim?  Mas é mútuo, disso não tenho dúvida. E gosto, do que vamos descobrindo, das parecenças, das coincidências, de tanta coisa em que concordamos ou pensamos da mesma maneira.  

Gostava de fazer fast forward para daqui a umas semanas e ver o que acontece. Não quero estragar isto, não quero que desapareça, faz-me bem. Ajuda-me. Também o ajudarei?


19.9.14

Hoje ... :-)

Hoje chegou cedo, antes de mim, e estava a mexer no porta-bagagens a fazer tempo. Quando cheguei, cumprimentámo-nos e subimos juntos. Lá dentro, ficámos lado a lado.  À saída, claro que a conversa pegou e convidou-me para tomar café. A conversa flui, é muito agradável, não há tempos mortos.  

Na próxima semana estará fora. Disse que quando voltasse daria notícias, contaria as novidades. 

É confusão minha ou os beijos na cara são mais 'próximos' e demorados?  Mão nas costas, mão no braço quando se despediu...  Nada de mal, muito respeito. 

Não sei o que pensar...

18.9.14

Quem diria...?

Cruzámo-nos pela 1ª vez no início de Julho, acho. Quando comecei a ir à M às 8 da manhã. Durante umas semanas não falámos, mas íamos reparando um no outro (certamente como reparávamos noutras pessoas). Entretanto, começámos a sorrir. No início de Agosto pela 1ª vez dissemos um 'até amanhã' junto aos carros, nada mais. Numa sexta, respondeu ao meu 'até amanhã' com um 'agora só em Setembro que vou de férias'.

Esta semana perguntámos pelas férias um do outro, e a partir daí a conversa tem fluído. Ontem despedimo-nos com um beijo e perguntou-me o nome. Hoje trocámos contactos, estamos ligados no Linkedin, já me contou muito da família (eu não, como de costume...), do que faz, dos projectos, dos hobbies.  E faz anos no mesmo dia que eu (ele ainda não sabe...)!

O que é isto? Gosto, sinto-me bem, gosto da atenção, do carinho, da expectativa do encontro e da manhã que se segue. E acredito que ele também. Mas... não me posso esquecer de manter os pés na terra!

Aguardem os próximos episódios...;)

Que semana...!

Voltei esta semana de férias com mixed feelings em relação ao trabalho. Foi oficializada durante as férias a promoção, e a do J também. E eu estava com muito medo, pela relação complicada e de muitas discussões que desde há muito temos. E ficar com a R e a M a reportar a mim... Contente com a promoção, assustada com o desafio, com o trabalho que chega e com a gritante falta de recursos. E ter de reportar ao J revirava-me o estômago!

A verdade é que a 1ª semana correu muito melhor do que esperava. É simples: J e eu precisamos um do outro, e temos forçosamente de nos entender para as coisas resultarem. Engolindo sapos, elefantes ou o que seja, as coisas têm de funcionar entre nós, com respeito, diplomacia, profissionalismo. E ele está a surpreendenr-me pela maturidade que apresenta, pelas ideias, pela vontade de, paulatinamente, ir mudando as coisas como pretende sem entrar em choque com ninguém.

Mas vamos com calma, muita, porque a qualquer momento tudo pode descambar...

E 2ª volta R...

Aos poucos...

Passo a passo (ou melhor, passinho a passinho), os sinais de uma possível recuperação são cada vez mais visíveis. Não sabemos até onde poderá ir mas temos a certeza que será um processo lento. Com pequenos avanços e recuos, com dias em que fica difícil acreditar e outros em que (quase) tudo parece possível.

Há que ter fé, muita!, há que continuar a acreditar que, lá do alto, Ele não se esquece da T.

E rezar...


27.8.14

Dias non stop...

Agosto é um mês calmo? So they say, mas não tenho sentido. Mas gosto de dias cheios de acção, a mexer em muita coisa ao mesmo tempo. Gosto de ir 'fechando' gavetas enquanto outras se abrem. Gosto de ver resultados, de ver projectos a correr bem. Gosto de sentir que o que faço é de algum modo relevante para o bom funcionamento da 'engrenagem'. Gosto de sentir reconhecimento pelo que faço, gosto de falar com pessoas muito diferentes, de sentir que contribuí para lhes facilitar o dia.

Gosto de dias assim.

Mas agora queria mesmo era ir de férias...

18.8.14

Her body is a cage...

Continuo com fé, com esperança na recuperação. Só posso ter fé, muita! Porque os sinais de que Ele existe também têm sido muitos.
Dói muito ver a T assim, imóvel, com poucas reacções. Evito chorar quando estou com ela, mas sei que já fui várias vezes 'apanhada' em flagrante. 
Mas o que dói mais, é tentar imaginar o que estará a sofrer, presa no seu corpo, comunicando connosco apenas com o olhar, agora vivo e forte, penetrante, e apertando as mãos nas nossas.  Só assim.
Este fim-de-semana ficámos algum tempo apenas as duas. Chorei, rezei, apertei-lhe a mão. Várias vezes olhámo-nos, olhos nos olhos, por algum tempo, eu a tentar por tudo não começar a chorar. Por fim, um soluço, um encolher, sinais de que estava a conter o choro. E fechava os olhos, felizmente não vendo que eu chorava. 
Hoje terá sido um dia bom, que até supreendeu quem dela tratava.
T, és forte, muito, já o demonstraste... 
Luta, não desistas!

12.8.14

'Wish you were here...'

Hoje foi um 'daqueles' dias... ou melhor, a tarde não foi fácil.  Tentaram passar-me um atestado de estupidez (uma velha discussão de trabalho, do outro lado com argumentos cada vez mais fracos), jantar com L e provavelmente a mais consumidora de energia P (tudo gira à volta dela, ninguém mais fala, sempre opina com os seus hiper-brilhantes, ricos e fantásticos amigos). É terça e já estou cansada.

E estás de férias. Ao sol. Wish you were here, holding me tight. Embora saiba que não o farias, nunca o farás, nunca teremos uma relação assim. Já achei que as coisas podiam ser diferentes, mas há muito percebi que isso nunca aconteceria. Na verdade, não sei se queria que as coisas fossem diferentes; acho que estaríamos sempre de pé atrás, desconfiados um do outro. E isso para mim não serve, não chega. 

Mas hoje só queria um abraço, nada mais.

Às vezes acho que seria mais fácil recebê-lo de um estranho... 

31.7.14

Sobre a (não) bondade do voluntariado...

Estou a ouvir uma entrevista de Gonçalo Cadilhe na RTP1 e pela 1º vez, referindo-se à cultura indiana, ouço alguém partilhar a minha ideia sobre a (não) bondade do voluntariado (do serviço de missão, diria eu).

Sou católica, praticante. Mas isto de irmos mundo fora converter quem não vive na mesma dimensão religiosa que nós sempre me fez alguma confusão.  

Aceito, respeito as diferentes religiões e quem as vive (excepto as radicais que se alimentam de violência sem olhar a meios nem a quem). São distintos caminhos para, no fundo, cada um de nós chegar ao mesmo objectivo, a Deus, ser feliz, ter uma concepção da vida e da morte que lhe traga calma, paz, felicidade. Cada um tem direito a fazer as suas escolhas, a escolher o caminho que quer percorrer, e de que forma o que quer fazer.  

Eu escolhi um caminho que, creio, me leva a Deus. Mas não significa que seja o melhor. Este é o meu, mas desde que cada um seja feliz e se sinta bem com as escolhas que faz, porquê obrigá-lo a seguir o meu caminho só porque eu acredito que é o melhor... para mim?


28.7.14

Não gosto da expressão ...

... nunca gostei, mas a verdade é que "emprenhar pelos ouvidos" diz tudo! Há gente assim, que não pensa por si, que se limita a papaguear o que vai ouvindo, sem filtrar, sem ver se faz sentido ou não. Não tenho paciência, não consigo respeitar quem assim se comporta.

23.7.14

It's one of those days, again...

... when loneliness falls upon me...

Não fiz nada de que me arrependa. Fiz por que aprovassem uma ideia que há muito defendo, e em que há muito acredito. Não esperava é que os resultados fossem tao rápidos...
A reacção foi péssima. Faltou uma preparação prévia? Talvez, sim. Talvez este seja o único ponto que não correu bem.
Mas a verdade é que os maus (digo eu...) hábitos já se expandiram. E quanto menos fizerem, melhor (sim, que converseta e brincadeira estão acima de tudo!).
Tenho fé no novo...

E preciso de um ombro... Mas a verdade é que parece ser esta a vontade Dele, e portanto só tenho de pedir ajuda para entender e aceitar isto.

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22.7.14

I'm back!

Tive saudades de aqui vir escrever, de contar o que me vai na alma. E como preciso...!
Pelo meio, muita coisa aconteceu e pouco ou nada mudou. 
Mais uma desilusão, mais uma esperança vã.  Quis crer que podia ser 'ele', mas na verdade sei que não é nem nunca será. Não seria bom para mim, não seria bom para nenhum de nós. Quis confiar, quis que fosse um apoio.
Houve uma altura em que acho que houve interesse. Por timidez de ambos (?), por não querermos misturar as coisas, não avançámos. Hoje creio que foi o melhor...
E o resto, o que experimentámos.  Sem dúvida um erro. Ou 2, tantas as vezes que aconteceu. (3?) Mas que souberam bem.  Com as tais regras a que não há forma de me habituar (já Palopman seguia uma, a mais difícil...). Mas também não quero. Gosto, é bom, mas não quero pensar que é um erro, que só servimos para isto.
Mereço mais, mereço muito mais!  Prefiro estar só a ser isto, assim. 
Gostava de ter um ombro. De ser um ombro. De ser a outra metade. 
Já não acredito. Não vou ter o meu velho chinês de 80 anos... Não vou ser a velha chinesa de 80 anos de ninguém.

21.2.12

Agora

Fecho os olhos e ouço o rio a deslizar para a foz. A noite cai lentamente sobre a cidade e acendem-se as primeiras luzes.
Penso no que tenho, no que sou. Esta difícil esquecer o Sub, continuo furiosa com o que fez, com a falta de respeito que teve (ou melhor, com as!). Preferia cortar todos os laços, mas a 'amiga' vai-mo lembrando... Não sei o que sabe, o que ele lhe terá contado. Coisa boa não foi de certeza...
Vou voltar a fechar os olhos e a ouvir a agua deste rio que acalma, enche a alma...
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20.6.11

E agora, seja o que Deus quiser...

Mandei o e-mail. Precisava de dizer o que há tanto me andava a consumir, precisava de dizer o que sentia, o quanto me tinha desiludido. Só para sentir (esperava!) algum alívio, para não guardar isto só para mim.
Foi um texto muito pensado, muito cortado, muito mudado. Que começou a ser escrito sexta-feira à tarde junto ao mar, em Carcavelos. Com algumas lágrimas pelo meio, claro!, com muito reviver de momentos bons e menos bons. Vieram-me à memória alguns dos instantes em que tive dúvidas, em que estranhei reacções ou evasivas.
Porque é que não quis ver? Porque é que me quis iludir? Era óbvio, era tão claro! Histórias mal contadas, desculpas esfarrapadas... E eu 'engoli' tudo isso, mostrei-me, dei tanto de mim...
É só mais uma desilusão, nada mais. Não foi a 1ª; não será certamente a última.
Mas está de férias, começou hoje. Que pontaria a minha! Só não queria ser gozada, não queria que o e-mail fosse lido por outras pessoas. Vou ser alvo de chacota, era só o que me faltava!
Enviada do dispositivo sem fios BlackBerry®

16.5.11

Queria que fosse ao contrário...

Lembro-me muitas vezes de o ME ter dito que eu era como uma caixa de Quality Street (duvido que ele se lembre disso!). E apesar de o ter feito já há muitos anos (quase 20!), uso essa frase, essa imagem para descrever um estado de espírito muito particular. Normalmente pela negativa, quando estou farta de ser essa caixa de chocolates e quero, preciso eu que se lembrem de mim.
Hoje é um desses dias. Ultimamente tem sido uma fase dessas. Por mais que disfarce, ou que o tente fazer, o humor tem andado pior que mau, sem paciência para nada nem ninguém, muito crítica. O aproximar dos anos, o Sub e a ausência dele, tudo isso me magoa, me está a dar a volta à cabeça, me faz sentir muito sozinha.
Ei, estou aqui, olhem para mim, ouçam-me, ajudem-me.
(Não está a ser fácil, e nem Ele, nem o mar nem o reiki me têm valido como precisava... mea culpa, mea culpa).

3.3.11

Password mudada!

95% hopeless já não era suficiente, infelizmente...:( Estou triste, desapontada, por ter pensado que desta vez poderia ter sido diferente. Não foi, não o quis, lamento... Que seja(m) feliz(es).

2.3.11

Se dúvidas ainda houvesse...

... hoje ficaram desfeitas. Encontrei-os juntos, de carro, num semáforo. buzinei e fiz adeus. Alguém (que não só eu) ficou muito atrapalhado, e mal falou...
 
Seria o normal "só dar boleia"?  Mas quero continuar a enganar-me????  E o "temos de combinar um café para me contares da viagem" vai ficar para o dia de S. Nunca à tarde!
 
Engraçado... só pensei no 'Grandalhão', em contar-lhe.  A contar a alguém o que tinha acontecido, como me sentia, seria a ele. Por também ter partilhado tanto sobre a homónima, sobre a nova? Achei piada.
 
Fiquei triste. Depois do aconteceu no verão, achei que merecia mais. Uma explicação (mas há muitos meses; agora, se vier, já vem tarde). E lamento ter ficado a gostar ainda mais dele...
 
Como será daqui para a frente?  Entre o continuar tudo como até agora ou o desligar, acho que vai ser mesmo o desligar. Por mais que custe. Não vou ter a iniciativa para falar, claro. E tenho vontade de desligar mesmo; preciso de o fazer...

20.2.11

Simplesmente surreal...!

Há muito que não vinha aqui mas agora impõe-se. Nem cá vi falar das minhas férias asiáticas, da desilusão de ter sido (mais uma vez) "trocada", do almoço do '"belga" para pedir desculpas, enfim...
 
Impõe-se vir aqui por outro motivo. Julgo que chamar-lhe pesadelo, dizer que é surreal são eufemismos, conversa de crianças.
 
Na sexta fui almoçar com S. Há algum tempo que não falávamos "live" e tinha percebido, por 2 minutos de conversa quando voltei das férias, que algo de muito grave se passava e que precisava de falar.
 
Não, não são doenças dos filhos. Nem os problemas no trabalho (embora aquilo lá vá de mal a pior...).
 
É mais uma vez... sibling!  Mas agora ultrapassou todos os limites do imaginável, do razoável! Já num "point of no return", e sem que ninguém suspeitasse, sem que tivesse alguma vez dito qualquer coisa ou tido um comportamento que o indiciasse, foi anunciado à família, que vai... mudar de sexo!  Nem quero imaginar! Que abalo! É uma vida que se apaga e muitas outras entraram num verdadeiro tumulto, numa revolução sem fim!  E com fortíssimos impactos negativos, a todos os níveis, para todos!
 
Se eu não consigo deixar de pensar nisto, como estará a família?  Se S. pudesse fugir daqui... 

30.11.10

Ultrapassada, outra vez...

Mais uma confirmação daquilo de que já suspeitava: está com outra, desta vez com a indiana. A ausência, o silêncio das últimas semanas, o gaguejar quando me ligou na sexta-feira passada e propus que tomássemos um café para me contar as novidades, e agora um mail de uma antiga colega que me disse que tinha estado com eles... Sempre soube que gostava dela, mas quis iludir-me.
É que desta vez achei que podia ser diferente, que as coisas podiam resultar. E comecei mesmo a gostar dele, de muitas coisas dele, da atenção, do cuidado.
Já percebi que gosta mesmo de ser o mais velho lá de casa (mas 14 anos de diferença, ou lá o que é?!).
Só quero ter força para não ligar, para não ir atrás. Não quero servir só para passar o tempo, acho que mereço (bem) mais!
Quero resistir! Quero ter forças para o fazer!
E posso chorar sozinha, muito, mas que fique só para mim...
  

1.11.10

Dia difïcil...

Ha dias em que a solidao bate mais forte (pegando nas palavras ha poucos dias recebidas do 'reaparecido'. E hoje e um desses dias... Queria so um Ola teu, ja que nao posso ter o abraco de que tanto precisva.

28.9.10

Certezas...

...ou a desilusão da certeza. Será? Eu já sabia...
 
Não sei nem nunca serei "a tal". Dá jeito estar por perto porque faço companhia quando precisa, sou boa ouvinte. 
 
Mas começo a fartar-me. Porque também gostava que perguntasse, que se interessasse por saber como tinha sido de facto o meu dia (hoje nem perguntou, e não nos víamos há uma semana!).  E quando o faz, "pega" a pergunta com um "o meu foi...", e lá começa o arrazoado. Sei que a empresa atravessa uma fase muito complicada. Sem futuro. MAs há tantos mistérios, tantas coisas que não conta, que esconde, que não comenta.
 
Não quis ver, preferi enganar-me com "rebuçados" que me ía deitando. E dei tanto de mim, mostrei-me tanto (em todos os sentidos!). Mais uma vez...
 

15.9.10

In 'malmequer' mood...

Mal-me-quer, Bem-me-quer, Mal-me-quer, Bem-me-quer, ... é este o espírito. :(

A primeira chuva da época

À hora de almoço dei o 1º passeio à chuva (chuvinha, era suave...) da época.  Deveria ter sido mais forte: temo que não tenha sido suficiente para 'limpar' as ideias; estão tão turvas hoje!
 

Só cansaço?

Não sei se é do cansaço, mas estou tão dividida e cheia de dúvidas...!  Ontem fomos às compras, ao final do dia. Algum stress com horas mas finalmente comprei-lhe o relógio que tinha partido. Acabámos por jantar lá em casa, eu com várias coisas fora de validade (ou não em condições...). Foi confusão minha ou não quando falei em fim-de-semana (como estaria o tempo ou um programa qualquer) ficou atrapalhado e não disse nada? Vai mesmo à viagem e Espanha e ainda não me disse... com medo que também queira ir? COnhece-me tão mal...! Fico triste...

14.9.10

Noite de surpresas....

A noite de ontem acabou por ter um desfecho surpreendente.  Enquanto queimava calorias no ginásio, ligou-me 2 vezes. Com um pretexto que era apenas isso: um pretexto apra falarmos e para combinarmos qualquer coisa. Acabei com aceder ir jantar a casa dele. Seria algo simples, e eu teria tempo para ir a casa tomar um duche rápido. Quando cheguei, velas, vinho e ele de calções, à vontade.  
O "Serras de Azeitão" estava tão bom que acabámos por beber mais de metade da garrafa, e só demos por isso quando nos levantámos. O jantar foi muito bom (a pizza estava óptima!), e depois do café sentámos um pouco (eu tinha de 'acalmar' os vapores etílicos antes de pegar no carro...).
Não tardou muito que pusesse umas almofadas no chão e 'ensaiámos' movimentos básicos de reiki. Pediu depois uma massagem nas costas, e se começou 'séria', pouco depois as minhas mãos passeavam-lhe já pela cabeça, pelo peito, pela cara.
O resto, bom, não vale a pena entrar por aí. ;) Foi muito, muito bom. Muito calmo, muitas novidades. Posições e a porta de trás. :)  E beijámos-nos, pela 1ª vez. Ao de leve, mas beijámo-nos. Algumas vezes.
Insistiu para que ficasse lá a passar a noite. Apetecia-me, mas não podia... Depois daquela noite, gostava de ter adormecido abraçada a ele. E à saída, acho que queria um beijo mas eu, atrapalhada embora o quisesse muito, acabei por lhe dar 2 beijos. Raios, porquê?
Hoje estou nas nuvens. Custa-me a acreditar que aconteceu, que está a acontecer.
Mas o quê? Não sei o que quero, nem sei bem o que sinto. Mas é bom...;)

13.9.10

Coisas novas...

Ontem tive a minha iniciação no Reiki. Tinha curiosidade, muita. Acredito nas transferências de energia (já 'senti', já pude comprovar isso). Que pode ser benéfico.  Tenho de encontrar equilíbrio entre isso e a religião (não tem nada a ver, mas as invocações...).
E sinto-me mais próxima dele...

25.8.10

Dia bom, ontem... :)

Na véspera tinha tido um dia chato... como o tempo, um dia cinzentão e com chuva 'molha-tolos' em pleno Verão!
 
Ontem, começou com uma troca de mails com o '1º' para almoçarmos. Almoço longo, muito agradável. Veio aqui ter comigo, o que foi bom. E ofereceu-me o almoço. ;)
 
À tarde, mensagem do Sub para ir ter com ele e a prole junto ao rio. Acabei por ir jantar a casa dele (passei entretanto por casa para levar o que tinha tirado para o meu jantar - salsichas frescas - e levei uma garrafa de vinho que tínhamos aberto uns dias antes e fruta). Foi muito bom. Levei livros aos filhos, li-lhes (contei) o início da história do dele e depos de se deitarem, ficámos à conversa. Só o luar e uma vela... (lua cheia de Agosto, bonita!).  Resolveu então ir buscar um licor e sentámos-nos no sofá. A falar do que tinha acontecido, do 'potencial' de vários recantos do 'refúgio'. Do que poderemos fazer...
 
Hummmm, as perspectivas são muito interessantes...;)
 
 
 
 

23.8.10

Lembro-me de ti...

Vêm-me à memória flashs da noite de sábado. Vivos, muito intensos. Foi bom termos partilhado esta fantasia e, acima de tudo, termos conseguido concretizá-la.  Estava a ouvir "Guaranteed", de Eddie Vebber, e associei-a a ti. E lembrei-me que (ainda) não temos uma música, a "nossa" música... Algum dia teremos?

22.8.10

:)

Foi tão, mas tão bom...!  A lua quase cheira, uma temperatura excelente (antes levantaram-se algum vento). E assim estivemos, juntos, no terraço. Indiferentes ao que outros pudessem ver ou dizer.  Muita coisa experimentada (eu). E continuou, noite dentro, já no quarto. 3 horitas mais tarde, acordámos e continuámos a descoberta. Muita 'brincadeira'. Eu, 'tarada'? Tudo com calma, e agora que sei que gosta que o fazer para mim, deixo. E gosto. Do que sinto, da atenção. Porque é bom, porque é muito gentil e atencioso.
Não percebo como lhe pode ter acontecido aquilo que me contou.  Como é possível não gostar? Da forma como faz, do que faz?
Só espero que não tenha ficado com uma imagem (muito) negativa de mim. Porque eu estava claramente a gostar...!

20.8.10

É como me sinto hoje...

http://www.youtube.com/watch?v=kPwOMoRG5HA
 
 
"Dá-me um abraço"

(Miguel Gameiro, "Entretanto...")


 

Dá-me um abraço que seja forte

E me conforte a cada canto

Não digas nada que o nada é tanto

E eu não me importo

Dá-me um abraço fica por perto

Neste aperto tão pouco espaço

Não quero mais nada, só o silêncio

Do teu abraço

Já me perdi sem rumo certo

Já me venci pelo cansaço

E estando longe, estive tão perto

Do teu abraço

Dá-me um abraço que me desperte

E me aperte sem me apertar

Que eu já estou perto abre os teus braços

Quando eu chegar

É nesse abraço que eu descanso

Esse espaço que me sossega

E quando possas dá-me outro abraço

Só um não chega

16.8.10

Um desafio... surpresa mútua?

Como ontem sobrou jantar, propus-lhe hoje, meio a sério, meio a brincar, que fosse almoçar lá a casa. Para me ajudar a acabar a comida. Fiquei surpreendida com a fácil aceitação. Dei-lhe boleia e tudo!  Foi agradável, calmo, soube bem. Conversa banal. Com um telefonema misterioso que recebeu, rápido mas que o deixou 'abalado'. Não comentou, e claro que não perguntei... Quando o deixei, ficou um quarteirão antes. Estas logísticas é que são complicadas... É curioso. Não estamos a fazer nada de mal, mas porque é que a cusquice alheia nos obriga a estas manobras de diversão?

A semana começou 'coxa' :)

Ontem à saída da praia, mandei-lhe uma mensagem para que jantássemos. Foi lá em casa, já tarde, e claro que a conversa 'pegou'. O pior é que a semana ainda está no início! Mas de facto, como há pouco falámos por msn, é tão bom perdermo-nos no tempo à conversa com amigos...! É um luxo, cada vez mais!
Desta vez falou do passado, das relações complicadas. Ups, passou por muito, e durante muito tempo. Coisas que moem, coisas que marcam (quase sempre de forma indelével).
Estamos próximos. Gostamos de estar juntos. E se há alturas em que gostava que houvesse algo mais, outras há em que fico tão feliz por termos esta relação assim calma, de partilha, sem mais nada... (Atenção: gostei muito, muito, muito do que houve na outra noite!).

13.8.10

Não posso continuar asism...

Vai, não vai, lá estou eu ás voltas com fotos dele que tenho aqui. E vêem-me à memória boas lembranças, imagino tanta coisa...! Não posso continuar assim; isto não é de todo saudável!
Agora deu-me para voltar aos Deacon Blue e ao seu 'When Will You...'. Seja o telefone a tocar ou a msn a alaranjar, queria notícias tuas!
Queria perceber o que ele quer, e não sei se estou a dar os sinais que queria. E, mesmo que esteja, estarão a ser bem lidos?
Não consigo estar até final do dia sem ter notícias. Não queria ser eu a dar, mas se calhar vai mesmo ter de ser...
Se eu percebesse o que está a acontecer...!
Do meu lado, acho que sei: feliz ou infelizmente, há muita coisa nele de que gosto, que corresponde ao que eu procurava. Quer fisicamente, quer na maneira de ser. Se não fossem os 'antecedentes', pensaria da mesma forma?
Imagino-me abraçada, protegida, e tenho saudades, muitas.  

'Ressacating' ?

Será possível a ressaca da última conversa estar a ser pior do que a do última noite no 'refúgio' (que nem existiu)?

12.8.10

Acho que estou mesmo...

... a apaixonar-me.

A caixa de Pandora

Como é possível que com tanta facilidade se tenha aberto a 'caixa de Pandora', como lhe chamou? Falei tanto, contei tanto, coisas que só tinha contado a mim mesma, muitas e muitas vezes. Do 1º namorado e a razão de acabar. Do TB e de todas as perguntas que ficaram sem resposta. Do que tinha feito, 'sem ser só com as mãos'. Dos medos, das inseguranças. Das dúvidas em que alguma vez encontre o tal (enquanto secretamente não deixo de pensar que gostaria que fosse ele...).  Da pouca frequência com que no passado isto tinha acontecido. Justifiquei com o 'peso' da ressaca (o que não deixa de ser em parte verdade).
 
Disse-lhe que tinha inventado muito quando lhe toquei. Ficou admirado, muito, porque disse que tinha gostado muito. Fiquei contente, claro! :)
 
Falou com alguma insistência nos comentários sobre os almoços com colegas, boleias. Sei a quem sem refere, claro, é fácil de perceber. Não, não existe nada, só amizade, quero crer (mas não como a nossa, espero!).
 
Mais uma noitada, as 4 horas de saída da praxe.  Mas soube bem, como sempre.

10.8.10

Não, não o vou fazer...

Apetece-me dizer bom dia, saber como está mas não o vou fazer... Também tem de ver se sente a minha falta. Na semana passada aconteceu isto: falámos 2ª de manhã (eu tive a iniciativa), não quis ser eu de novo a falar 3ª e deu sinal de vida na 4ª logo de manhã.  Não devia estar a contabilizar isto, mas não quero estar a pressionar, a insistir, sempre eu a preocupar-me.
É isto que não compreendo, que estranho, de que não gosto. Porque é que tem de ser assim (e tem mesmo)?

Não são contas de cabeça, são só revisões...

Não estou arrependida porque gostei. E muito! Aliás, acho que gostámos os 2. Acho só que falta conversarmos, percebermos o que aconteceu e o que que queremos que aconteça. Acredito que seja prematuro falar no que sentimos. No caso dele, presumo que esteja 'escaldado' e queira evitar uma nova relação, pelo menos para já. Eu também não sei se é isso que quero, porque sei que isso significaria comprar uma enorme guerra com a família.
Será que esta não é, afinal, a solução que agrada a ambos? A mais confortável, aquela em que temos o melhor dos 2 mundos? Prazer sem compromisso?
Só que me sabe a pouco, gostava de sentir mais, que estivéssemos mais próximos. Mantendo o espaço que para ambos é fundamental, mas em que houvesse uma partilha mais diária.
E esta é mais uma das tais coisas que terei de decidir por mim, só e apenas por mim. Como tantas outras. Como quase tudo. Como tudo o que é importante para mim em termos pessoais.
Afinal, será que tenho amigos? (Não, isto não é uma queixa. É apenas uma constatação de que há muitas áreas da minha vida que não partilho, que são só minhas. Nem com as pessoas que em teorias estariam mais próximas de mim).
É assim... Sou assim, para o bem e para o mal...

9.8.10

Aconteceu (bom, quase...)!

Que andávamos a brincar com o fogo já sabíamos. E desta vez aconteceu! Bom, quase tudo, e foi muito, muito bom!
 
Um copo junto ao rio e depois, literalmente moeda ao ar. Ganhou o 'refúgio' e não tardou que estivessemos a caminho. Lá, já mais confortáveis, uma sessão de massagens ao ar livre (tive direito a 2, fantásticas!). A 2ª claramente de 'preparação' para o que viria... E sem álcool nem tabaco.
 
Começou tudo calmamente, muito calmamente, com muitas carícias. Que finalmente entraram por 'zonas proibidas'. Primeiro não directamente, mas em que me pedia para 'abrir caminho'.  Quando chegou a vez dele, hesitámos (mais ele?) e por fim levou-me lá. Com muito respeito, muita calma, muito devagar. Tudo muito saboreado. O bom foi que o prazer foi partilhado, gozámos ambos (eu perdi a conta!).
 
Desta vez não fiquei a fazer contas de cabeça. Porque foi sentido pelos dois. Já não houve aquilo de 'é para ti, é a tua fantasia, é para teu prazer'. Não, tem de ser para ambos (só assim vale a pena!). E depois dormimos, finalmente dormi.
 
Ontem de manhã, junto ao mar, pensei nele, no que tinha acontecido. Fica pelo físico, é isso que queremos? E em que moldes? Há que falar, sem dúvida.
 
Mas do que não tenho dúvidas é que foi muito, muito bom... :)

6.8.10

A velha questão voltou à baila...

- "Divorciado? Mas tens algum interesse nele?  Queres mesmo dar esperanças?"
Há alturas em que as "ideias pré-históricas" dos meus pais me irritam MESMO!
Se pensam que vou incluir na lista de critérios para escolha dos amigos o serem ou não divorciados, enganam-se redondamente! Até porque, como sempre disse, acho que os divorciados têm o mérito de assumir as suas relações. Ou será que preferem os solteiros que já viveram juntos várias vezes e que nunca quiseram assumir, perante si e os outros, os seus (des)amores?  Mas estes sempre têm o BI "imaculado"...
Não, não me vou dar com as pessoas pelo facto de serem ou não divorciadas. Isso para mim é apenas relevante na medida em que todo o seu passado os tornou na pessoa que são hoje, deu bagagem, experiência de vida. Pela mesma ordem de ideias poderiam não querer falar comigo só porque não o sou, ou porque nunca me conheceram ninguém.  
Gosto do Sub pelo que é, pela forma de pensar (e sim, reconheço que há alguma atracção...). Se vai dar alguma coisa, não sei. Primeiro, não sei se queremos (sim, porque o que quer que aconteça, e sobre isto já falámos!, terá obviamente de ser decidido a 2). Depois, se as coisas resultariam.
E se o facto de haver alguma coisa puser em risco esta relação que considero especial que temos, prefiro deixar tudo como está!

3.8.10

E bastou um pormenor para fazer toda a diferença...

Fui passar o fim-de-semana ao meu 'refúgio' e desafiei-o a ir também e a ficar lá. Pareceu estranhar, mas eu estava confiante de que nada se passaria. Novo serão no terraço, acompanhados por cigarros e um vinho branco. Mais uma vez a conversa recaiu no Reiki e em tudo aquilo que acredita. E na forma como complementa a religião católica. O serão acabou cedo, e desta vez, apesar de a conversa ter fluido bem, tive a sensação que nunca teríamos mais do que aquilo. O que não seria mau.
Quando estávamos a acabar a conversa, algo estranho aconteceu: falávamos em sinais, em formas de sentir a energia, as divindades que ali estavam connosco, e no meio de uma noite calmíssima, uma rabanada de vento fez levantar a manta em que estávamos sentados. No preciso momento em que falávamos desses sinais que eram enviados para que os sentíssemos... Não foi coincidência; só posso mesmo acreditar nessa tão forte indicação de presença de algo que não conheço mas que tenho de respeitar.
Não posso acreditar, não consigo acreditar em reencarnação, em várias divindades. Mas não me parece nada incompatível acreditar no poder da energia, na força que cada um de nós pode ter, receber e transmitir.
Uma das muitas dúvidas que tenho é a de eventualemtne isto ser uma poderosíssima ferramenta para manipularmos os outros. Se é possível fazer-se transmissão de energia e massagens à distância... É necessário o outro estar receptor?  Que me deixou a pensar, não há dúvida!
Mas fiquei com vontade de saber mais, de ler mais, de aprender mais. Desafiou-me a tirar um dos cursos, pelo menos o de iniciação.
Ontem passei pela FNAC à procura de livros, e procurei informação na net...  
 
 

28.7.10

Isto já começa a ficar repetitivo...!

Ontem à noite, depois de um café em casa dele, fomos dar um passeio à procura de um ar fresco, já que em casa não se aguentava o calor! Longo passeio junto ao rio, de novo muita cumplicidade e confidências e o tema 'religião' veio à baila. Naturalmente, como tantos outros.  Com respeito mútuo, como sempre. E a conversa intimista prolongou-se noite dentro, até à hora 'a que o passarinho cantou'. :)  A voz calma e tranquila manteve-se mesmo nos momentos em que mais discordámos: eu, com uma visão (mais) irracional (no sentido em que creio n'Ele, algo só possível através da fé); ele extremamente racional, procurando (e encontrando) justificações e sentidos em tudo o que o (nos) rodeia e vai acontecendo.
 
Quase todas as nossas conversas são especiais e se caracterizam por uma enorme partilha, troca de confidências, cumplicidade e enorme respeito. Esta foi apenas mais uma, e destaco apenas por me ter aberto os olhos para uma nova perspectiva para a nossa vida e para o universo, e pela forma tranquila e de respeito com que conversámos sobre estes temas, que tão frequentemente levam a grandes discussões e celeuma!  Não entre nós...
 
Às tantas perguntou-se qual seria o sentido de estarmos ali a conversar sobre tudo aquilo, àquelas horas, no carro à porta de sua casa. Que teria sem dúvida um sentido, e que um dia o descobriria.  Tive vontade de dizer que talvez fosse o de me ajudar a ser feliz, com ele, e que esperava que fosse recíproco.  
 
Parece-me tudo tão perfeito que assusta! Serão estes os sinais que pedi para me ajudarem a perceber que papel teria na minha vida? E que papel quereria que eu desempenhasse na dele? Quero crer que sim! Quero quer que com ele posso ser feliz, completa, e, mais importante ainda, que podemos ser felizes juntos, e que a conversa de ontem, como todas as outras, são apenas degraus dessa escada que gostava que subíssemos sempre juntos.

27.7.10

Sensação boa... :)

Sim, provavelmente estou a "pôr a carroça à frente dos bois"... Mas por outro lado acho que estamos a ir com calma, com a calma possível.
 
Ainda estou "esmagada" pela torrente de emoções fortes do fim-de-semana: o passeio, a noite ao luar, a massagem, a noite e depois a noite seguinte, novamente ao luar, em casa (e em que tantas fantasias e devaneios foram partilhados).
 
Será normal esta sintonia? Quero crer que ambos a sentimos! E que a queremos preservar, daí a cvontade de não apressar nada.
 
Estarei iludida? Nem quero pensar nisso...! Quero aproveitar e saborear estes momentos, esta partilha, este "viver nas nuvens". Porque isto é novo para mim, o poder sentir isto, o (finalmente) gostar de estar com alguém, isso ser mútuo, e podermos de facto fazê-lo!


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25.7.10

Dias felizes

É assim que me sinto. Cheia, ainda a tentar digerir tudo o (não) aconteceu, , da forma que (não) aconteceu, todas as conversas, todos os silêncios, todos os momentos de paz. Tanta sintonia, tanto equilíbrio, tanta abertura, tanta vontade de fazer e de esperar é esmagadora. O que o futuro nos trará não sei. Apenas sei que valorizamos o que temos o suficiente para não o querermos estragar.
 
Nunca a letra desta canção fez tanto sentido como hoje!
 
 
 
CHASING CARS (Snow Patrol)
 
We'll do it all
Everything
On our own

We don't need
Anything
Or anyone

If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me
And just forget the world?

I don't quite know
How to say
How I feel

Those three words
Are said too much
They're not enough

If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me
And just forget the world?

Forget what we're told
Before we get too old
Show me a garden
That's bursting into life

Let's waste time
Chasing cars
Around our heads

I need your grace
To remind me
To find my own

If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me
And just forget the world?

Forget what we're told
Before we get too old
Show me a garden
That's bursting into life

All that I am
All that I ever was
Is here in your perfect eyes
They're all I can see

I don't know where
Confused about how as well
Just know that these things
Will never change for us at all

If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me
And just forget the world?

30.6.10

Tenho saudades tuas...

... mas é das tais coisas que não (te) posso dizer! Porque estás longe há quase 2 semanas (sim, há telemóveis, eu sei, mas claro que não o farei!), porque (ainda) não te percebo e não sei se sentes o mesmo. E depois, porque não é algo normalmente eu diga, por mais verdade que seja...
 
Isto fez-me pensar no quanto deixamos por dizer por não ser "confortável", por eventualmente nos colocar (erradamente!) numa posição em que "damos o flanco": "gosto de ti", "gosto de estar contigo", "fazes-me bem", "tenho saudades tuas", "amo-te" custam a dizer e ficam demasiadas vezes presas na garganta.  Tal como os abraços por dar, os beijos por trocar, as mãos por segurar... E que diferença isso faria...!    

23.6.10

Difícil de gerir (e de perceber?)

Em 3 dias passámos muitas horas juntos. Foi bom, foi muito bom, mas passar daí para o estarmos 2 semanas sem falar (pelo menos) é para mim complicado de perceber e de gerir.  Só baby-sitter?  "Sabe-me" a pouco, gostava que fosse mais. Mas houve mais, houve cumplicidade noutras alturas, muita partilha. O que é que isso valeu, o que vale?  Ajudei a passar o tempo? O que mostrei de mim não é algo que partilhe com qualquer pessoa, por isso foi especial, entendi-o como tal... E para quem se dizia tímido e que também não falava de si facilmente, assumia que também tivesse sido especial.
Gostava, queria tanto perceber o que se está a passar...! O que espera, se é que espera algo. As insinuações sobre as "noites de luar", o "ficas cá em casa" ou "posso dormir no sofá" são lines atiradas sem sentido, para ver se pega, e a qualquer uma?
Gostava de pensar que queria que desta vez fosse diferente...

21.6.10

Isto de gerir espaços tem que se lhe diga...

Tenho já saudades, é isso... E tenho vontade de saber como estão mas não quero, não posso perguntar. Não quero 'invadir o espaço', não quero ser intrusa. Gostava de saber o que espera, o que quer, o que é suposto fazer. Gostava que tomasse a iniciativa de dar notícias, mas sinceramente duvido que o faça. Quando falámos, antes de ir, falou em 'quando voltar', não pediu para lhe dizer se entretanto houvesse notícias do meu lado.  
 
A verdade é que penso muito nele e neles, no que está e estão a fazer. No que poderíamos fazer caso lá estivesse também. E no que gostava de fazer a dois, lá e cá.
 
Tenho pensado também no que espera, no que quer. Será que temos concepções diferentes do que é 'ser amigos'? Do que amigos podem fazer? Quer a diversão sem compromisso? Temo que sim, e isso não é de todo o que gostava para mim...
 
A única coisa que sei é que é alguém que gostava de conhecer melhor. Porque acho que é uma excelente pessoa, e protege, takes care of me, e gosto disso, dessa atenção, de não ter de me preocupar.  
 
Acho o primeiro passo para mim será 'tocar'. E 'tocar' significa tão simplesmente não fugir, não evitar um toque de mão, no braço, um abraço. Algo simples assim mas que, para mim, marca um novo estádio. Porque 'sou de toques' mas evito, e fazê-lo significaria uma cumplicidade, uma união muito maior, sem timidez, sem medos, de (total) abertura.

8.6.10

Tanto medo...

Já tentei dizer não... tenho medo da reacção dos meus Pais (mas afinal ainda tenho idade para ter medo?), e mesmo que aceitasse, do que seria passar assim tanto tempo. Por mais que goste deles, é diferente estarmos juntos umas horas do que de repente vermo-nos juntos quase 24 h por dia, tantos dias. Acima de tudo, tenho medo de mim. 
Nunca se passou nada, e não se passaria. Quero e não quero ir, tenho medo de assumir o que quero. A questão da justa é só mais uma desculpa, porque até para isso já propôs uma alternativa. Mesmo que lhes custe antecipar o regresso. 
Já sei que não vou... porque é que não assumo que não vou, de uma vez por todas?  Acabam-se as esperanças, as falsas expectativas, deixo de sonhar. Que iria gostar?  Claro, não tenho dúvida.
Porque é que sou assim? Porque é que complico o que seria simples, de decisão fácil? Porque é que gosto de deixar os outros na expectativa até ao fim, até ser tarde demais para qualquer outra solução, até acabarmos todos por ficar mal por causa dos meus receios, dos meus medos, das minhas indecisões?
 
Não seria substituta, não o quero ser. Será que alguém pensa que isso poderia acontecer?
Gostava de entrar naquela cabeça e perceber o que quer... Companhia? Ajuda a 'rachar' despesas? O que foi aquilo no Domingo, a encenação das luzes tão dim, quanto não aconteceu nada, não houve um olhar mais revelador, nenhum gesto? 
E isso eu não quero ser, claro que não!

10.5.10

Muita água tem rolado...

Muita coisa tem acontecido a nível profissional e pessoal... No trabalho, após uns meses árduos mas muito interessantes A8 acima, A8 abaixo, eis uma nada esperada separação litigiosa. Ainda aguardo desenvolvimentos, mas entretanto pedi ajuda ao 'homem da queimas'. A ver no que dá...
 
Em termos pessoais, tem havido nas últimas semanas uma aproximação gradual ao Submarino. Entendemo-nos bem, acho, mas tenho medo de estar a depositar demasiadas expectativas (em quê, nem eu sei...). Este fim-de-semana dei comigo a pensar que posso estar a servir de apoio apenas nesta fase de 'nojo', e que um dia destes tem nova pessoa e eu volto a ser (apenas) companhia para almoço muito de quando em vez... A verdade é que têm sido frequentes chás chez moi ou fora, com conversas até tarde, que me têm feito muito bem. E pelo menos dia sim, dia não tem havido qualquer coisa.
 
Ontem mandou-me mensagem à tarde para nos encontrarmos junto ao rio. Quando cheguei, os Pais estavam com ele (e os filhos, mas isso eu já sabia). Senti-me como se estivesse à mostra, para aprovação, e isso deixou-me receosa e nervosa.  Depois do passeio no parque, convidaram-me para ir lá a casa lanchar. Ajudei no que pude (o lanche estava óptimo!) e depois saí. Foi uma saída apressada, e lamento por isso, mas não queria abusar. E estava atrapalhada, nervosa. Gostei muito, foi muito bom (e gostei daquele lado mais intimista, no seu ambiente, que mostrou). E gostei de uma vez me que me pôr a mão no ombro, soube bem, senti-me acarinhada...
 
Pelos vistos eu é que deixei a impressão de não estar à vontade, de ser tudo demasiado simples para mim, e não ter gostado. E foi tão errado...! Gostei mesmo, senti-me muito bem! Os filhos dele tratam-me muito bem, e não sou criticada por não me estar a comportar bem, por ser irresponsável com os miúdos, não me estão constantemente e deitar abaixo (também não é preciso; eu própria me encarrego de o fazer sozinha!).
 
Acima de tudo fiquei triste. Porque gosto deles, porque me senti muito bem ontem e não o consegui demonstrar.  Porque não consigo pôr as pessoas à vontade quando estão comigo.  Porque tenho o condão de afastar as pessoas que mais queria ter por perto.  Porque acho que não consigo mudar, e tenho pena, porque quem perde sou eu...
 
A conversa tem de continuar, e não pode ser (só) via messenger... 

8.2.10

Aviso à navegação

Por favor não enviem mais CVs! No more application forms, please!  So far no one has matched the required profile!  This vacancy will be fulfilled by dirrect appointment, regardless of how long the process may take...

5.2.10

Então é assim:

Gostava de gostar de quem gosta de mim
ou melhor:
Gostava que de quem eu gosto também gostasse de mim.
É isto, tenho dito.
É pedir muito? Parece que sim...

Festas no ego

Almoço com FM, o 'espanhol'. Não me apetecia muito, estou engripada, e ter de fazer conversa com alguma cerimónia... Acabou por correr melhor do que contava. Percebi - aliás, disse-o claramente, e por várias vezes - que gostava de mim, e sei que se tivesse dito algo, estaria interessado em qualquer coisa mais. Elogiou-me muito, várias vezes, demasiado. Sabe bem ouvir, mas senti-me mal. Porque sei que esperava mais, que queria mais. Porque já percebeu que não vai acontecer aquilo que queria. Porque está sozinho e as coisas lhe estão a correr mal, difíceis. É simpático, mas não vai haver nada do que pretende. Ainda me lembro do seu livro, e só de imaginar algumas coisas causa-me arrepios!
 
Ofereci-lhe o almoço, e não reclamou. Achei que o devia fazer... Espero que encontre que procura, e projectos que o motivem e o animem!  Bem precisa...!

14.1.10

Estou tão farta de discussões...!

Acabei de chegar a casa, Cansada, estoirada, farta de me levantar cedíssimo, de fazer quilómetros de carro (quase 900 em 2 dias; na semana passada foram mais de 1200).  Reuniões chatas, muita coisa para fazer.  Passei por casa dos meus Pais fazer ver como estavam e, claro, a minha Mãe abriu logo uma discussão. Sem sentido, porque sim, porque não me via há 2 dias (e sim, já percebi que quando estamos uns tempos sem me ver o reencontro é sempre com discussões).  E foi de tal modo injusta a de hoje que até o meu Pai veio em minha defesa!
 
Estou farta, estou cansada, estou farta que me exijam sempre que pense nos outros, que cuide dos outros, que me sacrifique pelos outros. Quero pensar em mim, quero ser egoísta. Acima de tudo, que (gostava) que alguém pensasse em mim...
 
Hoje chorei, chorei mesmo. Estava a precisar de desanuviar. (Ou isto ou passear junto ao mar).  Fez-me bem...

11.1.10

Não percebo nada de nada!

Cada vez percebo menos disto, juro!  Ou melhor, do PalopMan.  Depois das queixas que fez, que me pareceram 'estruturais' em qualquer relação, nunca pensei que reatassem. Ou melhor, não tenho a certeza que tenha acontecido, mas que estão bem, não há dúvida.  E na semana passada convidou-me para ir ao cinema... Já nem sei o que pensar! Se quero alguém assim? Não, não mesmo!  Mas... serão ciúmes? Não quero que sejam...

3.1.10

(Des)prendimento?

"I kind of see this all love as this, escape for two people who don't know how to be alone. People always talk about how love is this totally unselfish, giving thing, but if you think about it, there's nothing more selfish.", Jesse [Wallace] (Ethan Hawke) in "Before Sunrise"

E é isto

"It is so nice when you can sit with someone and not have to talk.", Harry Burns (Billy Crystal) in "When Harry Met Sally"

Dias úteis

Não sei se já tinha aqui falado no blog do Pedro Ribeiro, "Dias úteis".  Sou visita assídua, e de vez em quando deixo um comentário.  Tem muitos textos lindos, dos que vêm cá de dentro, do coração, e não raras vezes dou por mim a rir a bom rir ou a chorar com o que lá escreve. Ou as duas coisas ao mesmo tempo.
O post de hoje (http://osdiasuteis.blogs.sapo.pt/439006.html?page=2#comentarios) é dos textos mais bonitos que escreveu.  E que me fez chorar, claro! E me fez pensar em pessoas e em coisas que me rodeiam e que fazem parte da minha vida, quer queira, quer não, e que são peças do puzzle que sou.
E fez-me ter pena de não ter a meu lado ninguém com quem partilhar tudo isso, com quem chorar e rir, com quem fazer este exercício, escrever um texto assim, a 2...
Mas o Pedro tem, e fico muito feliz por ele!